“QUEM FICA EM SILÊNCIO É CÚMPLICE DESSE REGIME FASCISTA”, DENUNCIA FELIPE NETO

Por Deutsche Welle

Com mais de 40 milhões de seguidores no YouTube e 13 milhões no Twitter, Felipe Neto diz levar muito a sério a responsabilidade de não desinformar seu público, e defende a importância de artistas e influenciadores se posicionarem politicamente. “Quem fica em silêncio é cúmplice desse regime fascista, e não podemos ficar em silêncio quando enfrentamos alguém como Jair Bolsonaro.”

Ao ser perguntado se milhões de seguidores podem oferecer proteção à sua liberdade de proteção, ele disse que “eles não podem literalmente proteger, mas podem colocar pressão no governo”. “Quando você tem milhões de seguidores, não é que você esteja protegido, mas com certeza tem algum tipo de poder para contra-atacar”, contou.

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GLOBO: OS APRENDIZES DE FEITICEIRO QUE COLOCARAM O MONSTRO NAS RUAS

Imagem: Jornal GGN

Por Luis Nassif

No início foi o gozo, o exercício do jornalismo sem limites, a exposição do poder extraordinário de colocar multidões nas ruas fantasiadas de verde e amarelo. Convocam-se multidões por todo o país, usavam-se politicamente as estatísticas manipuladas pela Polícia Militar, que tratava seletivamente números e a distribuição de pancadas pelos manifestantes: à esquerda, pau; à direitam abraços.

Não se tratava de uma mídia a reboque, como foi a americana no macarthismo. Era uma mídia comandando as multidões, varrendo para baixo dos tapetes verde-amarelos da Paulista sua incapacidade de enfrentar os novos tempos e encarar a invasão estrangeira, não a de bolivarianos, castristas e o escambau, mas a dos novos veículos que surgiam nos rastros das redes sociais.

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“CADA ÁRVORE É CONHECIDA PELOS SEUS FRUTOS”

Por Kennedy Alencar

Silveira não é o problema, mas o fascismo moreno da turma do Villas Bôas

O problema não é o deputado Daniel Oliveira, mas a turma do general Villas Bôas. Silveira (PSL-RJ) não é apenas a expressão do bolsonarismo mais extremista. Não se trata de um bárbaro que destoa da orquestra. Ele representa o fascismo moreno que bate à porta da nossa democracia.

O discurso criminoso de Oliveira é semelhante ao feito pelo ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas. Que diferença há na fala absurda e tosca xingando ministros do STF e os tuítes de abril de 2018 pressionando o Supremo que Villas Boas disse ter combinado com o Alto Comando do Exército? São conversas típicas dos chamados “cidadãos de bem”.

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FELIPE NETO: “QUALQUER COMUNICADOR QUE SE CALA SOBRE O QUE ESTAMOS VIVENDO É CÚMPLICE”

El youtuber Felipe Neto.REPRODUÇÃO / INSTAGRAM

Por Naiara G. Gortázar

À primeira vista, Felipe Neto é um cara que passa a vida jogando Minecraft no computador enquanto faz piadas sem graça. A diferença em relação aos milhões de jovens em que seus pais dão bronca por fazer o mesmo em seus quartos é que, por trás dessa fachada, ele encontrou a fórmula para ganhar a vida e erguer um enorme negócio. Tudo legal. Esse brasileiro leva muito a sério seu trabalho e também seu papel de cidadão.

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AS LIÇÕES DA HISTÓRIA E A ESCOLA DO AUTORITARISMO. Por Lilia Schwarcz

Imagem: Justificando

Não é de hoje que governantes autoritários escolhem inimigos, inventam a própria verdade e montam equipes dispostas apenas a segui-los

A história não se repete, mas tem a capacidade de oferecer uma boa lição. No dia 27 de fevereiro de 1933, em torno das 21h, o Reichstag – um vistoso e simbólico edifício que abrigava o Parlamento alemão – pegou fogo. Até hoje ninguém sabe quem ou quais foram os culpados pelo acidente que tomou de assalto e na base da surpresa a cidade de Berlim. O que sabemos é o tamanho e as consequências da imensa repercussão, que deu lugar a uma política de emergência da qual a Alemanha e o mundo não se safariam tão cedo. Adolf Hitler, na época um jovem militar, teria comentado nessa ocasião: “Este incêndio é apenas o começo. (…) De agora em diante não haverá misericórdia. Quem quiser se colocar em nosso caminho será abatido”.

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“CABO MENDONÇA E SOLDADO ARAS”

André Mendonça, Ministro da Justiça e Augusto Aras, Procurador Geral da República
Ministro da Justiça produziu dossiê contra ‘antifascistas’ e procurador-geral da República faz guerra contra Lava Jato

Por Celso Rocha de BarrosMendonça e Aras são cabo e soldado de Bolsonaro em novo ataque à democracia

O ministro da Justiça, André Mendonça, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, são o cabo e o soldado de pés chatos que Bolsonaro usa em seu novo ataque à democracia brasileira.

Mendonça, que virou ministro da Justiça quando Moro deixou o cargo, vem se destacando na perseguição contra adversários do governo.

Produziu um dossiê contra “antifascistas” que incluía dois acadêmicos respeitados, Paulo Sérgio Pinheiro e Luiz Eduardo Soares, bem como policiais de esquerda, que poderiam vir a ser um obstáculo ao aparelhamento das polícias.

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