CLASSE MÉDIA COLHE O PREJUÍZO DE SEUS PRECONCEITOS

Por Fernando Brito

Esqueça os princípios de humanismo, de solidariedade.

Deixe de lado a consciência de que todos somos seres humanos, com direitos essenciais e aspirações que nos unem como nação.

Não ligue para como lhe aperta o coração sair à rua sem ver corpos humanos estendidos na calçada, protegendo-se como podem – ou nem podem – do frio que está chegando. Desconsidere o medo e a tristeza de não poder andar 100 metros numa avenida movimentada sem que alguém venha lhe pedir algum dinheiro “para comer, moço”.

Abandone os conceitos de que temos em comum um país, uma vida coletiva e fuja da sabedoria do Tom Jobim de que “é impossível ser feliz sozinho”.

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MORTE DO CENSO POR INANIÇÃO REPRESENTA GOVERNO QUE CRIA SUA PRÓPRIA VERDADE

Imagem: Acervo IBGE

Por Leonardo Sakamoto

O Congresso Nacional aprovou um corte de mais de 90% no orçamento do Censo do IBGE que estava planejado para este ano. Digo “estava” por que esse valor inviabiliza na prática o levantamento, fundamental para o país.

A previsão era gastar R$ 2 bilhões neste ano – o que já seria uma sombra da estimativa de R$ 3,4 bilhões de 2019. Naquela época, o valor foi desidratado e o número de questões, reduzido.

O Censo, que já estava atrasado um ano por conta da pandemia, entrou na fila da UTI. Funcionários ainda temem pela covid, mas não foi isso que enterrou a pesquisa, mas o fato de termos um governo que não dá valor para dados e fatos reais e que construiu essa desidratação orçamentária.

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BRASIL: 14 MILHÕES DE DESEMPREGADOS

Fila quilométrica de brasileiros em busca de emprego

A taxa de desemprego no país subiu de 13,7% na terceira semana de setembro para 14,4% na quarta semana do mês, batendo recorde,  segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), divulgados nesta sexta-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em apenas uma semana, houve aumento no número de pessoas buscando emprego, e redução no total de trabalhadores ocupados. O resultado é mais alto desde que a pesquisa começou a ser feita, no início de maio.

A população desempregada foi estimada em 14 milhões de pessoas na quarta semana de setembro, cerca de 700 mil a mais que o registrado na semana anterior, quando essa população totalizava 13,3 milhões.

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APROXIMA-SE A ATERRISSAGEM

Por Fernando Brito

Nem os mais otimistas dos crentes da “retomada econômica” – sabe-se que é uma seita fundamentalista que, há quatro anos, subiu ao altar da mídia e de lá não saiu – estão festejando os índices exuberantes de crescimento como o divulgado ontem, pelo IBGE, de um crescimento de 8% na atividade industrial.

É notório que, exceto em alguns setores que ainda penam e penarão – turismo, lazer, cultura, etc – o resto da economia já não opera com restrições faz algum tempo e conta com uma injeção de renda (os R$ 50 bi do auxílio emergencial e de crédito favorecido pelas linhas governamentais.

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DESEMPREGO: A TÁTICA DE MAQUIAR INFORMALIDADE

Não bastasse os cortes no Censo 2020, Bolsonaro cogita integrar dados de precarização aos de ocupações formais, para simular crescimento no emprego. Sociólogo analisa tática, usada para branquear população no auge das ideias eugenistas no país

Por Maria Emilia Alencar

Esse ano, os mais de 70 milhões de lares brasileiros devem participar do Censo. Por razões orçamentárias, a operação deve custar R$ 2,3 bilhões, contra os R$ 3,1 bilhões que estavam previstos. Além disso, o questionário de base passará de 34 para 25 perguntas.

Mas essa não é a única mudança desta edição da pesquisa. “Bolsonaro deu várias declarações de que gostaria que o IBGE integrasse na estatística de emprego no Brasil as ocupações informais”, alerta o sociólogo e historiador Alexandre Camargo, professor da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. O especialista em censos demográficos e estatísticas públicas chama a atenção para essa mudança. Atualmente, os trabalhadores informais são contados separadamente, afim de monitorar a condição do emprego no país.

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