UMA SOCIEDADE DOENTE. E NÃO É DE HOJE

Richard Kozul-Wright, da Unctad, uma agência do ONU para o comercio e desenvolvimento

A TEMPESTADE COMPLETA / Richard Kozul-Wright

Preferi intitular a atual tempestade de completa, ao invés de perfeita, por considerar impróprio atribuir-se perfeição (mesmo negativa) a uma tragédia.
Vivemos uma tragédia mais econômica do que epidêmica, e o mais grave é que quem paga o ônus dessa situação são os mais pobres, ainda que a pandemia não exclua os ricos da contaminação virótica. Nisso ela não é seletiva.
À crise econômica mundial que vinha sendo anunciada para 2020 por organismos capitalistas internacionais como a Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico e o Fundo Monetário Internacional, se juntou a paralisia das transações comerciais internacionais causada pela pandemia, agravando o quadro de recessão capitalista de modo acentuado.

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BANCOS VÃO LUCRAR R$ 480 BILHÕES EM 10 ANOS COM A REFORMA DA PREVIDÊNCIA, DIZ ESTIMATIVAS COM BASE EM DADOS DO FMI

Postado por Blog do Valentin
Estudo do FMI concluiu que reformas similares no sistema de aposentadorias em outros países resultou na transferência de 60% para bancos privados do valor do dinheiro que foi reduzido nos pagamentos de benefícios feitos pelo Estado

Da Revista Fórum

Uma estimativa da consultoria Mercer, com base em estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), calcula que os bancos privados devem lucrar cerca de R$ 480 bilhões em 10 anos com a reforma da Previdência de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro, que vai diminuir os valores das aposentadorias pagos pelo Estado e obrigar os brasileiros a pouparem por conta própria.

O estudo do FMI concluiu que reformas similares no sistema de aposentadorias em outros países resultou na transferência de 60% para bancos privados do valor do dinheiro que foi reduzido nos pagamentos feitos pelo Estado. As informações foram divulgadas em reportagem de Antonio Temóteo, no Portal Uol neste sábado (16).

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DE MUITO GORDA, A PORCA JÁ NÃO ANDA

Postado por Blog do Valentin

O fantasma da próxima crise penetra os salões do FMI. Ex-governador do Banco da Inglaterra avisa à seleta plateia: agora, será bem pior — porque a ganância e a soberba dos mercados bloquearam as alternativas políticas

Por Lerry Eliot /Outras palavras

A economia global caminha, como um sonâmbulo, rumo a uma crise financeira e econômica que terá consequências devastadoras para o sistema de mercado, segundo Mervyn King, um ex-governador do Banco da Inglaterra (2003-13), hoje membro da Câmara dos Lordes do Reino Unido. King, ocupante do posto durante a grande crise global de 2008, que quase levou o sistema bancário à morte, afirmou que a resistência a um novo pensamento econômico leva à conjuração de uma nova situação caótica, semelhante à daquele período.

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EQUADOR: MEDIDA CONTRA O POVO É DERROTADA NAS RUAS

Postado por Blog do Valentin

Depois de quase duas semanas de protestos que paralisaram a economia e deixaram sete mortos, o governo do Equador e o movimento indígena chegaram no final da noite deste domingo (13/10) a um acordo para revogar um controverso pacote de austeridade, que acabou com o subsídio a combustíveis e desencadeou a atual crise no país.

O acordo prevê que o presidente equatoriano, Lenín Moreno, revogue o decreto 833 que fazia parte de um pacto firmado por seu governo para obter um empréstimo de 4,2 bilhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em contrapartida, os líderes indígenas se comprometeram a encerrar os protestos e bloqueios nas rodovias do país.

Fonte e Mais informações: Deutsche Welle

 

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NOVA CRISE ECONÔMICA MUNDIAL SERÁ GRAVE E PODE MUDAR ORDEM GLOBAL EXISTENTE, diz analista

Postado por Blog do Valentin

Do Sputniknews

O mundo está à beira de uma iminente crise global provocada pelas ambições excessivas dos Estados: no início de 2019, a dívida mundial alcançou 244 trilhões de dólares e continua crescendo.

O principal problema atual é a perspectiva de uma recessão deflacionária prolongada e estagnação interminável da economia, como foi no caso do Japão nas últimas décadas, revelou Aleksandr Losev, diretor de uma empresa de gestão de ativos, ao diário Kommersant.

O aumento da carga da dívida e o custo cada vez maior de sua manutenção afetam o crescimento econômico, aumentam os riscos de crédito e a possibilidade de incumprimento de pagamentos, o que no futuro criará dificuldades para refinanciar as dívidas e abrandará o “boom” de crédito que atualmente está estimulando o crescimento global, explicou Losev.

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QUAL É O CAMINHO DO DESENVOLVIMENTO?

Postado por Valentin Ferreira

Segundo conferencistas do Fórum do Desenvolvimento, a sociedade e a política precisam desafiar o mercado

Por: Carlos Drummond /Cartacapital.

A retomada do desenvolvimento exige a recomposição do Estado, atingido por mudanças significativas executadas sem o devido cuidado e o necessário debate. Para assumir essa reconstrução, a sociedade precisará desafiar os limites do mercado, isto é, admitir que ele não é algo natural e imutável, mas uma construção política.

O encaminhamento do processo requer ainda a rejeição da versão apresentada pelos países avançados acerca da sua própria evolução econômica, base das imposições que eles fazem aos subdesenvolvidos e aos emergentes através de organismos como FMI e Banco Mundial. Foram estas algumas das análises e proposições apresentadas no Fórum do Desenvolvimento, realizado, em dezembro, em Belo Horizonte, pela Associação Brasileira de Desenvolvimento, Banco Interamericano e Organização das Cooperativas. 

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