NÃO HOUVE ARREGO E NEM ERA GOLPE

IMAGEM: Marina Gusmão, Cobra doce.

Por JULIAN RODRIGUES* / Do site A terra é redonda

O impeachment está fora do cenário imediato e a terceira via se enfraquece.

O 7 de setembro bolsonarista nunca foi verdadeiramente o dia de tomar a sede do STF ou decretar estado de sítio. Até porque, o golpe já foi dado – começou em 2016. Desde lá, vivemos um coup encours, um putsch in progress. Bolsonaro nunca escondeu seu objetivo de fechar o regime.

Bolsonaro já está no governo. E os militares também. Para que dar um golpe agora? Quem impediria um golpe bolsonarista? As Forças Armadas – que majoritariamente apoiam o ex-capitão? Ele segue tendo maioria na Câmara e não está preocupado com o agora, mas sim com 2022. Não é um governo “normal”; mas disruptivo – blefa, ameaça, alardeia golpe todo dia.

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O GOLPE FRUSTRADO E O GOLPE QUE AVANÇA

Bolsonaro jamais se interessou por voto impresso; seu pleito visava e visa a uma
tentativa de desestabilizar o processo eleitoral. – Imagem: Marcos Corrêa/PR

Por Roberto Amaral /Carta Capital

Nossas forças, por assim dizer, armadas não estão preparadas para a defesa nacional. Além de desequipadas para o enfrentamento a qualquer ameaça externa digna de respeito (pois 75% dos gastos da Defesa são consumidos com salários, aposentadorias e pensões paras filhas de oficiais), suas operações dependem da supervisão do Pentágono, que as condiciona, mediante o monopólio do fornecimento de armas e munições (de segunda linha ou obsoletas), e as controla do ponto de vista político-ideológico, sempre na contramão de nossas necessidades.

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A “DOUTRINA” INVENTADA PELOS MILITARES PARA ASSUMIR O PODER.

O programa político do Exército que elegeu Bolsonaro elegeu o PT como inimigo
público número 1 e se propõe a “erradicar” o partido de Lula

Por Maria Inês Nassif

Duas semanas após o dia 28 de outubro de 2018, dia em que Jair Bolsonaro foi eleito em segundo turno com 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% obtidos pelo petista Fernando Haddad, uma “alta autoridade das Forças Armadas” recebeu o jornalista argentino Marcelo Falak no seu gabinete, em Brasília, e contou a ele como “um grupo de militares” tinha cooptado, enquadrado e feito o ex-capitão do Exército – colega de turma de vários deles – presidente da República.

O GGN reportou a matéria do site NoÁmbito.com no dia 14/10/2018 (“Jornalista argentino revela como as Forças Armadas construíram a candidatura de Bolsonaro para chegar ao poder”).

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QUEM ATACOU AS INSTITUIÇÕES NESTA QUARTA FOI O BOLSONARO. E AÍ, BRAGA NETO? Por Reinaldo Azevedo

Braga Netto: nota do ministro da Defesa e dos comandantes militares, com efeito, cheira muito mal. Além de ser mentirosa sobre o que disse Omar Aziz. Imagem: Foto: Sérgio Lima/Brasil 360

UOL

O general Braga Netto e os comandantes militares andam com os dedos nervosos para escrever como quem recorre ao coldre? Pois, então, que procurem no lugar certo os que ameaçam a democracia e os Poderes, de cuja independência são garantidores.

Ninguém ameaça dar golpe na CPI.

Ninguém ameaça a institucionalidade na CPI.

Ninguém promete violar a Constituição na CPI.

Mas é precisamente o que faz aquele que a Constituição define como comandante supremo das Forças Armadas — desde, é claro, que se comporte dentro do que prevê a própria Carta.

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OAB E AS FORÇAS ARMADAS

A OAB Nacional publicou uma nota oficial na qual criticou a “partidarização das Forças Armadas” em razão da absolvição de Eduardo Pazuello. Leia:

A lei estabelece claramente que a hierarquia e a disciplina são a base institucional das Forças Armadas.

Não é raro ouvir declarações públicas dos comandantes militares de que “quando a política entra pela porta da frente num quartel, a hierarquia e a disciplina saem pela porta dos fundos”.

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“O MEU EXÉRCITO”

Quem vai respeitar generais que não respeitam o Exército?

Por Fernando Brito

Não somos apenas nós, mas seus colegas generais, como Hamilton Mourão e Santos Cruz, que diziam ser impensável que Eduardo Pazuello deixasse de ser punido por ir, sendo general da ativa, a um comício político do Presidente.

Durante dias, dezenas de jornalistas acreditaram no que lhes diziam fontes fardadas e estreladas: a punição viria, para não se estabelecer a anarquia nas tropas.

Pior: todos compreendiam e aceitavam que ela fosse branda, mais para sinalizar que para castigar, para que não se criasse uma crise com Jair Bolsonaro, em nome da institucionalidade.

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