A PANDEMIA, AS FORÇAS ARMADAS E 714 TONELADAS DE PICANHA

Por Marcos Nogueira

Diz o horóscopo chinês: estamos sob o signo do Boi. Na China e aqui também, o boi é um animal manso, disciplinado, obstinado, ruminante e cidadão de bem.

Apesar de não acreditar em horóscopo de qualquer nacionalidade, posso sentir fortes as vibrações bovinas de 2021. O Brasil tem os dois maiores rebanhos do mundo: um deles vira almoço, o outro muge em consonância com os absurdos do presidente.

No Brasil, a entrada do Ano do Boi foi marcada pela revelação da farta distribuição de picanha, cerveja e carvão na cúpula das Forças Armadas. Juntas, essas três coisas só podem significar uma coisa: churrascada. Paga pelo contribuinte em plena pandemia.

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GASTANÇA

Por Pensar a História

A crise humanitária no Brasil em 2021 deve ser a maior em décadas. O aumento do desemprego, o fim do auxílio emergencial, a disparada do preço dos alimentos básicos nos supermercados e a pandemia de COVID-19 devem levar o país a uma situação de caos. Estima-se que 10,3 milhões de brasileiros já estejam com dificuldades alimentares – um número que deve dobrar nos próximos meses.

Dezenas de milhões de pessoas serão jogadas na pobreza extrema. No mundo da Barbie verde-oliva, a realidade é outra. Após promover severos cortes nas pastas da saúde e da educação e praticamente desmontar o setor de ciência e tecnologia, o governo Bolsonaro aumentou em 48,8% o orçamento das Forças Armadas. Pela primeira vez na história recente, o governo brasileiro vai gastar mais dinheiro com os militares do que com a educação.

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