FREI BETO: “PALOCCI COMPROMETE CREDIBILIDADE DE LULA, MAS HÁ QUE TER CAUTELA”

Postado por Valentin Ferreira / do El PaísO escritor Frei BettoO escritor Frei Betto. Imagem de  JOSÉ CRUZ AGÊNCIA BRASIL
Um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, ex-assessor especial do governo Lula também cobra “autocrítica” da sigla após comprovadas “falcatruas” de militantes.

 O escritor Frei Betto, 73 anos, conheceu seu amigo Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 1980, em João Monlevade, Minas Gerais, durante a posse de um dirigente sindical. Vinte e três anos depois, virou assessor especial de Lula na Presidência da República e coordenador do programa Fome Zero. Nessa época, conviveu com Antônio Palocci, ministro da Fazenda de 2003 a 2006. Frei Betto assistiu ao depoimento de Palocci contra Lula na Operação Lava Jato e defende investigações das “graves acusações” contra o ex-presidente, mas com “cautela”. Na quarta-feira, Palocci detalhou o que chamou de “pacto de sangue” entre Lula e a Odebrecht, e confirmou os fatos narrados na denúncia do Ministério Público contra ambos.

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ROUBARAM A ESPERANÇA ?

Postado por Valentin Ferreira / do Brasil 247

Se você já não enxerga perspectiva de futuro, despreza políticos e a política, recolhe-se à sua esfera privada, é sinal de que lhe roubaram a esperança.

Se já não suporta o noticiário, acredita que a espécie humana deu errado e todas as libertações resultam em opressões, saiba que lhe roubaram a esperança.

Se destila ódio nas redes digitais, desconfia de todos que proferem discursos sobre ética e preservação do meio ambiente, e confia apenas em sua conta bancária, esteja certo, roubaram-lhe a esperança.

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AOS QUE TEM MENOS DE 30

Por: Valentin Ferreira /Via Conexão Jornalismo
Frei Betto: preso na década de 60
Frei Betto: preso na década de 60

Por Fábio Lau / do Conexão Jornalismo

Aos com menos de 30:  na ditadura, a Justiça não precisava de provas para prender ou mesmo condenar. Bastava querer. Peritos forjavam provas e evidências enquanto policiais e militares prendiam, torturavam e arrancavam a declaração que fosse mais conveniente. Ou matavam simulando acidente, tiroteio, atropelamento, suicídio ou simplesmente faziam desaparecer.

A diferença de lá para cá é que hoje não se faz necessário interrogar. Prende e força o acusado a declarar o que se espera que declare. A isso chamam “Justiça”. Os que concordam ganham a prisão domiciliar e seguram boa parcela da grana que surrupiaram (quando surrupiaram). Um estímulo, um grande negócio. Antes, na década de 60, jornalistas e guerrilheiros que se diziam arrependidos por lutar contra a ditadura ganhavam emprego em muitas empresas amigas que financiavam a ditadura. Alguns jornais também faziam isso. Veja que no presente e no passado a delação e a farsa eram e ainda são premiadas.

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