QUE VERGONHA, EXCELÊNCIAS!

Ainda nem temos vacinas aprovadas e liberadas, e STF e STJ já estavam prontos para furar a fila da imunização

Por Cristina Serra

No Brasil, existem cidadãos comuns, como você, leitor, e eu. E existem castas, como o Judiciário, sustentadas com o dinheiro dos nossos impostos e adubadas com privilégios e mordomias que ofendem o simples bom senso. Ainda nem temos vacinas aprovadas e liberadas e suas excelências do STF e do STJ já estavam prontas para furar a fila da imunização. As duas mais altas cortes enviaram os pedidos à Fundação Oswaldo Cruz, que os rechaçou.

Num momento de emergência sanitária e com autoridades incompetentes no comando da saúde dos brasileiros, as maiores instâncias do Judiciário deveriam ser as primeiras a dar o bom exemplo e aguardar sua vez na escala de prioridades, a ser definida de acordo com critérios científicos e levando-se em conta a vulnerabilidade de grupos mais expostos ao vírus. Mas as cúpulas do Judiciário preferiram se orientar pelo adágio mesquinho: farinha pouca, meu pirão primeiro. O que me lembra também o salve-se quem puder da primeira classe no convés do Titanic.

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ACORDO PARA VACINA É A 1ª BOA NOTÍCIA DA PANDEMIA

Imagem: Agencia Brasil

Por Fernando Brito /Tijolaço

Deve ser saudada – e muito – a decisão do Brasil de investir na possibilidade de que a vacina criada pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, através da Biomanguinhos, braço industrial da Fundação Oswaldo Cruz, há décadas uma ilha de excelência da pesquisa em Saúde no Brasil.

Não é procedente o argumento de que a vacina não chegou a ter a sua eficiência plenamente atestada e, possivelmente, não a terá mesmo depois de poder ser aplicada maciçamente na população, porque isso levará um ano ou mais, até que se verifique, na prática, que ela impede a contração da doença.

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ATAQUE À FIOCRUZ MOSTRA QUE O TERRAPLANISMO AVANÇA EM BRASÍLIA

Postado por Blog do Valentin

Por Bernardo Mello Franco / O Globo

A Fundação Oswaldo Cruz investiu R$ 7 milhões para produzir uma pesquisa completa sobre o uso de drogas no Brasil. O levantamento mobilizou 500 pesquisadores e ouviu 16 mil pessoas, mas ainda não foi divulgado. Está na gaveta por decisão do governo.

Em entrevista ao GLOBO, o ministro Osmar Terra admitiu o que a comunidade científica já sabia. A pesquisa foi censurada porque não confirma a tese de que existiria uma epidemia de drogas no país.

“Eu não confio nas pesquisas da Fiocruz”, sentenciou Terra, alegando que o estudo não teria “validade científica”. Ao ser lembrado de que a instituição tem prestígio internacional, ele respondeu: “É prestigiada para fazer vacina. Agora, para droga, ela tem um viés ideológico”.

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BEM-ESTAR E ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL (I). Por José Gomes Temporão

Postado por Valentin Ferreira

O ex-ministro da Saúde do governo Lula, José Gomes Temporão, esmiúça a ameaça iminente ao tripé SUS, Previdência e Assistência Social por parte do atual governo e lembra o poeta e compositor português José Afonso: “Um país que os velhos rejeita não é país, não é nada.”

 “Até os canalhas envelhecem”. Citando esta frase de Nelson Rodrigues, o ex-ministro da Saúde no governo Lula, José Gomes Temporão, abriu a sua apresentação, em outubro passado, quando participou do Seminário Perspectivas de Bem-estar e Envelhecimento Saudável. Organizada pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, onde ele é pesquisador, e pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), em Manguinhos, no Rio de Janeiro, a reunião fez parte da série Futuros do Brasil. Agora, dois meses depois, é de grande atualidade. 
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PESQUISADORES DA FIOCRUZ DESENVOLVEM NOVA METODOLOGIA PARA TRATAMENTO DO CÂNCER

por Valentin Ferreira /da Agencia Brasil\:EBCFundação Oswaldo Cruz Segundo a instituição, com base no estudo, a escolha de medicamentos relevantes para cada paciente será favorecida, minimizando-se os efeitos colaterais e facilitando o tratamento personalizado da doença
Talita Cavalcante Soares de Moura

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveu uma nova metodologia, inédita no mundo, para o tratamento do câncer. Análises feitas pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), responsável pela aceleração de processos de inovação na área, permitiram traçar o perfil molecular do tumor e do tecido saudável de cada indivíduo.

Segundo a instituição, com base no estudo, a escolha de medicamentos relevantes para cada paciente será favorecida, minimizando-se os efeitos colaterais e facilitando o tratamento personalizado da doença.

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ANTIDEPRESSIVOS, ALÍVIO OU DEPENDÊNCIA

Por Valentin Ferreira /Via Outras Palavras
Woman taking prozac.
Woman taking prozac.
Paulo Amarante, entrevistado por Eliane Bardanachvili, no site do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz
Um grande estudioso brasileiro de saúde mental apresenta as obras e pesquisas internacionais que estão contestando a eficácia de alguns dos medicamentos mais lucrativos da indústria farmacêutica
Paulo Amarante, entrevistado por Eliane Bardanachvili, no site do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz

Não se pode medir depressão como se mede glicemia, anemia ou hipertensão. Por se tratar de problema para o qual não há um índice padrão de detecção, a depressão tornou-se um conceito maleável, posto a serviço dos interesses da indústria farmacêutica, para incrementar a venda de medicamentos. “Elegeu-se a depressão como doença a ser cada vez mais alargada, para abarcar situações da vida, como conflitos, desgosto, desemprego, separação, luto, e formatar como doença”, analisa nesta entrevista ao blog do CEE-Fiocruz o sanitarista Paulo Amarante, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), pesquisador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Laps/Ensp/Fiocruz) e presidente honoris causa da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme).

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