PESQUISA FGV: BEM-ESTAR TRABALHISTA, FELICIDADE E PANDEMIA.

Pesquisa da FGV com dezenas de países mostra que preocupação, estresse, tristeza e raiva cresceram mais no Brasil do que no mundo

Da Rede Brasil Atual

“Felicidade foi embora”, verso de uma canção popular, é uma frase incluída em pesquisa divulgado pela Fundação Getulio Vargas intitulada Bem-Estar Trabalhista, Felicidade e Pandemia. Os dados mostram que o Brasil está longe do bem-estar e da felicidade, com “um grande salto de desigualdade” e queda do rendimento, pela primeira vez abaixo de R$ 1.000. O estudo da FGV mostra ainda crescimento da raiva entre os sentimentos da população. De 2019 para 2020, por exemplo, a “sensação de raiva” cresceu de 19% para 24% das pessoas. Foi um crescimento de cinco pontos percentuais, enquanto no mundo essa alta foi de 0,8 ponto, para 20%.

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TEM FUTURO ESSE FUTURO?

Imagem: EACH -USP

Por Frei Betto

Quem da minha geração poderia imaginar, há 40 anos, que hoje teríamos em mãos um aparelho que cabe no bolso da camisa e nos permite conectar com o mundo, ver filmes e vídeos, fazer pesquisas e até proferir conferências com visibilidade para o público?

Quem poderia supor que as redes digitais quebrariam o monopólio de notícias em mãos da grande mídia ou que um hacker seria capaz de, à distância, sugar eletronicamente arquivos secretos (mas não seguros) dos governos?

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RESETE SUA MENTE

Por Mario Alonso Puig

Todos nós gostaríamos de ser mais felizes e sofrer um pouco menos. Nossa tendência é associar o fazer e o ter com o ser, nos leva a dar como certo que, se nos esforçarmos muito, se fizermos muitas coisas e atingirmos o sucesso, então seremos felizes. Ainda não percebemos que os vazios do ser não podem nunca ser preenchidos com o ter. Por isso qualquer um de nós pode ter um grande conforto e bem-estar e, entretanto, não ser feliz.

Falar do ser é tudo menos fácil porque a própria linguagem que precisamos para descrevê-lo pertence à ontologia, que é uma parte da metafísica. Se o simples fato de falar do ser já nos gera semelhante desafio, ter a experiência do que é o ser também não parece tarefa fácil. O tema não é insignificante porque se trata de embarcar em uma viagem interior que nos faz experimentar diretamente o que é em si uma experiência suprasensorial. Por isso nesta viagem, que não deixa de ser uma viagem de heróis e heroínas, saberemos como podemos passar de um mundo puramente conceitual e descritivo a um experiencial e contemplativo.

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POR UMA FELICIDADE VADIA

Associado ao êxito individual, o ser feliz tornou-se obrigação tormentosa. Pode ser,
porém, o desfrute de uma vida sem medos; os convívios que permitem encarar o
incerto e a tristeza; e uma ética que, prezando o cuidado, desafia os moralismos

Por Antoni Aguiló, no Público | Tradução: Simone Paz

Desde 2013, a ONU reconhece o dia 20 de março como o Dia Internacional da Felicidade. Hoje em dia, a felicidade parece um significante vazio, explorado em excesso, até a exaustão. Abraça tantos significados diferentes, que praticamente cabe tudo nela: desde o consumo de Viagra, até os livros de Paulo Coelho.

Apesar da banalização do termo, ao longo das últimas décadas o neoliberalismo impôs a crença de que a felicidade era fruto do esforço e do talento individual, prêmio que ganhamos por sermos produtivos e competitivos. É o típico discurso da meritocracia liberal, onde cada um chega onde quer com base em seu próprio valor. Para isso, a meritocracia nos introduz a necessidade contínua do “sempre mais”: treinar mais, trabalhar mais, demonstrar mais, ter mais seguidores nas redes sociais, etc. A felicidade torna-se prisioneira entre as frias paredes do cálculo e da eficiência.

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É HORA DE RECALIBRAR NOSSO CÉREBRO, APÓS UM ANO DIFÍCIL.

Da BBC Brasil

Covid-19: 6 maneiras de recalibrar nossos cérebros após um ano duro com a pandemia

Não há dúvida de que 2020 foi difícil para todos e trágico para muitos. Mas agora as vacinas contra a covid-19 estão finalmente sendo distribuídas em alguns países — dando a tão necessária esperança de um retorno à normalidade e um feliz 2021.

No entanto, meses de ansiedade, tristeza e solidão podem facilmente criar uma espiral de negatividade da qual é difícil sair. Isso ocorre porque o estresse crônico muda o cérebro. E às vezes, quando estamos para baixo, não temos interesse em fazer as coisas que poderiam realmente nos fazer sentir melhor.

Para desfrutar de nossas vidas em 2021, precisamos deixar hábitos destrutivos e recuperar nossos níveis de energia. Em alguns casos, isso pode significar inicialmente se obrigar a fazer as coisas que gradualmente o farão se sentir melhor. Se você estiver experimentando sintomas mais graves, no entanto, deve falar com um profissional sobre terapia ou medicação.

A seguir, veja seis maneiras baseadas em evidências científicas para mudar nossos cérebros para melhor.

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