OAB E AS FORÇAS ARMADAS

A OAB Nacional publicou uma nota oficial na qual criticou a “partidarização das Forças Armadas” em razão da absolvição de Eduardo Pazuello. Leia:

A lei estabelece claramente que a hierarquia e a disciplina são a base institucional das Forças Armadas.

Não é raro ouvir declarações públicas dos comandantes militares de que “quando a política entra pela porta da frente num quartel, a hierarquia e a disciplina saem pela porta dos fundos”.

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“O MEU EXÉRCITO”

Quem vai respeitar generais que não respeitam o Exército?

Por Fernando Brito

Não somos apenas nós, mas seus colegas generais, como Hamilton Mourão e Santos Cruz, que diziam ser impensável que Eduardo Pazuello deixasse de ser punido por ir, sendo general da ativa, a um comício político do Presidente.

Durante dias, dezenas de jornalistas acreditaram no que lhes diziam fontes fardadas e estreladas: a punição viria, para não se estabelecer a anarquia nas tropas.

Pior: todos compreendiam e aceitavam que ela fosse branda, mais para sinalizar que para castigar, para que não se criasse uma crise com Jair Bolsonaro, em nome da institucionalidade.

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OS EXTREMISTAS QUE AMEAÇAM A ORDEM, A DISCIPLINA E A HIERARQUIA

Por Moisés Mendes

Os militares sempre temeram as ameaças do comunismo e de todo tipo de ‘subversão’ ao que achavam e acham politicamente aceitável.

A submissão à paz e à ordem foi argumento para todos os desatinos cometidos durante a ditadura. É tudo que não temos hoje.

Em novo estágio do blefe do golpe, Bolsonaro desrespeita os estatutos que devem ser obedecidos pelos militares e impõe a desordem como método.

Tudo para provocar os chefes militares, como comandante supremo das Forças Armadas, e criar o ambiente para um governo com poderes absolutos.

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BOLSONARO ACELEROU O GOLPISMO E PERDEU

Novos comandantes das Forças Armadas com o Ministro da Defesa Braga Neto (imagem: Reprodução DW)

Por Celso Rocha de Barros

Pela primeira vez na história da República brasileira, os chefes das Forças Armadas renunciaram coletivamente em protesto contra a tentativa do presidente da República de utilizá-las contra a democracia. As Forças Armadas informaram ao Brasil na semana passada que o presidente da República é golpista.

Isso não quer dizer que Bolsonaro pretendesse dar um golpe de Estado na semana passada. O que fez foi remover militares legalistas que poderiam se opor, tanto a um golpe “old school” com tanques na rua, como à corrosão progressiva da democracia brasileira que está em curso desde 2018.

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COMO BOLSONARO REAGIRÁ A LULA?

Por Amarildo Lima

Celso Rocha de Barros

Como disse em meu artigo publicado na Ilustríssima, a entrada de um Lula moderado na disputa eleitoral de 2022 mudou completamente o quadro político brasileiro. Lula moderado é um polo de oposição muito mais forte do que os que havia até agora. O choque, inclusive, levou o “centro” a acelerar suas articulações por uma candidatura competitiva. Como a extrema direita que governa o Brasil desde 2019 vai reagir?

No dia do discurso de Lula, a reação de Bolsonaro foi de evidente terror. Pela primeira vez em muito tempo, apareceu de máscara em uma solenidade pública. Não tenho nenhuma dúvida de que seu pessoal nas redes sociais notou que as declarações ponderadas de Lula sobre vacinas e máscaras foram bem-recebidas pelo público.

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10 SINAIS QUE INDICAM QUE BOLSONARO PREPRARA A ANTESSALA DE UMA DITADURA

Bolsonaro estimula setores reacionários das Forças Armadas (foto: Marcos Corrêa/PR)

Por Robson Sávio Reis Souza

Aparelhamento das Forças Armadas, militarização do governo, desconstrução do Judiciário: tudo indica que Bolsonaro planeja um golpe 

1. Incentivo ao armamento da população para formação de milícias civis, sendo que o armamento da população favorece a articulação das milícias militares com civis, formando grupos paramilitares.

2. Instrumentalização das Forças Armadas e instituições policiais, através de privilégios concedidos discricionariamente a essas categorias, formando um exército fidelizado a ele e não à Constituição.

2.1. Militarização do governo, em parceria com setores reacionários das Forças Armadas, com milhares de militares mobilizados e à sua disposição, das mais altas às baixas patentes.

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