TEM FUTURO ESSE FUTURO?

Imagem: EACH -USP

Por Frei Betto

Quem da minha geração poderia imaginar, há 40 anos, que hoje teríamos em mãos um aparelho que cabe no bolso da camisa e nos permite conectar com o mundo, ver filmes e vídeos, fazer pesquisas e até proferir conferências com visibilidade para o público?

Quem poderia supor que as redes digitais quebrariam o monopólio de notícias em mãos da grande mídia ou que um hacker seria capaz de, à distância, sugar eletronicamente arquivos secretos (mas não seguros) dos governos?

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QUANDO A VIDA DÁ CERTO?

Por Jairo Marques

Passei os últimos dias revisitando nos pensamentos um pequeno desabafo feito nas redes sociais por uma pessoa amiga. Ela se lamentava por não ter uma resposta que consolasse ou motivasse a contento a jovem filha diante de um questionamento duro para qualquer pai driblar: “Você acha que eu vou dar certo na vida?”.

Minha filha biscoita tem ainda apenas cinco anos, mas me imaginei na situação de chegar a hora de tentar auxiliá-la com essa bucha que catuca a alma durante a trajetória de quase todo vivente.

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A MORTE DE DEUS

A MORTE DE DEUS, SEGUNDO NIETZSCHE – E AGORA? COM VIVIANE MOSÉ
Deus está morto e nós o matamos, você e eu. Esta famosa frase de Nietzsche, mais do que uma declaração de ateísmo, é um diagnóstico da modernidade e traz impressionantes interpretações sobre o mundo em que vivemos. (do Blog Era da Idiocracia)

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VOCAÇÃO: QUAL É A SUA?

Quando se fala em vocação, logo se pensa na questão religiosa. Esta é apenas uma delas. Descobrir qual é a vocação não é tarefa fácil. Tanto na questão religiosa quanto na profissional, tempos ótimos e péssimos exemplos de pessoas que, por influência familiar ou não, optaram de forma correta ou trilharam um caminho que mais tarde descobriram que não era a sua praia. Escolas e profissionais especializados têm contribuído na ajuda dessa importante tarefa. Sempre é bom lembrar: nós somos aquilo que escolhemos. Abaixo algumas dicas elaboradas pelo Sebrae.

1-Pense no que você quer ser

Esqueça por um momento que você precisa treinar para a profissão e pense no que deseja ser, não no que está se sentindo pressionado a estudar.

Pergunte a si mesmo o que você deseja fazer no seu futuro, como gostaria de gastar seu tempo e ganhar a vida. Só então saberá qual é a sua vocação.

2- Esqueça-se do dinheiro

Você não pode orientar sua decisão por razões econômicas, porque se escolher uma carreira que, em uma área que não lhe agrada apenas, trabalhará infeliz por toda a vida.

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“SÓ SENTE ANSIEDADE PELO FUTURO AQUELE CUJO PRESENTE É VAZIO”. Sêneca

O principal defeito da vida é ela estar sempre por completar, haver sempre algo a prolongar. Quem, todavia, quotidianamente der à própria vida “os últimos retoques” nunca se queixará de falta de tempo; em contrapartida, é da falta de tempo que provém o temor e o desejo do futuro, o que só serve para corroer a alma. Não há mais miserável situação do que vir a esta vida sem se saber qual o rumo a seguir nela; o espírito inquieto debate-se com o inelutável receio de saber quanto e como ainda nos resta para viver. Qual o modo de escapar a uma tal ansiedade? Há um apenas: que a nossa vida não se projete para o futuro, mas se concentre em si mesma. Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio.

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OS SAUDOSISTAS DO VELHO “NORMAL” OU O MEDO DO FUTURO

Que mundo estamos legando? Que mundo nossos herdeiros vão receber?
O que vale a pena hoje vai valer a pena no pós-pandemia? Lembrando suas
próprias experiências, a cronista discorre sobre o novo e o velho normal

Por Sandra Satarling

Tenho 76 anos de idade. Sou grupo “risquíssimo”. Estou há mais ou menos 1 ano presa em casa, a cada hora envolvida numa ziguizira qualquer, dessas que acometem os velhos que sempre descuidaram de sua saúde.

Fiz um monte de coisas indevidas, segundo os cânones da “vida saudável”: fumei demais, bebi outro tanto, tive câncer de mama e tenho enfisema pulmonar. Vivi tantas vidas que costumo até me esquecer do que fiz outrora… Gosto pouco de comer, mas agora dei pra sentir falta de doces (imagino que seja subproduto da abstinência alcoólica). Morro de medo, hoje, de morrer de covid-19, como antes morria de medo de morrer de parto. “Coisa mais jeca”, eu dizia pra o obstetra, empenhado em conseguir que eu tivesse dilatação porque sempre rejeitei a ideia de fazer cesárea, num tempo em que fazer cesárea significava ficar 7 dias no hospital, cheia de gases dolorosos no abdômen.

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