IDEOLOGIA DE GÊNERO SERIA UMA NOVA “REBIMBOCA DA PARAFUSETA?

Postado por Blog do Valentin

O artigo de Drauzio Varella na Folha 15/09, não podia ser mais oportuno, para  jogar luz num tema “ideologia de gênero”, que, como aponta o autor,  “nunca vi esse termo mencionado em artigos científicos nem nos livros de psicologia ou de qualquer ramo da biologia” . A partir desse tipo de conteúdo, é  que podemos aprofundar um assunto que é explorado demagogicamente por oportunistas que compõe o atual governo.

Mas, com o devido pedido de perdão, não me contive em levar para o campo do anedotário  o tal  assunto propagandeado por gente que  visa  apenas  ganhar dividendos eleitorais apregoando o que não existe. Daí minha conclusão: essa tal “ideologia de gênero”  nada mais é, que uma nova versão da “rebimboca da parafuseta”.

Deixando o lado tragicômico  da tal IG,  vamos à leitura (abaixo). Como não tem nada de ideológico, não vai servir para os que gostam de ser enganados.

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O QUE É SER DE ESQUERDA HOJE? O QUE FAZER AQUI-E-AGORA?

Postado por Blog do Valentin

Professor do IE-Unicamp, Fernando Nogueira da Costa, falou à Carta Maior por ocasião do aniversário de 18 anos de atividades.Frente a tamanha ignorância e ao permanente ataque das fake news, Carta Maior  criou a editoria Debate Maior que abordará conceitos como esquerda, direita, progressismo, liberalismo, entre outros, esclarecendo temas muito ditos, mas pouco debatidos. Eis a análise do professor:

Em país onde não há um sistema bipartidário, cada qual contendo diversas tendências, mas sim um sistema partidário muito fragmentado – e nem sempre por razões ideológicas, mas por interesses programáticos ou personalistas –, em geral, há um segundo turno eleitoral para a escolha de mandatários de cargos majoritários. Aí, então, ocorre forçosamente uma polarização binária entre “direita” e “esquerda”.

Na última eleição brasileira, seja pela incapacidade de aliar-se, seja pela necessidade de renovar-se com novas lideranças populares, a esquerda foi derrotada pela predominância do chamado “antipetismo” após três mandatos – e um golpe. Uma reação equivocada de cada ala seria buscar se distinguir mais ainda em uma autofagia com o auto isolamento partidário. Depois do filtro, terminaria tão “puro”, ideologicamente, quanto pode ser só um indivíduo.

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EU, MITO?

Por Valentin Ferreira
As 8 falácias de Bolsonaro em Davos / Por Alex Solnik / do Brasil 247

No breve discurso que pronunciou em Davos, o presidente em trânsito, Jair Bolsonaro cometeu ao menos oito falácias:

1) “Gastando menos de 1 milhão de dólares e com oito segundos na TV, sendo injustamente atacado o tempo todo, conseguimos a vitória”. Não é verdade. Os custos reais da campanha não são conhecidos até hoje, mas seguramente foram bem maiores, a julgar pelos preços do disparo de mensagens de WhatsApp. O TSE ainda apura se houve ilegalidades no financiamento da campanha. Há também suspeitas de práticas ilegais de disparo de mensagens em massa. Também não é verdade que ele atacou o tempo todo; ao contrário, foi quem atacou Haddad, Lula e o PT com injúrias, calúnias, difamações e foi o rei do discurso de ódio.

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COMUNISMO E DOMINAÇÃO SIMBÓLICA

Postado por Valentin Ferreira

Os animais andavam aterrorizados. Parecia-lhes que Bola-de-Neve era uma espécie de entidade invisível, impregnando o ar à sua volta e ameaçando-os com todas as espécies de perigos.[2]

Após uma das eleições mais conturbadas da história brasileira recente, percebemo-nos rodeados de expressões ferozes de cidadãos que, a despeito de algumas contrariedades, regozijam-sediante da vitória da necessária e urgente “mudança”. Esta, por seu turno, justificar-se-ia diante da “crise”com a “gastança” dos governos de esquerda, diante dos perversos avanços da “ideologia de gênero” e diante da “ameaça do comunismo”. Sintetizarei alguns argumentos dessa forma, embora saiba que outros possam ser trazidos à baila pelos defensores da “mudança”.

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A ORIGEM DOS TERMOS “ESQUERDA” E “DIREITA” NA POLÍTICA

Postado por Valentin Ferreira

Os termos “direita” e “esquerda” foram criados durante a Revolução Francesa (1789–1799), e referiam-se ao lugar onde políticos se sentavam no parlamento francês, os que estavam sentados à direita da cadeira do presidente parlamentar foram amplamente favoráveis ao Ancien Régime.(…)

(…)Com a Assembleia Nacional Constituinte montada para criar a nova Constituição, as camadas mais ricas não gostaram da participação das mais pobres, e preferiram não se misturar, sentando separadas, do lado direito. Por isso, o lado esquerdo foi associado à luta pelos direitos dos trabalhadores, e o direito ao conservadorismo e à elite.

Dentro dessa visão, ser de esquerda presumiria lutar pelos direitos dos trabalhadores e da população mais pobre, a promoção do bem estar coletivo e da participação popular dos movimentos sociais e minorias. Já a direita representaria uma visão mais conservadora, ligada a um comportamento tradicional, que busca manter o poder da elite e promover o bem estar individual.(…)

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A MIGRAÇÃO DE QUEM SE DIZIA DE ESQUERDA PARA O FASCISMO GOLPISTA

Postado por Valentin Ferreira

Dois notáveis do esquerdismo nativo que viraram a casaca

Por Mauricio Dias / Carta Capital

Cada um veste a camisa que lhe convém e troca a roupa quando lhe é conveniente. Tem sido assim a trajetória adotada por parte da dita esquerda brasileira após a ditadura.

Uma massa enorme desses ex-militantes migrou para o lado oposto, a ultradireita golpista. Parece que arrependidos com o que eram. Subiram a escada pela esquerda e desceram pela direita até o inferno. 

A migração da esquerda para a direita não é novidade no mundo todo, mas por aqui o fenômeno passa a ser mais curioso e assustador. Há muitos exemplos. É o caso de Fernando Gabeira, ex-integrante da luta armada que, sob a ditadura, participou do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, no Rio de Janeiro, em 1969. 

Ao voltar do exílio, Gabeira iniciou o processo de transformação. Fez sucesso inicialmente com uma tanga de crochê nas areias de Ipanema. Posteriormente, elegeu-se deputado ainda com um viés de esquerda.

Hoje, Gabeira brilha aos olhos dos golpistas. E tornou-se estrela do império Globo, na televisão e no jornal, onde assina uma coluna semanal.

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