MAPA REVELA SEGREGAÇÃO RACIAL NO BRASIL

Postado por Valentin Ferreira/ do Nexojornal

MORRO E ASFALTO: OS PRÉDIOS EM SÃO CONRADO VISTOS DA FAVELA DA ROCINHA, NO RIO DE JANEIRO. FOTO: AHLN/REPRODUÇÃO/FLICKR

Trabalho realizado por Daniel Mariani, Murilo Roncolato, Simon Ducroquet e Ariel Tonglet, do NexoJornal,mostra a realidade racial no Brasil. Com identificação a partir de cores sendo cada ponto no mapa correspondente  a uma pessoa, o levantamento identifica em cada cidade, estado e no país onde estão  concentradas as respectivas populaçoes

Abaixo a introdução da matéria e link para visualização completa

Pelo menos por um século perdurou no Brasil a ideia de que a democracia brasileira não fazia distinção de cor ou raça e que, por aqui, “todos são iguais”. O mito da democracia racial, hoje, é questionado. E contribui para isso o reconhecimento do problema do racismo pelo governo brasileiro. Observar o mapa da segregação racial  aqui, com especial atenção à diferença norte-sul do país e à formação de periferias nas grandes cidades, dá uma ideia de por que essa máxima, que ainda ecoa no senso comum e em alguns discursos, não encontra correspondência no plano real.

Link para matéria: Aqui

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“BRASIL AINDA FAZ POLÍTICA COM AFETO, NÃO COM A CABEÇA”

Por: DW Brasil

Protesto contra corrupção em BrasíliaEm entrevista à DW Brasil, historiador João Cesar de Castro Rocha, diz que é preciso combater uma sociabilidade que se baseia em tratar o público como o privado: “Há uma elite que se considera realmente superior ao restante da população.”

Há pouco mais 80 anos do lançamento do clássico Raízes de Brasil, o “homem cordial” de Sérgio Buarque de Holanda, que não distingue o público do privado, parece ainda presente na sociedade brasileira, apesar das previsões do intelectual que a cordialidade desapareceria com a industrialização.

Em 1936, Sérgio Buarque de Holanda apresentou pela primeira vez o conceito, resultado de uma sociedade rural autoritária caracterizada pela família patriarcal. Segundo o intelectual, esse homem cordial dominou as estruturas públicas do país, usando-as em benefício próprio.

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AS RAÍZES DA CORRUPÇÃO NO BRASIL

Por DW Brasil

Quadro retrata a chegada de Pedro Álvares Cabral no BrasilQuadro retrata a chegada de Pedro Álvares Cabral no Brasil

Como o modelo de colonização lançou as bases para a difusão da corrupção, que seguiu encontrando terreno fértil para se manter na esfera pública, alimentada pela falta de punição e pela manutenção de elites no poder.

A cordialidade da elite do município de Curuzu enganou Policarpo Quaresma. No início, o personagem central da obra de Lima Barreto chegou a pensar que a intimação assinada pelo simpático presidente da Câmara era apenas uma brincadeira. Mas o documento era uma vingança. Ao se recusar a entrar no jogo da corrupção local, Policarpo se tornou alvo de represálias.

No romance de 1911, a corrupção na esfera pública não surge como fenômeno novo, mas aparece como mal característico da sociedade, o qual a República não demonstra interesse em suprir. As represálias sofridas por Policarpo escancaram o uso do patrimônio público para interesses privados.

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