EDITORIAIS NÃO CURAM A CUMPLICIDADE

Por Fernando Brito

O Globo, a Folha e o Estadão publicam editoriais a propósito dos 100 mil mortos do coronavírus.

É um número terrível, mas dele não podemos deixar de reconhecer que estávamos avisados de que aconteceria..

Como também o país estava avisado do que poderia ser este governo que assiste, inerme e indiferente a este massacra, menosprezando a vida dos que se foram e a dor dos que ficaram.

Os três jornalões sabiam – embora desconhecessem a forma pela qual isso aconteceria – a que desastre o país estaria exposto com a impensável eleição de um alucinado, um fanático, um irresponsável que defendia a tortura, que dizia que ia exilar, metralhar e que prometia armas para todos os que pudessem comprá-las.

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OPERAÇÃO “PRATO FEITO” DA POLÍCIA FEDERAL CUMPRE MANDADOS NA REGIÃO, INCLUSIVE EM LEME-SP

Postado por Valentin Ferreira

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (9) a Operação Prato Feito, que tem como alvo cinco grupos suspeitos de desviar recursos da União destinados à educação em municípios dos estados de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal.

O esquema envolveria 85 pessoas: prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e agentes públicos e privados, suspeitos de fraudar 65 contratos, que somam mais de R$ 1,6 bilhão, segundo a Controladoria-Geral da União.

Os recursos foram repassados por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Há indícios de envolvimento de 85 pessoas: 13 prefeitos, 4 ex-prefeitos, 1 vereador, 27 agentes públicos não eleitos e outras 40 pessoas ligadas à iniciativa privada.

As prefeituras de Araras, Caconde, Leme e Pirassununga confirmaram ao G1 que policiais federais e técnicos da CGU estão fazendo buscas e verificando documentações. Segundo as assessorias de imprensa, as administrações irão enviar um posicionamento em breve.

Fonte e mais informações: Folha SP e G1.Globo

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O LULÔMETRO ESTÁ DE VOLTA

Postado por Valentin Ferreira

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Por: Bernardo Mello Franco / Folha

BRASÍLIA – Uma vitória de Lula pode derrubar a Bolsa e levar o dólar a R$ 4. A estimativa foi divulgada pela corretora XP, que disse ter ouvido 211 investidores. É a volta do terrorismo de mercado, que sempre tenta ditar o resultado das eleições.

Em 1989, o presidente da Fiesp anunciou que 800 mil empresários deixariam o país se Lula fosse eleito. A frase facilitou a vitória de Fernando Collor, que confiscou a poupança e deixou a economia em frangalhos.

Em 2002, o Goldman Sachs lançou o “lulômetro” e projetou um câmbio nas alturas. O megainvestidor George Soros disse que o Brasil teria que escolher entre o tucano José Serra e o caos. O petista assumiu com o dólar a R$ 3,52 e voltou para São Bernardo com a cotação a R$ 1,66.

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“EM BRASÍLIA OS EQUIVALENTES AOS CRIMINOSOS DA ROCINHA…” Por Jânio de Freitas

Postado por Valentin Ferreira / Da Folha S.Paulo
Eduardo Anizelli/Folhapress
Exército cerca os principais acessos da favela da Rocinha, na zona sul, para conter guerra de traficantes no Rio de Janeiro
Exército cerca os principais acessos da favela da Rocinha, na zona sul, para conter guerra de traficantes

O Brasil acompanha entre o espanto e  indiferença a intervenção na Rocinha por tropas do Exército.

Com a habitual lucidez de suas análises, Jânio de Freitas na Folha S.Paulo hoje traça um paralelo entre os criminosos da Rocinha e seus assemelhados em Brasília.

O PAÍS DAS ROCINHAS / Por Jânio de Freitas / da Folha S.Paulo

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PAREM DE SE INDIGNAR COM QUALQUER BOBAGEM NA INTERNET, por Leandro Narloch

Postado por Valentin Ferreira / Da Folha SPaulo
                                                                                           Gabriel Cabral /Folhapress
Washington Olivetto segura sutiã em referência à campanha que fez para a Valisère em 1987

Por Leandro Narloch / FSP

Estão todos com pedras na mão prontos para mirar no próximo infiel que dê o menor sinal de pecador. Uma frase mal colocada, um título com ironia ou a falta de reverência a uma causa bastam para os patrulheiros começarem o massacre moralista no Facebook.

Só nesta semana, o publicitário Washington Olivetto foi alvo de um linchamento virtual por dizer que “empoderamento feminino” é um clichêpoliticamente correto e por defender uma propaganda que comparava uma mulher a um Porsche. E Ney Matogrosso foi acusado de homofobia —Ney Matogrosso acusado de homofobia— por ter dito “que gay o caralho. Eu sou um ser humano, uma pessoa”.

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UM PREFEITO MEDIEVAL

Postado por Valentin Ferreira / Da Folha S.Paulo
                                                                                                   Nelson Gariba/ Press/Folhapress
Clientes do Uber em todo o país vão poder pagar suas viagens com cartão de débito, sem o uso da maquininha, a partir desta terça
                                                                                      Motorista mostra aplicativo Uber
Por  HELIO SCHWARTSMAN (*)

João Doria, o prefeito de São Paulo, pretende ser um administrador moderno e identificado com o campo liberal. A regulamentação que apresentou para serviços como Uber e Cabify, porém, nada tem de moderna e muito menos de liberal. Ao contrário, quando se mete a determinar o tipo de roupa que os motoristas desses aplicativos podem ou não vestir, recende às leis suntuárias da Idade Média.

Para a alcaidia paulistana, só devem trabalhar nos limites do município choferes que trajem camisa, calça e sapato social. Polos e jeans ainda passam, mas camisetas e moletons estão definitivamente excluídos. Outras regras baixadas pela prefeitura, como a obrigatoriedade de que o motorista faça cursos e obtenha certificados, podem até soar menos ridículas, mas nem por isso são necessárias.

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