ANTES QUE SEJA TARDE

Por Fernando Brito

Ex-ministro dá nome aos bois: decretos da armas preparam ‘guerra civil’

O fato de ter sido ministro da Defesa e de Segurança Pública dá peso muito forte à carta aberta enviada por Raul Jugmann ao Supremo Tribunal Federal dizendo, afinal, o que é óbvio: que a ampliação, nas quantidades e nos calibres autorizados por Jair Bolsonaro tornam “inafastável a constatação de que o armamento da cidadania para “a defesa da liberdade” evoca o terrível flagelo da guerra civil, e do massacre de brasileiros por brasileiros, pois não se vislumbra outra motivação ou propósito para tão nefasto projeto”.

Bolsonaro está criando, nas barbas do Legislativo, do Judiciário e do próprio Exército Brasileiro, o núcleo essencial de milícias armadas, travestindo de “caçador”, colecionador e atirador esportivo os que serão os donos de verdadeiros paióis de armas e munições de grosso calibre.

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O ALERTA SOBRE AS MANIFESTAÇÕES DE DOMINGO

O antropólogo e escritor Luiz Eduardo Soares (Foto: Aquiles Lins)

Por Luiz Eduardo Soares, em seu facebook

Faço um apelo a todas e todos que sabem o que significaria um golpe policial-militar, sob liderança fascista. Os sinais são assustadores, ostensivos e crescentes. Hoje, o vice-presidente publicou um artigo absurdo e ameaçador no Estadão. Aras, embora tenha se corrigido depois, disse ao Bial que as Forças Armadas poderiam, sim, intervir se um poder invadisse a seara do outro, numa clara alusão crítica ao Supremo. Ives Gandra está a postos para escrever a justificativa “constitucional” do golpe. Nunca faltaram juristas aos generais; não faltarão ao capitão. Eduardo Bolsonaro confirmou: a ruptura está decidida, espera-se apenas a oportunidade. O presidente sobrevoou manifestação contra o Supremo e o Congresso ao lado do ministro da Defesa. Precisa desenhar?

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MORDENDO O PRÓPRIO RABO, por Luiz Ruffato

Postado por Valentin Ferreira /do El Paísditadura militar no BrasilRegistro histórico da época da ditadura militar no Brasil. AP

Ao contrário do que advogam os entusiastas do autoritarismo, o período militar não conheceu estabilidade política

O legado mais trágico da institucionalização da corrupção no Estado brasileiro – em todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), em todos os níveis (federal, estadual e municipal) e abrangendo todas as cores ideológicas, sem exceção – é a descrença da população em geral no regime democrático. Assistimos, impotentes, a defesa de governos autoritários e o fortalecimento do discurso da intolerância. E, apáticos, vemos, um a um, desabarem os pilares que sustentavam nossos sonhos de justiça, harmonia e liberdade.

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