O PRESIDENTE DERRUBOU UM GOVERNADOR?

É curioso que tanta gente no mundo da Justiça esteja tomando decisões claramente ilegais

Por Celso Rocha de Barros

Se o governador do Rio de Janeiro tiver caído por influência do presidente da República, a deterioração institucional brasileira deu um salto grande.

A decisão de afastar Witzel monocraticamente foi ilegal. Quem quiser saber por que, consulte o texto do professor Rafael Mafei Rabelo Queiroz, da Faculdade de Direito da USP, no site da revista Piauí. É possível que a decisão do ministro Benedito Gonçalves, do STJ, não tenha sido uma tentativa de conseguir uma vaga no Supremo.

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A CULTURA DO EXTERMÍNIO NO RIO

Postado por Blog do ValentinOitenta tiros: a execução de um músico pelo Exército nacional virou símbolo da violência das forças de segurança no Rio

Indicadores apontam recorde nas mortes por intervenção policial em 2019. A execução sumária, segundo especialistas, é tolerada quase como uma política de segurança pública no estado. E parte da sociedade parece apoiar.

Os nove acusados pelos 80 disparos que levaram à morte o músico Evaldo Rosa e o catador Luciano Macedo no Rio de Janeiro, em abril, alegaram ter confundido o carro que levava as vítimas, em depoimentos prestados à Justiça Militar. Mais cedo, um veículo do mesmo modelo teria trocado tiros com os agentes do Exército. O argumento dos militares explicita a lógica operacional que se instaurou no estado com a maior letalidade policial do país. Atirar, avaliam especialistas, deixou de ser a última opção para virar regra.

“Vai ser difícil olhar para o rosto da minha filha e me lembrar de tudo. Não sei nem o que vou falar quando ela perguntar quem é o pai dela”, desabafa Dayana Horrara da Silva, viúva do catador Luciano Macedo, em vídeo divulgado pela ONG Rio de Paz.

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