A LENDA DO JAIR HONESTO

Por Philipp Lichterbeck./ D.W.

Ainda afirmar que Bolsonaro está do lado da lei e da ordem é uma piada de mau gosto. O bolsonarismo pode até ter algo contra a corrupção e a criminalidade – mas só a dos outros.

É claro que Jair Bolsonaro tem razão quando diz não poder saber tudo o que acontece nos 22 ministérios de Brasília. Consequentemente, não se pode responsabilizá-lo por cada ocorrência neles. No entanto, ele é responsável pela nomeação dos ministros, pelos aliados que procura e pelo espírito reinante em seu governo.

Além disso, Bolsonaro provavelmente não está dizendo a verdade, quando afirma nada ter sabido das irregularidades na encomenda da Covaxin. Segundo testemunhas, ele foi informado, mas não agiu. Ao que parece, tolerou e acobertou a suposta corrupção.

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BRASIL DOS SAFADOS E DOS HONRADOS

Por Frei Betto

Em certos dias sinto profunda vergonha de ser brasileiro. Acontece quando vejo sucessivos governadores do Rio mergulhados na mais descarada corrupção, enfileirados à porta da cadeia. Ou quando me deparo com o contorcionismo da família Bolsonaro para (não) explicar rachadinhas, milícias, Queiroz, Wassef, 89 mil reais repassados à primeira-dama, e o modo agressivo com que o presidente reage às perguntas que não querem calar.

Fico envergonhado quando o Tribunal de Contas da União (TCU) descobre que o auxílio emergencial, que beneficia 66,2 milhões de pessoas, foi pago também a quem não tinha direito de recebê-lo. Gente que, com certeza enche a boca para acusar injustamente líderes progressistas de corrupção, embolsou o total de R$ 42,1 bilhões saídos dos cofres públicos.

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NENHUMA HERANÇA É TÃO RICA QUANTO A HONESTIDADE

Postado por Blog do Valentin

“Honestidade é um presente muito caro. Não espere isso de pessoas baratas.” (W. Buffett.)

Por Alessandra Piassarollo / Caminhos

Parece-me que a honestidade anda em falta. Mas antes que os ânimos se exaltem, ressalto: não teremos conteúdo político por aqui. Vamos apenas falar deste bem preciso que tem sumido das nossas “prateleiras”.

Quando eu era criança, meus pais me ensinaram inúmeras formas de praticar a honestidade. Ensinaram que não era correto mentir e que a verdade tinha um valor inestimável; só nos era permitido mexer em nossos próprios pertences e nada de revirar os pertences dos outros; os objetos perdidos precisavam ser devolvidos ao dono, ainda que ficássemos tentados a recitar o famoso: “Achado não é roubado, quem perdeu foi relaxado”. Fomos instruídos e incentivados a manter uma postura correta diante da sociedade. Não tínhamos dinheiro, mas as lições de como se comportar eram oferecidas com fartura – e certa severidade, mas foram decisivas e inesquecíveis, posso garantir.

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“O BRASIL QUE QUEREMOS”

Postado por Valentin Ferreira

Um século já se foi, mas as palavras de um senador da República continuam atualíssimas:

“De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto”.

(Trecho do discurso “Sinto vergonha de mim”, do senador Rui Barbosa, no Senado Federal, em dezembro de 1914).

Certamente não é esse o Brasil que queremos! Queremos mudar tudo isso. Mas, não podemos fazê-lo tudo de uma vez, de uma hora para outra, como se fosse um milagre.

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O DEVER DE ENFRENTAR, por Fernando Brito

Por Valentin Ferreira / Do Tijolaçometa

Nada de muitos borzeguins ao leito, senhores e senhoras.

Temos um ponto de virada neste processo de brutalização do Brasil e ele está nas urnas de 2018.

Se elas não vierem ou se nelas triunfar a extrema-direita, acabaremos de escorregar no barranco da selvageria  por onde desliza hoje o Brasil.

Estamos pagando o preço de discussões de “minorias” que nos alienam de sermos um povo que caminhava com alegria para a aceitação de todos para uma horda de ferozes que não aceita nada que não seja suas próprias verdades.

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