O LUCRATIVO NEGÓCIO DAS FAKE NEWS

Alex Jones e seu programa Infowars: plataforma de disseminação de teorias extremistas da conspiração

Empreendedores ideológicos e disseminadores de teorias conspiratórias faturam com produtos que vão muito além das ideias malucas. Atividade é rica fonte de dinheiro para indivíduos e organizações que disseminam mentiras.

Por Deutsche Welle

Toda propaganda é, em certo sentido, uma forma de falsificação. Mas, se antes a mensagem provavelmente tinha algo palpável para vender – um carro ou um hambúrguer, talvez –, hoje a mensagem em si costuma ser o produto. “A fonte de valor é o trabalho realizado pela audiência – afinal, esta é a atividade que produz a atenção do público, que é o bem que está sendo vendido”, diz Zoe Sherman, professora da faculdade de economia do Merrimack College.

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“PALHAÇOS SOMOS NÓS”

Por Luis Fernando Veríssimo

Para o Brasil ser um circo, só faltam os palhaços. Somos nós 

Minha avó Ema usava uma expressão que nunca chegamos a decifrar exatamente, embora seu sentido fosse claro: “Pendura na linguiça”. Uma notícia sem importância, uma informação absolutamente inútil, uma fofoca irredimível? Pendura na linguiça. De onde a vó Ema tirara a linguiça, de que lembrança de um remoto passado rural ela trouxera a frase pronta, ninguém sabia — acho que nem ela. Mas a frase foi adotada pela família. O destino do que era falso ou irrelevante era ser pendurado numa linguiça, na companhia presumível de tudo o que tradicionalmente enche as linguiças.

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MITO DA CONSPIRAÇÃO MUNDIAL SEMPRE ANDOU JUNTO COM A EXTREMA-DIREITA

Por Demétrio Magnoli / Via Náufrago da Utopia

Na sua reta final, a campanha de Donald Trump à reeleição entrelaça-se ao culto online QAnon. O fenômeno inscreve-se numa longa história e descortina as tendências evolutivas do discurso da extrema-direta, nos EUA e mundo afora.


O QAnon nasceu como narrativa conspiratória singular. Segundo ela, o Partido Democrata estadunidense seria o núcleo de um complô de líderes pedófilos organizadores do sequestro de crianças para escravizá-las a redes de exploração sexual. Sob o comando de figuras como Joe Biden, Hillary Clinton e Barack Obama, operariam Angela Merkel, Emmanuel Macron, Xi Jinping e outros globalistas engajados no negócio diabólico da pedofilia. 

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