OS FILHOS DE PORTEIROS QUE CHEGARAM À UNIVERSIDADE TÊM ORGULHO QUE O MINISTRO PAULO GUEDES IGNORA

Danilo, Ricardo, Heloisa, Gabriela, Luiz, Thais e Cristiane: todos filhos orgulhosos de porteiros que conseguiram cursar uma faculdade.

Jovens de baixa renda se beneficiaram de programas de inclusão recentes para estudar. O ministro da Economia, de elite abastada, também foi bolsista do CNPq. Seu comentário sobre o filho do seu porteiro feriu brasileiros que têm no Prouni a única janela para mudar seu destino

Por Gil Alessi e Regiani Oliveira /m El País Brasil

“Tu se acha melhor que todo mundo. Que tu é superior a todo mundo”, diz a personagem Val, uma empregada doméstica interpretada por Regina Casé no filme Que horas ela volta? (2015). Jéssica (Camila Vardilla), sua filha que resolve prestar vestibular, então responde: “Eu não me acho melhor não, Val. Só não me acho pior”. A personagem Jéssica se tornou símbolo de uma geração de jovens brasileiros de origem pobre que nos últimos anos correu atrás de um sonho: ingressar em um curso universitário. Políticas sociais na área da educação, elaboradas para reverter um quadro secular de exclusão e desigualdade, contribuíram para facilitar o acesso de filhos de pretos e pobres a espaços até então reservados para uma elite branca.

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MANUELA D”ÁVILA: “MAIS DE 170 MIL JOVENS ABANDONARAM A GRADUAÇÃO EM 2017”

Postado por Valentin Ferreira

Pré-candidata do PCdoB à presidência da República publica depoimento e reclama, pelas redes sociais, dos dados de educação no atual governo Temer

Matéria de Douglas Gavras, de O Estado de S. Pauloinforma que o crescimento significativo do desemprego entre os jovens durante os anos de crise não preocupa somente pela queda na renda das famílias. Ele se reflete na formação, pois mais de 170 mil brasileiros, com idades de 19 a 25 anos, abandonaram a graduação só em 2017 e tiveram de adiar o sonho de ascender socialmente pelos estudos.

A pré-candidata à presidência do PCdoB, Manuela D’Ávila, lamentou em sua conta no Tuítter: “Mais de 170 mil jovens abandonaram a graduação em 2017 e tiveram que adiar o sonho de ter formação superior. A média de evasão era de 5% entre 2013 e 2016. No ano passado subiu p/ 47,8%. Quanta inteligência estamos desperdiçando. Precisamos criar oportunidades para nossos jovens!”.

Por: Revista Forum

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AS MELHORES E AS PIORES UNIVERSIDADES DO BRASIL, SEGUNDO O MEC

Postado por Valentin Ferreiramelhores piores faculdades universidades brasil

Do Pragmatismo / Redação

MEC divulga ranking atualizado das melhores e piores instituições de ensino superior do Brasil. Índice oficial mostra faculdades, universidades, centros universitários CEFETs e IFETs

Entre as universidades e institutos federais, a Unicamp é a instituição que obteve a melhor avaliação do MEC.

Os dados do Índice Geral de Cursos (IGC) foram divulgados na segunda-feira, 27, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ficou em primeiro lugar.

A universidade também foi a brasileira melhor classificada no ranking de instituições de ensino superior dos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), divulgado pela consultoria britânica QS (Quacquarelli Symonds).

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UNICAMP ADOTA COTAS PARA AUMENTAR NÚMERO DE ALUNOS NEGROS NA GRADUAÇÃO

Por :REGIANE OLIVEIRA / El PAÍS

Votação do Conselho Universitário.Votação do Conselho Universitário.  Imagem : Antoninho Perri  (UNICAMP)

Em uma decisão histórica, a Universidade de Campinas (Unicamp) aprovou nesta terça-feira (30) a adoção do sistema de cotas étnico-raciais para ingresso nos cursos de graduação da instituição a partir de 2019. A decisão está em linha com uma demanda antiga dos movimentos sociais, e tem como objetivo ampliar a presença de alunos pretos e pardos ou indígenas. A ideia é ajudar a reduzir o gap social que ainda existe como herança da escravidão no Brasil.

A meta inicial da instituição é chegar a uma participação de 37,5% de alunos não brancos. Em 2017, 69,9% dos matriculados na Unicamp se declararam brancos, 21,8% negros e pardos, e 0,2% indígenas.

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