TEM FUTURO A IGREJA CATÓLICA?

Bispos se reúnem para discutir os caminhos da Igreja no século 21 (Polaris Images/East News)

Por Frei Betto

No atual modelo, a resposta à pergunta acima é não. É a opinião do papa Francisco. Prova disso é que ele acaba de convocar uma maratona democrática intitulada “Para uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão”. O objetivo é dar voz a 1,3 bilhão de católicos sobre o futuro da Igreja. O que pensam da participação das mulheres, do divórcio, dos grupos minoritários (gays, etc.), dos jovens, e de muitos outros temas polêmicos hoje dentro da instituição.

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ARCEBISPO DE APARECIDA TRATA BOLSONARO COMO FAKE PRESIDENTE

Para ser pátria amada não pode ser pátria armada', diz arcebispo de  Aparecida em sermão do Dia de Nossa Senhora | Festa da Padroeira 2021 | G1

Sob Bolsonaro, a exemplo do que ocorria na ditadura, alguns sacerdotes católicos levam comícios no bolso da batina. 
Neste Dia de N. Srª, o arcebispo de Aparecida, D. Orlando Brandes, injetou política no sermão. Tratou Bolsonaro como uma espécie de fake presidente
“…Para ser pátria amada não pode ser pátria armada”, disse, p. ex,, D. Orlando, antes de defender “uma república sem fake news“, “sem corrupção”, “sem ódio” e “com fraternidade”.

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PAPA DESAFIOU CATÓLICOS A LER A “DIVINA COMÉDIA” ESTE ANO

A exploração de Dante do mundo espiritual Afresco de Michelino (Jastrow/Wikimedia)

Convite de Francisco coincide com os 700 anos da morte de Dante Alighieri

Por Douglas V. Henry*

Desde 2015, Gallup publica anualmente o Relatório de emoções globais, que estranhamente afirma ser uma “medida de tudo que faz a vida valer a pena”. O último relatório aponta que 2020 foi um ano recorde para emoções negativas, com “experiências de estresse, preocupação, tristeza e raiva” em níveis históricos. Essas descobertas não são surpreendentes. As recentes convulsões econômicas em muitas áreas ao redor do mundo aumentaram o hiato de riqueza e exacerbaram a estratificação social, ambos alimentando o estranhamento, o ressentimento e o cinismo. Paralelamente a tudo isso, persistem outras realidades: uma pandemia global que causou mais de quatro milhões de mortes, a consequência de séculos de injustiça racial em muitos países e a prática da política nacional como um esporte sangrento.

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EM NOME DO PAI

Freis Lorraine e José Hélio com um cartaz que ganharam em uma manifestação contra Bolsonaro.FERNANDA SIEBRA / FERNANDA SIEBRA

Publicado originalmente no EL PAÍS BRASL : Em nome do Pai: o cerco a religiosos no Brasil conservador do presidente

Dom Vicente, Frei Lorrane, Padre Júlio, Frei José Hélio, Padre Lino, Padre Leonardo. Eles não cabem apenas entre as paredes da Igreja. Em nome de Deus, dizem atualizar o evangelho e levá-lo aos mais pobres e oprimidos. Desbravam as periferias do Brasil para repartir alimento e acolher pessoas em situação vulnerável. Fome, frio, dor. A fé deles transcende os sacramentos para ganhar forma de denúncia ―contra as desigualdades, os desastres ambientais, o direito à moradia ou pela inclusão das minorias. Querem aplicar na vida atual os ensinamentos de Jesus Cristo, que também se revoltou com os vendedores ao redor do templo que lucravam com a fé. Movem-se pela comoção à dor alheia. São padres, freis e bispos empoderados pela Igreja em Saída que o papa Francisco tenta fortalecer desde o Vaticano ―uma corrente mais progressista, próxima às comunidades, forjada nos princípios da Teologia da Libertação e intrinsecamente latino-americana.

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CAMPANHA DA CNBB CRITICA “NECROPOLÍTICA” E É ATACADA POR CATÓLICOS CONSERVADORES

Cartilha da Campanha da Fraternidade suscitou críticas de ala conservadora da Igreja Católica, infeliz com os valores pregados no texto – Foto: Divulgação

Por Igor Carvalho /Brasil de Fato

Católicos conservadores estão atacando a edição 2021 da Campanha da Fraternidade Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cujo tema é “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”.

O texto da cartilha tem contornos progressistas. Ataca a “necropolítica” brasileira, defende os povos indígenas, critica os altos índices de feminicídio e pede que a população LGBTQI seja acolhida.

Um dos recados mais duros, vindo dos conservadores, foi de Dom Fernando Guimarães, Arcebispo do Ordinário Militar do Brasil, em carta pública enviada à Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB.

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“A CAMPANHA DA FRATERNIDADE PÕE O DEDO NA FERIDA”

“Homicídios [de LGBTs] são efeitos do discurso de ódio e do fundamentalismo religioso”, diz texto-base da campanha

Ao condenar a violência contra LGBTs, texto-base da campanha deste ano despertou a ira de católicos conservadores. À DW Brasil, padre diz que polarização gerada pelo governo Bolsonaro impulsionou escolha do tema.

Por Deutsche Welle

A defesa explícita e inédita da população LGBT provocou a ira de conservadores brasileiros contra os organizadores da Campanha da Fraternidade, projeto realizado anualmente desde a década de 1960 pela Igreja Católica no Brasil.

O texto-base deste ano, cujo tema reforça a importância do diálogo frente à polarização, ainda ressalta que mulheres, especialmente as negras e as indígenas, são as maiores vítimas do “sistema de violência” no Brasil, e enaltece a importância das políticas de defesa dos direitos humanos.

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