6 BRASILEIROS QUE LUTARAM PELO FIM DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL

Batalha pela abolição já ocorria nas províncias brasileiras anos antes da assinatura da Lei Áurea, e reunia escravos, negros libertos, pessoas da classe média e da alta sociedade ( Imagem: ANDRÉ VALENTE | BBC BRASIL

Por BBC Brasil

O fim da escravidão no Brasil completa 130 anos em 13 de maio deste ano. Em 1888, a princesa Isabel, filha do imperador do Brasil Pedro 2º, assinou a Lei Áurea, decretando a abolição – sem nenhuma medida de compensação ou apoio aos ex-escravos.

A decisão veio após mais de três séculos de escravidão, que resultaram em 4,9 milhões de africanos traficados para o Brasil, sendo que mais de 600 mil morreram no caminho.

Mas a abolição no Brasil está longe de ter sido uma benevolência da monarquia. Na verdade, foi resultado de diversos fatores, entre eles, o crescimento do movimento abolicionista na década de 1880, cuja força não podia mais ser contida.

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MULHERES QUE AJUDARAM TIRADENTES VIRARAM NOTA DE RODAPÉ NA HISTÓRIA

Pintura retrata o alferes Tiradentes pouco antes de ser enforcado como punição pela participação na Conjuração Mineira de 1789 – Reprodução/Enciclopédia Ilustrada do Brasil

Hipólita Jacinta Teixeira de Melo e Inácia Gertrudes de Almeida desempenharam papéis importantes na Conjuração Mineira de 1789

Por Fernanda Canofre/Folha

Foi escrito por uma mulher o bilhete destinado a três líderes da Conjuração Mineira de 1789 que os avisou da prisão de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

“Dou-vos parte com certeza [de] que se acham presos, no Rio de Janeiro, Joaquim Silvério [dos Reis] e o alferes Tiradentes para que vos sirva, ou se ponham em cautela; e quem não é capaz para as coisas, não se meta nelas; e mais vale morrer com honra que viver com desonra.”

A autora dessas palavras, Hipólita Jacinta Teixeira de Melo, é a única mulher que se conhece hoje com papel ativo na inconfidência, mas virou uma nota de rodapé.

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“DEMOCRACIA EM VERTIGEM” É A VERTIGEM DOS ANTIDEMOCRÁTICOS

Petra Costa

A cineasta Petra Costa estava em Belo Horizonte na manhã desta segunda-feira (13) quando recebeu a notícia da indicação do seu filme Democracia em Vertigem para concorrer ao prêmio de melhor documentário. A cineasta comemorou com a família. 

“O trágico e o gratificante”, ela diz, “é que, ao mostrar o filme em campanha para o Oscar, em Los Angeles, Nova York e Londres, encontrei-me com hosts como Wim Wenders e Spike Lee e todos me diziam a mesma coisa: o público que se manifestou sobre o filme em todo o mundo. Essa história brasileira ganhou ressonância universal”, declara ao Estado de S.Paulo . 

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CONFLITOS: PARA ENTENDER O BRASIL DE HOJE, É PRECISO CONHECER O BRASIL DE ONTEM

Postado por Blog do Valentin

“Não tem paz em lugar nenhum. É guerra em todos os lugares e o tempo todo”, diz o historiador e filósofo indígena Ailton Krenak no primeiro episódio da série documental Guerras do Brasil. doc, dirigida por Luiz Bolognesi (Ex- Pajé ).

A história do Brasil pós-colonização é uma sangrenta e contínua história de conflitos e violência; de opressão e resistência. E é dessa história que se trata a série de Bolognesi, recém chegada à Netflix e agora acessível a milhares de pessoas graças a distribuição via streaming.

Ao todo são cinco episódios de 26 minutos. Depois do piloto sobre a colonização, Guerras do Brasil.doc aborda as guerras de Palmares, a Guerra do Paraguai, a ascensão da Era vargas e a guerra do tráfico.

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BRASIL EM TRANSE. Documentário da BBC

Postado por Blog do Valentin

Versão em português do documentário feito para BBC World News, indicação feita pelo blog do Kennedy Alencar, este documentário mostra capítulos importantes da história recente do Brasil.

“Trata-se da mesma série exibida no mundo todo e no Reino Unido ao longo do mês de janeiro pela BBC World News e pela BBC News. É uma tradução quase literal da versão inglesa. Há leves diferenças, próprias para os brasileiros que viveram a crise dos últimos cinco anos.

“O conturbado período de 2013 a 2018 mudou a história do Brasil. A ascensão da extrema-direita não veio do nada. Tem tudo a ver com as manifestações de 2013, com o controverso impeachment de Dilma, com o impacto da Lava Jato sobre o prestígio dos políticos e dos partidos tradicionais e, sobretudo, com a reação da opinião pública à inédita exposição da corrupção endêmica entre o poder e o empresariado”

Assista aos três episódios, abaixo.

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SEMINÁRIO TRAZ À DISCUSSÃO O MÍTICO ANO DE 1968

Postado por Valentin Ferreira

Por Claudia Costa / do Jornal da USP / GGN

Nos dias 6, 7 e 8, evento na USP vai abordar os 50 anos dos acontecimentos de 1968 e suas consequências para o mundo 

O ano de 1968 é considerado um marco da rebeldia dos estudantes, uma época de contestação. A própria década de 60 preconizava os conflitos. As convenções sociais mudavam rapidamente, grupos – negros, homossexuais, feministas – começavam a se organizar para reivindicar seus direitos. A cultura hippie emergia como um desdobramento moderno do movimento beatnik e as drogas eram seriamente discutidas. Nos Estados Unidos e na Europa, os protestos cresciam, enquanto no Brasil a morte de um aluno secundarista, Edson Luís de Lima Souto, em 28 de março de 1968, assassinado com um tiro no peito pela Política Militar, gerava comoção nacional e transformou-se num dos grandes atos políticos contra a ditadura militar. Em resposta, em junho é organizada a Passeata dos Cem Mil contra a repressão, que crescia quatro anos depois do golpe militar de 1964, e provocou a reação dos militares com o decreto do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro, que dava poderes quase absolutos ao governo. As revoltas … Continue Lendo