DE LUTERO AOS NEOPENTECOSTAIS: COMO OS EVANGÉLICOS ATRAEM TANTA GENTE?

Congresso na Igreja Avivamento da Fé (Fotos: Marcelo Hide/ Fotos Públicas)

Por Rafael Rodrigues da Costa* / Le Monde Diplomatique

No Brasil, a tese mais conhecida sobre o crescimento evangélico é, evidentemente, o neopentecostalismo, categoria sociológica criada para observar a “nova onda” que teria surgido no interior do movimento evangélico ao final do século XX, mas que ganha força sobretudo a partir dos anos 2000. Entre as suas características principais, estariam a “guerra espiritual”, a “teologia da prosperidade” e a forte presença nos meios de comunicação e na política partidária

Há quinhentos anos, o monge agostiniano Martinho Lutero era excomungado pela Igreja Católica. O episódio era a cena final de uma longa série de conflitos entre a hierarquia da igreja romana e um grupo de revoltosos alemães, que culminou na maior cisão do cristianismo ocidental, a chamada Reforma Protestante.

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O PIOR CEGO É AQUELE QUE VÊ MAS NÃO ENXERGA

O presidente Jair Bolsonaro em Brasília Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo

Por Ronilso Pacheco/UOL

É impossível seguir Jesus e se calar sobre Bolsonaro

Não são poucas as igrejas evangélicas e os evangélicos que têm demonstrado apoio irrestrito ou silêncio conivente com o governo bolsonarista. Até aí, estaria tudo bem, porque, gostemos ou não, são escolhas.

Como o campo evangélico é extremamente diverso, é comum a alegação de que evangélicos possuem posicionamentos diferentes e podem sustentar suas posições na Bíblia, porque isso seria uma questão de interpretação. Mas, definitivamente, não se trata de interpretação. A vida de Jesus está lá, nos quatro Evangelhos do Novo testamento para servir de referência.

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