POR UMA FELICIDADE VADIA

Associado ao êxito individual, o ser feliz tornou-se obrigação tormentosa. Pode ser,
porém, o desfrute de uma vida sem medos; os convívios que permitem encarar o
incerto e a tristeza; e uma ética que, prezando o cuidado, desafia os moralismos

Por Antoni Aguiló, no Público | Tradução: Simone Paz

Desde 2013, a ONU reconhece o dia 20 de março como o Dia Internacional da Felicidade. Hoje em dia, a felicidade parece um significante vazio, explorado em excesso, até a exaustão. Abraça tantos significados diferentes, que praticamente cabe tudo nela: desde o consumo de Viagra, até os livros de Paulo Coelho.

Apesar da banalização do termo, ao longo das últimas décadas o neoliberalismo impôs a crença de que a felicidade era fruto do esforço e do talento individual, prêmio que ganhamos por sermos produtivos e competitivos. É o típico discurso da meritocracia liberal, onde cada um chega onde quer com base em seu próprio valor. Para isso, a meritocracia nos introduz a necessidade contínua do “sempre mais”: treinar mais, trabalhar mais, demonstrar mais, ter mais seguidores nas redes sociais, etc. A felicidade torna-se prisioneira entre as frias paredes do cálculo e da eficiência.

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CONSUMISMO COMO BUSCA PELA FELICIDADE E SUA PROBLEMÁTICA

Postado por Blog do Valentin

A prática consumista não responde ao anseio de felicidade humana e ainda impacta negativamente na vida da Terra.

Por Robert Henrique Sousa Dantas*/ Dom Total

Vivemos numa sociedade em que somos cada vez mais estimulados ao consumo e, por conseguinte, a uma exagerada produção de lixo.

Com a expansão da sociedade de consumo, amplamente influenciada pelo estilo de vida norte-americano e pelas mídias, o consumo se transformou em uma compulsão e um vício, estimulados pelas forças do mercado, da moda e da propaganda. Assim, a sociedade de consumo produz carências e desejos incessantes. Os indivíduos passam a ser reconhecidos, avaliados e julgados por aquilo que consomem, que vestem ou calçam, pelo carro e pelo telefone celular que exibem em público.

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A GENTE ERA FELIZ, E SABIA.

Postado por Blog do ValentinFelicidade

A infelicidade recorde dos brasileiros foi divulgada na mesma semana em que Bolsonaro visitou os Estados Unidos. A expressão semelhante à de quem comeu e não gostou de Donald Trump, ao receber a camisa 10 do Brasil, deixa a impressão de que o mandatário estadunidense foi contagiado pelo sentimento que prevalece no Brasil segundo o ranking do Instituto Gallup.

Coincidentemente, em 2010, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi elogiado pelo então presidente Barack Obama, que o chamou de “o cara” diante de diversas autoridades mundiais, durante encontro do G20, o povo brasileiro se diziam ser tão feliz como jamais havia sido antes.

Uma reportagem da revista IstoÉ chegou a estampar na capa da edição de 20 de agosto daquele mesmo ano a manchete “Nunca fomos tão felizes”. A matéria mostrava a história de vários brasileiros que, com a economia a todo vapor e os avanços sociais no país, descobriram uma felicidade que nunca tinham vivido. Estavam tomados pelo sentimento de bem-estar, comprando mais carros, viajando mais, adquirindo a casa própria e realizando sonhos.

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A “TELINHA” ESTÁ DEIXANDO AS PESSOAS MENOS FELIZES

Postado por Valentin Ferreira                      FOTO: SUZANNE PLUNKETT /REUTERSPESQUISA MOSTROU QUE ADOLESCENTES E ADULTOS ESTÃO MENOS FELIZES

Por Nexojornal./ ARTIGO ORIGINAL What might explain the unhappiness epidemic? The Conversation 22 de janeiro de 2018 Autoria: Jean Twenge Tradução: Camilo Rocha

O QUE PODE EXPLICAR A EPIDEMIA DE INFELICIDADE?

Todos gostaríamos de ser um pouco mais felizes. O problema é que muito do que determina a felicidade está fora do nosso controle. Alguns de nós somos geneticamente predispostos a ver o mundo através de lentes cor de rosa, enquanto outros têm uma perspectiva geralmente negativa. Coisas ruins podem acontecer, para nós e no mundo. As pessoas podem ser cruéis, e trabalhos podem ser tediosos.

Mas temos algum controle sobre como gastamos nosso tempo de lazer. É uma razão pela qual vale perguntar quais atividades de lazer estão ligadas à felicidade e quais não estão.

Em uma nova pesquisa feita com um milhão de adolescentes americanos, eu e meus colegas examinamos como adolescentes estavam gastando seu tempo livre e quais atividades eram correlacionadas com felicidade e quais não eram.

Link para ler  matéria completa: Nexojornal.

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LEONARDO BOFF: PODEMOS SER FELIZES NUM MUNDO INFELIZ?

Por: Revista Caros Amigos
Podemos ser felizes num mundo infeliz?

Por Leonardo Boff

Há um dado permanente e inegável: todos querem ser felizes. Não há métodos e artimanhas que não foram sugeridos para chegar ao reino da felicidade. A força do capitalismo reside na cultura que produziu, fundada na exaltação da acumulação privada de bens materiais e na indução ao consumo ilimitado, além da aquisição de um razoável status e certo reconhecimento social. O que mais ela faz é prometer felicidade plena. Entretanto é só promessa e falaciosa. Por mais que utilize todos os mecanismos do marketing, pinte com as cores mais atraentes a realidade e organize todo tipo de entretenimento, não consegue fazer as pessoas felizes. Ao contrário, as torna cada vez mais erráticas, frustradas e vazias, pois suas premissas são falsas ou enganosas como logo iremos mostrar a seguir.

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