O PIOR ESTÁ POR CHEGAR

Por Leonardo Boff

As grandes enchentes ocorridas na Alemanha e na Bélgica em julho. mês do verão europeu, causando centenas de vítimas, associadas a um aquecimento abrupto que chegou em alguns lugares a mais de 50 graus, nos obriga a pensar e a tomar decisões em vista do equilíbrio da Terra. Alguns analistas chegaram a dizer: a Terra não se aqueceu; ela se tornou, em alguns lugares, uma fornalha.

Isso significa que dezenas de organismos vivos não conseguem se adaptar e acabam morrendo. Atualmente com o atual aquecimento que no último século cresceu em mais de um grau Celsius, e se chegar, como previsto, a dois graus cerca de um milhão de espécies vivas estarão à borda de seu desaparecimento depois de milhões de anos vivendo neste planeta.

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A IRRACIONALIDADE HUMANA NA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Por Valentin Ferreira

Pare por um minuto, e pense:

Se você tivesse sessenta e cinco anos ou mais, e depois de ter trabalhado toda uma vida para engordar o patrimônio alheio, e hoje vivendo com o tal BPC-Benefício de Prestação Continuada, (R$ 998,00) que o INSS concede para as pessoas com necessidades especiais ou idosos com mais de 65, e ficasse sabendo que a tal reforma da previdência irá reduzir os quase mil reais para R$ 400 para os que têm 60 anos completos  e voltaria ao valor atual ( um salário mínimo) só depois dos 70, o que você faria?

Mais. Saber que este é apenas um ponto do conto chamado reforma previdenciária que aumenta a idade e o período de contribuição para todos os trabalhadores e penaliza ainda mais a trabalhadora rural.

Mais. Saber que o que se pretende “economizar” com a miséria dos pobres, vai diretamente na veia financeira dos maiores banqueiros e grandes investidores que bancam o financiamento da dívida pública que hoje está em mais de R$ 5.000.000.000.000,00 – é isso – cinco trilhões de reais.

Reforma Trabalhista, Reforma da Previdência, reforma disso e daquilo. No Brasil isso tudo só tem servido para amontoar dinheiro … Continue Lendo

A IMPORTÂNCIA DO LUCRO E O VALOR DA VIDA

Por Valentin Ferreira

Para alguns o que importa é o valor dos ADRs (ações) na Bolsa de Nova Iorque que tombou quase 10% ontem.

Para uma minoria os cálculos de quanto vão perder na próxima segunda feira quanto a Bolsa de Valores de SP abrir em queda livre com as ações da Vale do Rio Doce despencando morro abaixo como o desastre de Brumadinho.

Para trabalhadores, operários, famílias cabe o desespero pela morte ou desaparecimento de familiares, parentes ou amigos que lá trabalhavam ou que residiam no caminho da avalanche.

Já se foram três anos e o caso de Mariana ainda continua sob a  lama do descaso e do pouco caso por parte da empresa, autoridades e governos.

Ainda é cedo para contar todo o drama que cerca as  pessoas e famílias que procuram por seus entes que estão sob toneladas de lama e resíduos.  O pior é que a lição de Mariana em nada adiantou.

Brumadinho ficará a espera do próximo desastre enquanto os donos do negócio continuarão a dar mais valor ao lucro que a  vida.

Valentin Ferreira

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“…EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA…” ATÉ QUANDO A MISÉRIA E A INJUSTIÇA ADIARÃO SEUS EFEITOS EXPLOSIVOS?

Por Valentin Ferreira

“A injustiça num lugar qualquer, é uma ameaça à justiça em todo lugar” Martin Luther King Jr.

Acredito que ninguém esperava uma greve (ou locaute) nas proporções que aconteceu na última semana.

Nem mesmo o governo ilegítimo que se instalou no Planalto esperava tamanha trombada para testar sua elefântica falta de competência e capacidade para lidar com a situação. Perdeu-se um pouco mais de vida um governo que se encontra em coma.

Se havia injusta situação na relação entre caminhoneiros e preços de combustíveis, podemos imaginar que tipo de vida está levando os mais de 13 milhões de desempregos ou 20 milhões, se somados aos subempregados. Até quando esse exército silencioso se sustentará às custas de favores de familiares ou migalhas de alguma política governamental que sobrou?

Ficou o recado: se a democracia e o estado de direito não forem restabelecidos, com eleições livres e diretas,  não se sabe a que distância nos encontramos do precipício social e político.

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