ELES INCOMODAM O NEGACIONISMO

Por Moises Mendes

Depois de passada a pandemia, quando o coronavírus não for mais assunto diário, a bióloga Natalia Pasternak e o farmacêutico Gustavo Mendes devem continuar aparecendo com frequência na TV.

Para comentar o quê? Que comentem qualquer coisa, mas que permaneçam inspirando confiança na ciência, como fazem nesses dias de trevas da pandemia.

Mendes é o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa. Uma figura que, antes mesmo da leitura do relatório técnico sobre as vacinas liberadas para uso emergencial, já mostrava que é um cara ponderado e seguro.

E Natalia Pasternak, já consagrada como cientista que busca a comunicação com o público, é pesquisadora visitante da USP, professora da FGV e presidente do Instituto Questão de Ciência.

Continue Lendo

COVID-19: FATOS E MITOS

Carlos Zilio, DILACERAMENTO, 1970, caneta hidrográfica sobre papel, 47×32,5cm

Por MARCELO EDUARDO BIGAL*

A epidemia é grave, será longa, demandará esforços e resistência

Passados seis meses desde o início da pandemia do COVID-19, a situação nos Estados Unidos e no Brasil, os dois países mais afetados, continua a deteriorar-se. Frente a incapacidade de gerir a crise, Donald Trump e Jair M. Bolsonaro investem pesadamente na desinformação. Minimizam o perigo da epidemia (gripezinha), propagam medicamentos sem embasamento científico (cloroquina) e criam a falsa dicotomia de que ou se restaura a normalidade, ou as consequências para a economia serão pior que a epidemia, ignorando os prejuízos econômicos do abre/fecha que o fim prematuro do isolamento social causou e causará. Essa desinformação cuidadosamente planejada cria ambiente propício para o aparecimento de mitos que encontram terreno fértil em uma sociedade exausta e descrente. Vejamos alguns deles.

Continue Lendo

O FESTIVAL DE MENTIRAS QUE ASSOLA O PAÍS

Postado por Blog do Valentin 

Por (*) Carlos Junior / Observatório da Imprensa

Uma das definições sobre mentira, segundo o dicionário Michaelis, é: “afirmação que se opõe à verdade; informação enganosa ou controvertida; enredo, moca.” Outra definição diz que mentir é uma “opinião sem fundamento”. Não vou entrar nos méritos sobre porque todos nós, pelo menos uma vez, mentimos, pois isso requereria muito mais do que um texto. Mas, convenhamos, mentiras em sua maioria são corriqueiras, nos protegem em um determinado momento.

Mentir permite que continuemos em nossa zona de conforto, que não encaremos os fatos. Mentir nos ausenta de responsabilidades. Não me entenda mal, não defendo a mentira. Mas perceba, caro leitor, que o ato está cada vez mais corriqueiro em todas as esferas sociais. Principalmente na esfera política.

Continue Lendo