O JUGO DA ESCRAVIDÃO MACHISTA

Não foi à toa que o autor sagrado colocou a mulher como vítima dos olhos vigilantes dos mestres da Lei e não um homem (Lumo Project/Free Bible Images)

Por Solange Maria do Carmo*

A cena é comovente e sua crueldade mostra como as partes frágeis estão sempre subjugadas ao domínio dos fortes. A mulher vem trazida por um bando de machos moralistas, sem nenhum direito e nenhuma defesa. Está muda, e muda permanece. Quanto aos que a condenam, não economizam palavras: a mulher foi pega em adultério e deve morrer segundo a Lei de Moisés (v. 5). Já está dado o veredito. Levam-na a Jesus unicamente para que ele avalize a decisão já tomada. Como um judeu circuncidado e sujeito à Lei, não lhe cabia outra decisão a não ser concordar com a sentença. Estavam colocando Jesus à prova, pois a centralidade que a misericórdia ocupava em sua pregação não deixava dúvidas que a regulamentação da Torá carecia de superação (v. 6).

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IMPUNIDADE É A VACINA PARA OS PODEROSOS

Procurador Deltan Dallagnol apresenta PowePoint para explicar denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 14/09/2016 (Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer)

Impunidade de Deltan é retribuição a ele pelo golpe e crimes contra a democracia

Por Jeferson Miola

A impunidade do Deltan Dallagnol é o pagamento das instituições do regime de exceção em retribuição pelos crimes perpetrados por ele e seu bando contra a democracia brasileira.

O arquivamento do processo movido pela defesa do Lula desde 15 de setembro de 2016 – há incríveis 4 anos! – pelo Conselho Nacional do Ministério Público [CNMP] não atesta a inocência e a lisura do Deltan e dos outros elementos da Lava Jato.

Isso porque 8 dos 11 integrantes do CNMP reconheceram que eles agiram ilegalmente na divulgação espalhafatosa do power point contra Lula transmitido ao vivo pela Globo durante horas e repercutido exaustivamente na bancada de “notáveis juristas” da emissora.

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MAIS DE 8.000 JUÍZES RECEBERAM ACIMA DE R$ 100 MIL MENSAIS AO MENOS UMA VEZ DESDE 2017

De 2017 a abril deste ano, 55,7% das remunerações a juízes extrapolaram teto constitucional

Por Matheus Teixeira /Folha S.Paulo

O Judiciário brasileiro pagou remuneração mensal acima de R$ 100 mil a 8.226 juízes ao menos uma vez entre setembro de 2017 e abril deste ano. O teto constitucional do setor público é de R$ 39,3 mil por mês.

No mesmo período, foram feitos ao todo 13.595 pagamentos além dos R$ 100 mil. Isso porque houve casos de magistrados que receberam o montante em mais de uma ocasião. Vencimentos acima de R$ 200 mil foram pagos 565 vezes a 507 juízes.

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NADA DE NOVO NO FRONT: E COMO HAVERIA DE SER DIFERENTE? Por Ricardo Kotscho

Por Ricardo Kotscho

Abro pela primeira vez o computador em 2020, depois de passar o primeiro dia no hospital fazendo exames, que confirmaram mais costelas fraturadas, uma delas pela segunda vez.

No meu caso, nenhuma novidade. Acho que já quebrei o esqueleto inteiro ao longo da vida, mas ainda consigo escrever.

Aliás, não encontrei novidade nenhuma até agora no noticiário do ano novo, que mal começou, e já começou mal, como o outro terminou.

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