DIEGO MARADONA, MORRE UM IMORTAL

Despedida do craque será comparável com a de grandes nomes argentinos como Gardel, Evita e Perón. Será uma procissão cheia de dor, massiva e destroçada, como a vida de Maradona

Por Enric Gonzáles/ El País

A morte de um ente querido provoca uma erupção de lembranças. Muitos milhões de pessoas recordam que esse homem impossível, Diego Armando Maradona, fez parte de suas vidas. E continuará fazendo. Estamos falando de alguém que personificou o mistério do futebol: por que um simples jogo de bola adquire tanto significado? Dieguito, o “cara suja” de Villa Fiorito, carcomido pela cocaína e pelo álcool, estava morrendo há tanto tempo que ninguém pensava que pudesse morrer. Mas ele o fez. Na quarta-feira, ao meio-dia, seu coração parou. O outro, Maradona, “o 10”, “D10S”, herói da Argentina e divindade profana, já havia assentado há anos um pé na história e outro na mitologia.

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