ADORNO VÊ A MÁQUINA DE PROPAGANDA BOLSONARISTA

Nas ideias do pensador alemão, chaves para entender as lógicas do gabinete do ódio. Ao mobilizar tendências subterrâneas, ele visa transformar fissuras sociais em virtudes – e, assim, insuflar “disposição para o medo” frente a sua agonia e contradições

Por Bruna Della Torre, no Blog da Boitempo

“Pensando bem, eu poderia derivar o fascismo das recordações da minha infância. Como um conquistador nas províncias mais afastadas, ele enviara para lá os seus mensageiros muito antes de ocupar o território: meus colegas de escola. […] eu reconheci cada um deles nos traços da ditadura de Hitler.”
Theodor W. Adorno, Minima Moralia

Neste 7 de setembro, Bolsonaro conseguiu colocar centenas de milhares de pessoas nas ruas. Sua base mostrou sede de destruição e deixou evidente o caráter golpista de suas reivindicações. Quem estava na rua de verde e amarelo no dia 7 clamava por um regime militar, pelo fechamento do STF, do Congresso e da imprensa. Quanto mais as pesquisas de intenção de voto indicam um esgarçamento da popularidade de Bolsonaro, mais se radicalizam seus apoiadores. Mas Bolsonaro recuou. 

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“QUEM FICA EM SILÊNCIO É CÚMPLICE DESSE REGIME FASCISTA”, DENUNCIA FELIPE NETO

Por Deutsche Welle

Com mais de 40 milhões de seguidores no YouTube e 13 milhões no Twitter, Felipe Neto diz levar muito a sério a responsabilidade de não desinformar seu público, e defende a importância de artistas e influenciadores se posicionarem politicamente. “Quem fica em silêncio é cúmplice desse regime fascista, e não podemos ficar em silêncio quando enfrentamos alguém como Jair Bolsonaro.”

Ao ser perguntado se milhões de seguidores podem oferecer proteção à sua liberdade de proteção, ele disse que “eles não podem literalmente proteger, mas podem colocar pressão no governo”. “Quando você tem milhões de seguidores, não é que você esteja protegido, mas com certeza tem algum tipo de poder para contra-atacar”, contou.

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GLOBO: OS APRENDIZES DE FEITICEIRO QUE COLOCARAM O MONSTRO NAS RUAS

Imagem: Jornal GGN

Por Luis Nassif

No início foi o gozo, o exercício do jornalismo sem limites, a exposição do poder extraordinário de colocar multidões nas ruas fantasiadas de verde e amarelo. Convocam-se multidões por todo o país, usavam-se politicamente as estatísticas manipuladas pela Polícia Militar, que tratava seletivamente números e a distribuição de pancadas pelos manifestantes: à esquerda, pau; à direitam abraços.

Não se tratava de uma mídia a reboque, como foi a americana no macarthismo. Era uma mídia comandando as multidões, varrendo para baixo dos tapetes verde-amarelos da Paulista sua incapacidade de enfrentar os novos tempos e encarar a invasão estrangeira, não a de bolivarianos, castristas e o escambau, mas a dos novos veículos que surgiam nos rastros das redes sociais.

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“CADA ÁRVORE É CONHECIDA PELOS SEUS FRUTOS”

Por Kennedy Alencar

Silveira não é o problema, mas o fascismo moreno da turma do Villas Bôas

O problema não é o deputado Daniel Oliveira, mas a turma do general Villas Bôas. Silveira (PSL-RJ) não é apenas a expressão do bolsonarismo mais extremista. Não se trata de um bárbaro que destoa da orquestra. Ele representa o fascismo moreno que bate à porta da nossa democracia.

O discurso criminoso de Oliveira é semelhante ao feito pelo ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas. Que diferença há na fala absurda e tosca xingando ministros do STF e os tuítes de abril de 2018 pressionando o Supremo que Villas Boas disse ter combinado com o Alto Comando do Exército? São conversas típicas dos chamados “cidadãos de bem”.

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FELIPE NETO: “QUALQUER COMUNICADOR QUE SE CALA SOBRE O QUE ESTAMOS VIVENDO É CÚMPLICE”

El youtuber Felipe Neto.REPRODUÇÃO / INSTAGRAM

Por Naiara G. Gortázar

À primeira vista, Felipe Neto é um cara que passa a vida jogando Minecraft no computador enquanto faz piadas sem graça. A diferença em relação aos milhões de jovens em que seus pais dão bronca por fazer o mesmo em seus quartos é que, por trás dessa fachada, ele encontrou a fórmula para ganhar a vida e erguer um enorme negócio. Tudo legal. Esse brasileiro leva muito a sério seu trabalho e também seu papel de cidadão.

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