NÃO SE MATE EM VIDA, A MORTE JÁ É CERTA

Por Ana Santana / Pensar Contemporâneo

Conversando com uma amiga, em uma dessas conversas loucas, mas que fazem todo o sentido, falávamos de como a vida é curta para deixarmos de falar o que sentimos, guardar mágoas, prendermo-nos a pessoas que em nada nos acrescentam e, o que norteia o meu texto de hoje, falávamos em como a vida é curta demais para a gente viver em prol do trabalho, estudo, dinheiro (…)

Sim, é obvio que todos nós temos objetivos de vida. Uns querem comprar aquele carro tão sonhado, outros a casa própria, muitos sonham em ter o seu diploma de nível superior, tantos outros querem trocar a tevê, o som, a moto, o celular (…). São muitos os objetivos a serem alcançados a curto e longo prazo. Somos humanos, é normal e necessário (talvez) que tenhamos alguma conquista material em vista. Mas eu não concordo com a forma como muitas pessoas andam fazendo.

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DAMARES ESTÁ PARA AS MULHERES COMO SÉRGIO CAMARGO ESTÁ PARA AS PESSOAS NEGRAS

Fisólofa e Escritora Djamila Ribeiro – Imagem Reprodução

Por Djamila Ribeiro

A última quarta-feira (25) foi o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. Em vários países foi uma data para a conscientização acerca de uma estrutura patriarcal que organiza a sociedade global.

Como feministas negras, defendemos a intersecção da opressão patriarcal com o racismo e o capitalismo, combinando formas de exclusão que devem ser combatidas com políticas públicas, entre outras formas.

Ao redor do mundo, foi uma data para anúncio de algumas dessas políticas e debates sobre o tema. Mas no Brasil foi dia da dita ministra da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos fazer um bolo vestindo-se dos pés à cabeça de rosa em uma cozinha rosa.

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“GERAÇÃO DIGITAL”: POR QUE, PELA 1ª VEZ, FILHOS TÊM QI INFERIOR AO DOS PAIS

Vários estudos têm mostrado que, quando o uso de televisão ou videogame aumenta, o QI diminui, afirma o neurocientista Michel Desmurget

Por Irene Hernández Velasco / BBC Mundo

A Fábrica de Cretinos Digitais. Este é o título do último livro do neurocientista francês Michel Desmurget, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França, em que apresenta, com dados concretos e de forma conclusiva, como os dispositivos digitais estão afetando seriamente — e para o mal — o desenvolvimento neural de crianças e jovens.

“Simplesmente não há desculpa para o que estamos fazendo com nossos filhos e como estamos colocando em risco seu futuro e desenvolvimento”, alerta o especialista em entrevista à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

As evidências são palpáveis: já há um tempo que o testes de QI têm apontado que as novas gerações são menos inteligentes que anteriores.

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“EU “TÔ” COM SAUDADE DO PLANETA INTEIRO”: O ALTO PREÇO PAGO PELAS CRIANÇAS NA PANDEMIA

O casal Claudio Mumme Harger da Silva e Natália Machado de Carvalho Harger, com os filhos Thomas e Laura Carvalho Harger.LUCIO TELLES

Enquanto país debate a volta às aulas, pais relatam reações após confinamento e especialistas alertam para casos de obesidade, ansiedade, comportamentos agressivos e até depressão

Por Marina Rossi / El Pais

Enquanto especialistas e governantes se debatem sobre a difícil questão de retomar ou não as aulas presenciais, dentro de casa milhares de crianças estão sofrendo com o confinamento e apresentando sintomas de gente grande. “Eu  com saudade do planeta inteiro”, disse Laura Carvalho Harger, 3, à mãe, a psicóloga e professora Natália Harger, 36. “Já passamos por várias fases nesta quarentena, já teve muito choro, muito medo, ninguém queria dormir sozinho, a menor, que já tinha desfraldado, voltou a ter escapes de xixi…”, conta Natália, mãe de mais um menino, Thomás, de cinco anos.

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50% DAS MULHERES BRASILEIRAS PASSARAM A CUIDAR DE ALGUÉM DURANTE A PANDEMIA

“Eu estou fazendo isolamento e trabalhando de casa, porém minha renda despencou”, afirmou uma das 2,6 mil mulheres que responderam ao questionário – Divulgação

Do Brasil de Fato

Metade das mulheres brasileiras passaram a cuidar de alguém durante a pandemia de covid-19. Quando se faz o recorte de raça e região, por exemplo, os números mudam. No ambiente rural, 62% das mulheres passaram a ter esse tipo de responsabilidade. Quanto ao suporte nas tarefas de cuidado, as mulheres negras são as mais desassistidas.

As informações são do estudo “Sem Parar: o trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, realizado realizado pelas organizações Gênero e Número e Sempreviva Organização Feminista (SOF) e divulgado nesta quinta-feira (30). 

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