POR UMA FELICIDADE VADIA

Associado ao êxito individual, o ser feliz tornou-se obrigação tormentosa. Pode ser,
porém, o desfrute de uma vida sem medos; os convívios que permitem encarar o
incerto e a tristeza; e uma ética que, prezando o cuidado, desafia os moralismos

Por Antoni Aguiló, no Público | Tradução: Simone Paz

Desde 2013, a ONU reconhece o dia 20 de março como o Dia Internacional da Felicidade. Hoje em dia, a felicidade parece um significante vazio, explorado em excesso, até a exaustão. Abraça tantos significados diferentes, que praticamente cabe tudo nela: desde o consumo de Viagra, até os livros de Paulo Coelho.

Apesar da banalização do termo, ao longo das últimas décadas o neoliberalismo impôs a crença de que a felicidade era fruto do esforço e do talento individual, prêmio que ganhamos por sermos produtivos e competitivos. É o típico discurso da meritocracia liberal, onde cada um chega onde quer com base em seu próprio valor. Para isso, a meritocracia nos introduz a necessidade contínua do “sempre mais”: treinar mais, trabalhar mais, demonstrar mais, ter mais seguidores nas redes sociais, etc. A felicidade torna-se prisioneira entre as frias paredes do cálculo e da eficiência.

Continue Lendo

É HORA DE RECALIBRAR NOSSO CÉREBRO, APÓS UM ANO DIFÍCIL.

Da BBC Brasil

Covid-19: 6 maneiras de recalibrar nossos cérebros após um ano duro com a pandemia

Não há dúvida de que 2020 foi difícil para todos e trágico para muitos. Mas agora as vacinas contra a covid-19 estão finalmente sendo distribuídas em alguns países — dando a tão necessária esperança de um retorno à normalidade e um feliz 2021.

No entanto, meses de ansiedade, tristeza e solidão podem facilmente criar uma espiral de negatividade da qual é difícil sair. Isso ocorre porque o estresse crônico muda o cérebro. E às vezes, quando estamos para baixo, não temos interesse em fazer as coisas que poderiam realmente nos fazer sentir melhor.

Para desfrutar de nossas vidas em 2021, precisamos deixar hábitos destrutivos e recuperar nossos níveis de energia. Em alguns casos, isso pode significar inicialmente se obrigar a fazer as coisas que gradualmente o farão se sentir melhor. Se você estiver experimentando sintomas mais graves, no entanto, deve falar com um profissional sobre terapia ou medicação.

A seguir, veja seis maneiras baseadas em evidências científicas para mudar nossos cérebros para melhor.

Continue Lendo

ARISTÓTELES: FELICIDADE COMO FIM DAS AÇÕES HUMANAS

Postado por Blog do Valentin

Em “Ética a Nicômaco”, Aristóteles defende que a felicidade é 1) o maior bem desejado pelos homens e 2) o fim das ações humanas. Vejamos agora um passo a passo para entender como ele formula esse pensamento.

1) O bem é aquilo a que todas as coisas tendem” (Aristóteles, 1973, p. 249).

Podemos ver aqui que a filosofia aristotélica é teleológica, ou seja, está orientada por uma finalidade (telos, em grego, significa “fim”). Na “Ética a Nicômaco”, a finalidade é identificada como o “bem”, ou seja, dizer que todas as ações tendem a um fim é o mesmo que dizer que todas as coisas tendem a um bem.

Continue Lendo

CONSUMISMO COMO BUSCA PELA FELICIDADE E SUA PROBLEMÁTICA

Postado por Blog do Valentin

A prática consumista não responde ao anseio de felicidade humana e ainda impacta negativamente na vida da Terra.

Por Robert Henrique Sousa Dantas*/ Dom Total

Vivemos numa sociedade em que somos cada vez mais estimulados ao consumo e, por conseguinte, a uma exagerada produção de lixo.

Com a expansão da sociedade de consumo, amplamente influenciada pelo estilo de vida norte-americano e pelas mídias, o consumo se transformou em uma compulsão e um vício, estimulados pelas forças do mercado, da moda e da propaganda. Assim, a sociedade de consumo produz carências e desejos incessantes. Os indivíduos passam a ser reconhecidos, avaliados e julgados por aquilo que consomem, que vestem ou calçam, pelo carro e pelo telefone celular que exibem em público.

Continue Lendo