RELATÓRIO DA FAO(ONU) CONSTATA QUE MAIS DE 700 MILHÕES DE PESSOAS PASSARAM FOME EM 2020.

Uma menina iemenita em um acampamento para deslocados perto de Marib, região devastada pela guerra (Nabil Alawzari/AFP)

A fome no mundo cresceu em 2020. De acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) sobre o Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo em 2021, divulgado nesta segunda-feira (12), entre 720 e 811 milhões de pessoas enfrentaram a fome no ano passado, aumentando o indicador de forma significativa pela primeira vez em cinco anos.

Percentualmente, o relatório aponta que 9,9% da população mundial esteve submetida a subalimentação em 2020, um patamar similar – mas ainda superior – ao identificado em 2010, quando 9,2% estava sujeita a esta condição.

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ESTÁ FORA DE HIPÓTESE UMA POLÍTICA ECONÔMICA HONESTA

Por Janio de Freitas

Bolsonaro deve festejar depressa o aumento em sua aprovação de 32% para 37% da população adulta, com a rejeição em queda de 44% para 34%, como detectado pelo Datafolha. A aparência generosa desses números esconde uma situação paradoxal e, pior, crítica para o futuro do próprio Bolsonaro, da economia e da eleição presidencial já em esboços.

É coisa de gaiatos a interpretação bolsonarista de que a melhora reflete satisfação com as alegadas medidas contra a pandemia e com a iniciada reabertura das atividades econômicas. São claríssimos os indicadores da contribuição determinante, para os novos números, do benefício emergencial de R$ 600 mensais, para o qual se inscreveram 40% da população.

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A CIÊNCIA ECONÔMICA E SEUS ABISMOS FRENTE AOS PROBLEMAS CONTEMPORÂNEOS

Por Isaac Enríquez Pérez*/ IHU

As ciências econômicas não são apenas um discurso acadêmico, dotado de uma linguagem sofisticada e especializada, e adornado pela modelagem matemática. São também um conjunto de referências teóricas/éticas/ideológicas e um conjunto de prescrições sobre a realidade social, que incidem – direta ou indiretamente, em maior ou menor medida – na construção do poder e na tomada de decisões públicas.

Dessas referências, derivam diretrizes normativas que modelam cursos de ação, comportamentos e processos ou estratégias de intervenção na realidade e em seus problemas. Portanto, em princípio, não são ciências neutras ou objetivas como as ciências físicas se orgulham de ser, mas são disciplinas interessadas, pois estão repletas de traços éticos e ideológicos. Apesar da arrogância dos economistas.

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS REFORÇAM DESIGUALDADE NO MUNDO

Postado por Blog do ValentinDisparidades econômicas tendem a piorar com as mudanças climáticas, e não apenas em países pobres, mas também nos industrializados. Especialistas afirmam que o planejamento preventivo é a chave para reduzir os efeitos.

Do Deutsche Welle

Enquanto secas, inundações e incêndios estampam as manchetes em todo o mundo, o preço mais alto está sendo pago por aqueles que já são pobres ou marginalizados.

Estas são as conclusões de um estudo recente dos pesquisadores Noah S. Diffenbaugh e Marshall Burke. A pesquisa revelou que a diferença econômica entre países ricos e pobres teria sido menor sem a crise climática.

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DO CHILE VEM O RECADO: NÃO É SÓ O PREÇO DO METRÔ

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Por Leonardo Sakamoto/UOL

Protestos no Chile têm origem na privatização de serviços

“Os manifestantes veem que seus pais e avós recebem aposentadorias de miséria, 80% delas abaixo do salário mínimo e 44% da linha de pobreza. Percebem que, dessa forma, não há capacidade de sobreviver dignamente.” De acordo com  Andras Uthoff, professor da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade do Chile e doutor em Economia pela Universidade de Berkeley, o descontentamento com o sistema de previdência é uma das razões que tem levado milhares às ruas no Chile.

O país sul-americano enfrenta uma onda de protestos – que começou com críticas ao aumento na tarifa do metrô, mas que logo passou a ser alimentada pelo descontentamento quanto à qualidade dos serviços públicos (tal qual as Jornadas de Junho de 2013, no Brasil).

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NÃO HÁ FOME ZERO SEM VONTADE POLÍTICA

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Por José Graziano da Silva / Valor Econômico

De acordo com o último relatório das Nações Unidas sobre segurança alimentar, a fome aumentou pelo terceiro ano consecutivo no mundo, afetando, ainda hoje, 820 milhões de pessoas.

Trata-se de uma situação preocupante, já que só restam um pouco mais de dez anos para que os países atinjam os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, cuja agenda tem por primeira meta a erradicação da pobreza e por segunda a erradicação da fome.

Quase 17 % da população argentina está em situação de insegurança alimentar severa e outros 45% em situação moderada. Isso significa que 2 em cada 3 pessoas ou passa fome ou sofre restrições significativas na sua alimentação normal

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