ALEXANDRE GARCIA, LEDA NAGLE E QUEIROGA APAGARAM PROVAS DE SUAS MENTIRAS E DO NEGACIONISMO

Um levantamento mostra que o comentarista da CNN Brasil apagou mais de 500 vídeos
e deu explicações evasivas sobre o motivo. Será um efeito da CPI da Covid?

Por João Filho / The Intercept

O JORNALISTA ALEXANDRE GARCIA ficou contrariado quando seu colega da CNN Rafael Colombo fez uma pergunta simples, mas que lhe soou como uma provocação. O assunto era a ameaça de decreto feita pelo presidente na última quinta contra as medidas de lockdown adotadas por governadores e prefeitos. Alinhado ao bolsonarismo até o osso, Garcia disse que o presidente estava apenas garantindo o cumprimento do artigo 5º da Constituição, que garante o direito de ir e vir dos brasileiros.

Colombo observou então que esse mesmo artigo da Constituição garante também o direito à vida e devolveu a palavra para Garcia. O jornalista se calou, ficou em silêncio por 13 segundos, aparentemente em forma de protesto. Ao final da pausa dramática, emendou “eu não estou sendo entrevistado” e “não sei se volto amanhã”.

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SENTENÇA JUDICIAL EXIGE QUE REGINA DUARTE PEÇA DESCULPAS POR FAKE NEWS.

Ex-secretária da Cultura foi condenada a publicar nota por divulgar que
ex-primeira-dama Marisa Letícia tinha R$ 256 milhões na conta

Da Folha SP

A ex-secretária especial da Cultura e atriz Regina Duarte publicou nesta sexta (7) em seu Instagram “um sincero pedido de desculpas à memória de dona Marisa Letícia e a sua familia” após ter sido condenada por ter compartilhado fake news.

“Nunca foi minha intenção divulgar uma inverdade ou propagar fake news. Infelizmente, neste caso, fui induzida a erro e quero por isso estender, pelo sucedido, um sincero pedido de desculpas à memória de dona Marisa Letícia e a sua familia”, escreveu Regina Duarte.

Em 11 de abril de 2020, ela compartilhou a informação de que foram encontrados R$ 256 milhõesnas contas da ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva.

Na verdade, o saldo apresentava R$ 26 mil. Um juiz confundiu a quantia aplicada em CDBs com debêntures de outra natureza.

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VÍDEO: “FALHAMOS EM EDUCAR AS PESSOAS CONTRA FAKE NEWS”, DIZ FELIPE NETO

Em live do Grupo Prerrogativas, o youtuber Felipe Neto afirmou que “falhamos em educar as pessoas contra fake news”.

Questionado por Fernando Haddad como avalia as fake news na próxima eleição, em 2022, ele afirmou:

“Vai ser uma loucura novamente. Talvez pior. Não tivemos tempo de criar medidas de controle e de educação para fazer as pessoas se blindarem, mas eles tiveram tempo para se organizar muito melhor. Hoje, a articulação do ódio está muito mais organizada do que em 2018”.

Do DCM

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O LUCRATIVO NEGÓCIO DAS FAKE NEWS

Alex Jones e seu programa Infowars: plataforma de disseminação de teorias extremistas da conspiração

Empreendedores ideológicos e disseminadores de teorias conspiratórias faturam com produtos que vão muito além das ideias malucas. Atividade é rica fonte de dinheiro para indivíduos e organizações que disseminam mentiras.

Por Deutsche Welle

Toda propaganda é, em certo sentido, uma forma de falsificação. Mas, se antes a mensagem provavelmente tinha algo palpável para vender – um carro ou um hambúrguer, talvez –, hoje a mensagem em si costuma ser o produto. “A fonte de valor é o trabalho realizado pela audiência – afinal, esta é a atividade que produz a atenção do público, que é o bem que está sendo vendido”, diz Zoe Sherman, professora da faculdade de economia do Merrimack College.

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“PALHAÇOS SOMOS NÓS”

Por Luis Fernando Veríssimo

Para o Brasil ser um circo, só faltam os palhaços. Somos nós 

Minha avó Ema usava uma expressão que nunca chegamos a decifrar exatamente, embora seu sentido fosse claro: “Pendura na linguiça”. Uma notícia sem importância, uma informação absolutamente inútil, uma fofoca irredimível? Pendura na linguiça. De onde a vó Ema tirara a linguiça, de que lembrança de um remoto passado rural ela trouxera a frase pronta, ninguém sabia — acho que nem ela. Mas a frase foi adotada pela família. O destino do que era falso ou irrelevante era ser pendurado numa linguiça, na companhia presumível de tudo o que tradicionalmente enche as linguiças.

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