DE ACORDO COM A CIÊNCIA, AS PESSOAS CONFUNDEM O CONHECIMENTO DA INTERNET COM O SEU

Imagem: Pinterest

Estamos deixando nossos celulares pensarem por nós. Por podermos encontrar todas as informações que desejamos no Google, há quem não separe mais seus conhecimentos dos oferecidos pela Internet.

Chegamos a um ponto da nossa existência em que muitos carregam o cérebro nas mãos e não na cabeça. Os telefones celulares estão configurando um fenômeno surpreendente e perturbador. De acordo com um estudo recente publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), as pessoas confundem o conhecimento da Internet com o seu.

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MULHERES DOMINAM AS REDES; 55% DELAS PASSAM DE 3 A 5 HORAS CONECTADAS

Mulheres são as que mais passam tempo nas redes. 55% delas passam de 3 a 5 horas conectadas. 39% dos homens, por sua vez, ficam por este período na internet. Os dados são da pesquisa PoderData, feita entre 11 e 13 de outubro. O levantamento mostra também que 45% dos brasileiros passam mais de uma hora por dia nas redes sociais: 22% passam de 1 a 3 horas, 16% de 3 a 5 e 7% mais de 5 horas.

Outros 35% se conectam por menos de uma hora por dia e um a cada cinco diz não usar mídias sociais. A pesquisa foi feita por telefone com 2.500 entrevistados em 469 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Por Caique Lima/DCM

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NO VALE-TUDO DA INTERNET, CONHECIMENTO CIENTÍFICO E OPINIÃO PESSOAL VIROU A MESMA COISA

Por Drauzio Varella

Na internet, o senso comum ganhou o mesmo status da expertise técnica

Ativistas antivacina, terraplanistas, charlatães e defensores de teorias conspiratórias divulgam ideias estapafúrdias como se tivessem o nível de conhecimento de cientistas brilhantes

A ciência é uma ilha cercada de incompreensões por todos os lados. A um só tempo, ela contradiz o senso comum, o misticismo e o pensamento mágico, formas de interpretar o mundo adotadas pela maioria.
Nos países mais desenvolvidos, as crianças ouvem falar dos princípios que regem a ciência, já nos primeiros anos da vida escolar. Infelizmente, entre nós, os estudantes entram e saem das universidades sem noção de como deve ser articulado o pensamento científico.

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DIÁRIO DA QUARENTENA

O segredo da felicidade está simplesmente em separar o essencial do supérfluo
Os confinamentos costumam ativar a criatividade do indivíduo (Inside Weather/ Unsplash)

Por Fernando Fabbrini /Dom Total

Na reclusão desses dias explodiram piadas nas redes sociais, gozações infames sobre comportamentos do brasileiro na quarentena. Os confinamentos costumam, sim, ativar a criatividade do indivíduo. E isso tem até uma base científica. Quem já experimentou um brainstorm bem conduzido em oficinas de criação sabe que certa dose de pressão, estresse e deadline urgente funcionam como esporas de um peão no nosso lombo. Rapidinho, novas ideias brotam, quase na marra.

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AINDA É POSSÍVEL RESGATAR A INTERNET?

Postado por Blog do Valentin

Da anarquia à ditadura: corporações aproveitaram-se do “espírito livre” da rede para exercer seu poder econômico e impor “capitalismo de vigilância” e manipulação política. Diante do inferno, surge a ideia de regras democráticas

Por Paul Starr / Outras Palavras

Em apenas duas décadas, as tecnologias digitais e a internet passaram do sonho excitante de uma nova era revolucionária à encarnação do medo de um mundo que deu muito errado. A revolução digital agora ameaça minar valores que deveria ter feito avançar – liberdade pessoal, democracia, conhecimento confiável e mesmo livre competição. A tecnologia não fez isso para nós sozinha, nem que tropeçamos distraidamente em um universo distópico alternativo. O regime tecnológico atual surgiu de escolhas perigosas, por ignorar lições do passado e permitir que o poder privado agisse sem regulamentação.

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MEMES: BRASILEIRO “DEBOCHA” DA PRÓPRIA DESGRAÇA

Postado por Blog do Valentin

Pesquisador da UFF que estuda a relação entre memes e política destaca o viés inclusivo dessa forma de comunicação. No cenário internacional, brasileiros se destacam por debochar da própria “desgraça”.

Do Deutsch Welle

Leia matéria completa: “Memes garantem acesso ao debate”

No best-seller O Gene Egoísta, publicado em 1976,  o biólogo Richard Dawkins apresentava ao grande público o termo “meme”, criado por ele para se referir à replicação de ideias por gerações, tal como acontecia com o material genético. É certo que o cientista britânico não fazia ideia do alcance que a expressão ganharia décadas depois.

A popularização dos memes de internet na era cibernética mudou por completo o debate político. No Brasil, onde as redes sociais são uma febre, especula-se que essas peças simples de comunicação tenham tido mais importância do que a propaganda na televisão nas últimas eleições.

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