O QUE UM PADEIRO DE POMPEIA PODE NOS ENSINAR SOBRE A FELICIDADE

BBC/AT LAND PRODUCTIONS/LION TV/CATERINA TURRONI
  • Por Nadejda Williams / The Conversation*/ BBC Brasil

Apesar de uma pandemia que mudou radicalmente a vida de bilhões de pessoas, o “Relatório da Felicidade Mundial” indica que ela, a felicidade, permanece estável no mundo, um testemunho da resiliência da raça humana.

Como estudante do mundo clássico, as discussões sobre felicidade que costumam ocorrer em meio a crises pessoais ou sociais como a que vivemos não me parecem novidade.

Hic habitat felicitas ou “A felicidade mora aqui”, proclama uma inscrição encontrada em uma padaria de Pompeia, cerca de 2 mil anos depois que seu dono viveu e provavelmente morreu na erupção do vulcão Vesúvio, que destruiu a antiga cidade romana no ano 79.

O que felicidade significava para aquele padeiro pompeiano?

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RITUAIS PARA A FELICIDADE

Sentir os atos mais vulgares como aventura espiritual é um desafio proposto pelas religiões orientais
(Isaac Holmgren / Unsplash)

Frei Betto /Dom Total

É preciso saber enxergar um palmo além do chão, da parede, do teto ou mesmo das convicções que nos norteiam. Tudo depende de nossa cabeça. Somos, como seres humanos, aquilo que está gravado em nossa mente: ideias, noções, fantasias, impressões.

Se fomos educados na crença de que há pessoas superiores a outras devido à cor da pele ou nos deixamos convencer, pela publicidade, que pilotar um carro a 300 km/h é mais nobre que lutar para combater a fome, então nossos atos serão regidos pelo racismo ou pelo culto aos ídolos do consumismo.

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A FELICIDADE DOS ANTIGOS E A INFELICIDADE DO HOMEM MODERNO

Ao contrário dos antigos, o homem moderno perdeu sua harmonia com a natureza, perdeu
a capacidade de ordenar sua vida pela razão

Por Michel Aires de Souza Dias[1] / Jornal GGN

Os antigos gregos pensaram sua existência e ordenavam sua vida a partir da ideia de Cosmo, palavra grega que significa  ordem.  O mundo era compreendido como um todo universal ordenado, possuindo uma racionalidade intrínseca à sua própria natureza. O problema ético de como devemos viver a vida era determinada por essa noção.  O conhecimento visava um aprimoramento da vida interior e deveria determinar as normas universais da própria existência. Cabia a cada qual, através da razão,  buscar as normas universais que deviriam guiar sua própria existência, propiciando o conhecimento de como enfrentar as adversidades da vida,  de como se viver melhor e de como atingir a serenidade interior. A vida dos antigos tinha uma finalidade (telos), deveria ser guiada pela ideia de natureza.

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TER UM PROPÓSITO SIGNIFICA SER FELIZ

Todos nós tivemos a sensação de conseguir o que queríamos, viver o entusiasmo de um êxito e ficarmos igualmente vazios depois de um tempo. A alternativa para sair desse ciclo é construir um sentido para a vida

Por Pilar Jericó / El País

Às vezes pensamos que a felicidade depende das coisas que acontecem conosco. Acreditamos que se tivermos um salário melhor, se formos mais reconhecidos no nosso trabalho ou se iniciarmos um novo relacionamento amoroso nos sentiremos mais realizados. Todos nós tivemos a sensação de conseguir o que queríamos, experimentar aquela onda de energia e ficarmos igualmente vazios depois de um tempo. Quando isso acontece, definimos novas metas, trabalhamos até alcançá-las e voltamos a saborear o vazio. Assim, repetidamente, como se corrêssemos como um hamster em uma roda giratória. Existe uma alternativa para sair desse ciclo. Em vez de viver de acordo com as expectativas, podemos viver de acordo com nossas aspirações.

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PESQUISA FGV: BEM-ESTAR TRABALHISTA, FELICIDADE E PANDEMIA.

Pesquisa da FGV com dezenas de países mostra que preocupação, estresse, tristeza e raiva cresceram mais no Brasil do que no mundo

Da Rede Brasil Atual

“Felicidade foi embora”, verso de uma canção popular, é uma frase incluída em pesquisa divulgado pela Fundação Getulio Vargas intitulada Bem-Estar Trabalhista, Felicidade e Pandemia. Os dados mostram que o Brasil está longe do bem-estar e da felicidade, com “um grande salto de desigualdade” e queda do rendimento, pela primeira vez abaixo de R$ 1.000. O estudo da FGV mostra ainda crescimento da raiva entre os sentimentos da população. De 2019 para 2020, por exemplo, a “sensação de raiva” cresceu de 19% para 24% das pessoas. Foi um crescimento de cinco pontos percentuais, enquanto no mundo essa alta foi de 0,8 ponto, para 20%.

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TEM FUTURO ESSE FUTURO?

Imagem: EACH -USP

Por Frei Betto

Quem da minha geração poderia imaginar, há 40 anos, que hoje teríamos em mãos um aparelho que cabe no bolso da camisa e nos permite conectar com o mundo, ver filmes e vídeos, fazer pesquisas e até proferir conferências com visibilidade para o público?

Quem poderia supor que as redes digitais quebrariam o monopólio de notícias em mãos da grande mídia ou que um hacker seria capaz de, à distância, sugar eletronicamente arquivos secretos (mas não seguros) dos governos?

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