VIVENDO E APRENDENDO

Por Ricardo Coimbra

Eu acho muito engraçado esse discurso “a esquerda só sabe apontar culpados” porque vem justamente dos culpados, né? Essa galera acha que agora a gente precisa esquecer as diferenças, passar uma borracha e seguir em frente. Mas não é bem assim. 
Saber se vamos nos livrar de Bolsonaro não é tão importante quanto saber COMO vamos nos livrar do Bolsonaro. Porque se for pra se livrar do Bolsonaro sem que o pessoal que sustentou esse discurso antiesquerdista patológico que elegeu Bolsonaro mude a conduta, não vai adiantar nada. 

Porque eu não vejo nenhum momento na história recente do Brasil (e vocês podem espernear à vontade) em que a esquerda estivesse tão certa. A esquerda avisou que a Lava Jato era uma empulhação politiqueira. ELA ESTAVA CERTA

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ESTE HOMEM ÉS TU, SENHOR PRESIDENTE!

Jair Messias Bolsonaro – Presidente do Brasil – Imagem: Reprodução

Por Frei Ildo Perondi e José Cristiano Bento dos Santos / IHU

Nestes tempos conturbados em que estamos vivendo, vale a pena recordar uma história ocorrida há cerca de três mil anos (2Samuel 11-12). Era tempo do rei Davi. Naquela época os reis podiam ter várias mulheres. Numa bela tarde, o rei levantou-se da cama e foi até o terraço do palácio, viu uma bela mulher tomando banho. Mandou chamá-la e uniu-se a ela. A mulher engravidou. O nome dela era Betsabeia, mulher de Urias, um dos soldados do rei, que estava participando da guerra. O rei mandou chamar Urias e procurou de todas as formas enganá-lo para que se unisse à sua mulher e assim assumisse o filho como seu. Não obtendo sucesso, o rei Davi reenviou o soldado para o campo de batalha, onde armaram uma cilada e Urias morreu na guerra. O rei Davi então tomou Betsabeia para sua mulher.

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“A ESPERANÇA TEM DUAS FILHAS LINDAS, A INDIGNAÇÃO E A CORAGEM” Santo Agostinho

IMAGEM: REPRODUÇÃO

Brasil, a barbárie em estado puro

Por Élio Gasda*

Derivado do grego βάρβαρος, bárbaro, de sentidos múltiplos e até opostos, o conceito pode expressar admiração, surpresa, beleza. Mas também pode qualificar algo, alguém ou um ato cruel, desumano, incivilizado: Crime bárbaro!

Foi no Império Romano que a palavra ganhou conotação preconceituosa para definir os povos que não compartilhavam o mesmo idioma e a mesma cultura dos centros econômicos e culturais da época. Bárbaros e Romanos não eram povos tão distintos. As famosas “invasões bárbaras” foram responsáveis por um importante intercâmbio cultural que contribuiu na formação econômica, linguística e religiosa da Europa. Muitas “invasões” foram pacíficas, com aval de imperadores, e esses povos se integravam de forma consistente à civilização romana.

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JAIR JIM JONES VOLTA A PREGAR O SUICÍDIO COLETIVO NO DISCURSO EM SERGIPE

Imagem : Reprodução do Blog do Esmael

Por Ricardo Kotscho

“Digo a vocês, não me importo de quantos gritos vocês tenham que ouvir, não importa quanto choro agonizante. A morte é um milhão de vezes melhor do que mais 10 dias desta vida. Se vocês soubessem o que está adiante de vocês… se soubessem do que está diante de vocês, ficariam felizes de estarem partindo este noite” (palavras do pregador americano Jim Jones, na noite de 18 de novembro de 1978, em que levou ao suicídio coletivo 909 fiéis (304 crianças) no “Templo do Povo” da sua comunidade religiosa na Guiana).

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CRÔNICA DE UM GENOCÍDIO ANUNCIADO. Por Frei Betto

O atual ministro, general Pazuello, não é médico, e pouco depois de ser empossado
admitiu que, até então, desconhecia o SUS (Tony Winston/MS)

Todo esse quadro necrófilo resulta da inoperância de um presidente e de um governo genocida

Tudo indica que o Brasil será o último país a ter a sua população imunizada contra a Covid-19 e, em breve, haverá de superar os EUA em número de mortos, devido ao descaso do governo Bolsonaro. Nesta terceira semana de janeiro, já temos mais de 212 mil vítimas fatais. A cada dia, mais de mil pessoas morrem contaminadas pelo coronavírus.

Bolsonaro sofre de tanatomania, tendência patológica de satisfação com a morte alheia. Agora a situação se agrava com a falta de oxigênio e leitos nos hospitais. Terrível paradoxo: falta oxigênio aos pacientes dos estados do Amazonas e do Pará, ambos na Amazônia, tida como pulmão do planeta. Muitos morrem por asfixia. E ironia do destino: Maduro, execrado pelo governo, reabastece o Amazonas de oxigênio.

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