MITO DA CONSPIRAÇÃO MUNDIAL SEMPRE ANDOU JUNTO COM A EXTREMA-DIREITA

Por Demétrio Magnoli / Via Náufrago da Utopia

Na sua reta final, a campanha de Donald Trump à reeleição entrelaça-se ao culto online QAnon. O fenômeno inscreve-se numa longa história e descortina as tendências evolutivas do discurso da extrema-direta, nos EUA e mundo afora.


O QAnon nasceu como narrativa conspiratória singular. Segundo ela, o Partido Democrata estadunidense seria o núcleo de um complô de líderes pedófilos organizadores do sequestro de crianças para escravizá-las a redes de exploração sexual. Sob o comando de figuras como Joe Biden, Hillary Clinton e Barack Obama, operariam Angela Merkel, Emmanuel Macron, Xi Jinping e outros globalistas engajados no negócio diabólico da pedofilia. 

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O QUE É “GLOBALISMO”, TERMO USADO PELO CHANCELER BRASILEIRO E POR TRUMP?

Postado por Blog do Valentin

Da BBC

“Globalismo”, termo frequente nos discursos e críticas de autoridades como o novo ministro de Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, e o presidente americano, Donald Trump, significa muitas coisas diferentes para muitas pessoas diferentes.

Para o novo chanceler brasileiro, por exemplo, “globalismo” é a “configuração atual do marxismo”, da qual o Brasil e o mundo precisam se libertar. “É a globalização econômica que passou a ser pilotada pelo marxismo cultural”, afirmou o chanceler, em textos de seu blog Metapolítica 17.

Trump, em seu discurso na 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas, afirmou rejeitar o que chama de “ideologia do globalismo” que, na sua visão, se opõe ao seu lema de “Estados Unidos primeiro”. “Os Estados Unidos sempre vão escolher a independência e a cooperação em vez de governos globais, controle e dominação. Eu honro o direito de cada nação de buscar seus próprios costumes, crenças e tradições”, afirmou, acrescentando que os EUA são governados por americanos” e que por isso, em vez do globalismo, ele abraça a “doutrina do patriotismo”.

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