A IMPRENSA TEM LADO E POR ISSO SE MOVE

O que a Folha pensa?

Por LIDIANE VIEIRA, ANDRÉ MADRUGA & JOÃO FERES JUNIOR*

Um segredo que leitores mais atentos já conhecem, a imprensa tem lado e por isso se move

Após a consolidação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, no dia 14 de novembro, o jornal Folha de S. Paulo publicou editorial intitulado “Os centros se movem”. O texto veio a público depois de cobertura feita pelo jornalista Fábio Zanini acerca de encontros e possíveis alianças entre João Doria, Luciano Huck e Sérgio Moro. Do título ao desfecho, no qual o jornal expressa afobação em garantir a derrota de Bolsonaro e da esquerda em 2022, o texto revela um segredo que leitores mais atentos já conhecem, a imprensa tem lado e por isso se move.

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REPÓRTERES SEM FRONTEIRA DENUNCIA 580 ATAQUES DO CLÃ BOLSONARO A IMPRENSA EM 2020

‘Um ano sombrio para a liberdade de imprensa’, denuncia relatório da RSF,
segundo o qual 85% dos ataques vieram do presidente Bolsonaro e seus três filhos políticos (Andre Coelho/AFP)

Segundo o relatório da ONG francesa, foi um ano sombrio para o jornalismo no Brasil

A ONG francesa Repórteres sem Fronteiras (RSF) divulgou relatório no qual contabilizou 580 ataques à imprensa no Brasil em 2020, em sua maioria da família do presidente Jair Bolsonaro. O relatório, intitulado “Um ano sombrio para a liberdade de imprensa no Brasil”,destaca, ainda, que a tendência se mantém nas primeiras semanas deste ano, com declarações de Bolsonaro que responsabilizam os meios de comunicação pelo “pânico” e pela “perda de vidas durante a pandemia” do novo coronavírus.

“As condições de trabalho dos jornalistas se deterioraram consideravelmente [em 2020] por causa da constante pressão do presidente e de seus aliados”, destacou a ONG em seu último relatório trimestral.

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MARCHA DOS COVARDES

Bolsonaristas agridem fotógrafo durante ato em Brasília – Ueslei Marcelino/Reuters
Incitados pela conduta do presidente, celerados agridem democracia e imprensa

Da Folha S.Paulo (editorial)

No domingo (3), Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, numa sucessão de eventos que infelizmente se tornam habituais no Brasil, um punhado de celerados se reuniu em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, para defender, entre outras coisas, o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal e uma intervenção militar.

Mais uma vez, o presidente Jair Bolsonaro achou por bem juntar-se aos manifestantes e gritar palavras de ordem que os legitimam. Ele sabe que as bandeiras afrontam a Constituição, mas não se importa. É o agitador de sempre, o antiestadista, o eterno deputado medíocre do baixo clero.

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CASO FAB: BOLSONARO TRATA REPÚBLICA COMO PLAYGROUND E INSPIRA SUBORDINADOS

Ex-secretário-executivo da Casa Civil, Vicente Santini e presidente Jair Bolsonaro -Imagem P.República

Por Leonardo Sakamoto

O governo Bolsonaro aloca um amigo de infância dos filhos do presidente, Vicente Santini, no segundo cargo mais importante da Casa Civil. O sujeito usa um avião da FAB para ir da Suíça à Índia, torrando dinheiro público. Bolsonaro dá piti e manda exonerar. Os filhos pedem pro papai repensar e ele é colocado em um cantinho, com o mesmo salário. Nova denúncia e o presidente demite de novo.

A culpa de toda a confusão para os seguidores do homem? Da imprensa golpista que se mete onde não é chamada. Talvez sobre para o ministro-chefe da pasta, Onyx Lorenzoni. Afinal, Bolsonaro & Filhos são inimputáveis. Mesmo quando transformam a República em um puxadinho do condomínio Vivendas da Barra, a culpa é sempre dos outros.

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OS ATAQUES À IMPRENSA E A SAUDADE DA DITADURA

Nostalgia da mordaça

Por Bernardo Mello Franco

Não é só a lembrança dos porões que faz Jair Bolsonaro sentir saudades da ditadura. O presidente sonha com a volta do tempo em que o governo podia amordaçar a imprensa. Na impossibilidade de mandar censores às redações, ele ataca jornalistas que, por dever de ofício, são obrigados a ouvir suas grosserias diárias.

Ontem o capitão esbravejou em três turnos. De manhã,n aportado Alvorada, mandou uma repórter“calar aboca ”. À tarde, no Planalto, afirmou aos gritos que os jornalistas não têm “vergonha na cara”. À noite, no Facebook, disse que a imprensa “estraga o país”.

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