O GOLPE FRUSTRADO E O GOLPE QUE AVANÇA

Bolsonaro jamais se interessou por voto impresso; seu pleito visava e visa a uma
tentativa de desestabilizar o processo eleitoral. – Imagem: Marcos Corrêa/PR

Por Roberto Amaral /Carta Capital

Nossas forças, por assim dizer, armadas não estão preparadas para a defesa nacional. Além de desequipadas para o enfrentamento a qualquer ameaça externa digna de respeito (pois 75% dos gastos da Defesa são consumidos com salários, aposentadorias e pensões paras filhas de oficiais), suas operações dependem da supervisão do Pentágono, que as condiciona, mediante o monopólio do fornecimento de armas e munições (de segunda linha ou obsoletas), e as controla do ponto de vista político-ideológico, sempre na contramão de nossas necessidades.

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ENTENDA O “FIM” DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL E AS CONSEQUÊNCIAS DO 13 DE MAIO DE 1888

Por Tayguara Ribeiro

Há 133 anos, Lei Áurea oficializou abolição, mas não criou mecanismos de inserção dos ex-escravos na sociedade; movimento negro critica a data

Em 13 de maio de 1888, há 133 anos, o Brasil oficializava o fim da escravidão no país, com a assinatura da Lei Áurea. A data, entretanto, não é celebrada pelo movimento negro. Um dos motivos alegados é que, apesar da lei, a situação dos que se tornaram ex-escravos quase nada mudou à época.

O governo brasileiro, seja o então Império, seja a República proclamada no ano seguinte, não realizou projetos de inserção dos ex-escravos na sociedade, tampouco indenizou-os após gerações permanecerem escravizadas por mais de 300 anos.

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JESSÉ SOUZA: É PRECISO EXPLICAR O BRASIL DESDE O ANO ZERO

O sociólogo Jessé Souza, autor de ‘A elite do atraso’, lançado pela editora Leya (Divulgação)

Por Amanda Massuela /Revista Cult

Em A elite do atraso – Da escravidão à Lava Jato, Jessé Souza quer fazer o que, em sua opinião, nenhum intelectual da esquerda jamais fez: explicar o Brasil desde o ano zero. Isso porque se ideias antigas nos legaram o tema da corrupção como grande problema nacional – conforme defende no livro -, só mesmo novas concepções sobre o país e seu povo poderiam explicar, de uma vez por todas, que as raízes da desigualdade brasileira não estão na herança de um Estado corrupto, mas na escravidão.

Para tanto, o sociólogo confronta uma das principais obras do pensamento social brasileiro, Raízes do Brasil (1936), de Sérgio Buarque de Holanda – responsável por utilizar pela primeira vez a ideia de patrimonialismo para definir a política nacional. Jessé compreende que o conceito – segundo o qual o Estado brasileiro seria uma extensão do “homem cordial” que não vê distinções entre público e privado – serve para legitimar interesses econômicos de uma elite que manda no mercado, este sim a real fonte de corrupção e poder.

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É…

Fotomontagem: Blog do Valentin

Em entrevista ao site Headline,  o vice-presidente, general Hamilton Mourão, disse que “não existe racismo no Brasil. Para sustentar as sua tese, ele citou os Estados Unidos como parâmetro e ainda argumentou que os negros norte-americanos se isolavam e se comportavam como “gueto”.

“Reafirmo que não há racismo no Brasil. Aqui não existe ódio racial. Morei nos Estados Unidos na minha adolescência, vi coisas que nunca tinha visto no Brasil. No colégio que eu eu estudava havia um número reduzidos de alunos negros. Aquele grupo andava sem se misturar com os demais alunos, coisas que eu jamais tinha visto aqui no país”, declarou. ( BRASIL 247)

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