NOSOS REPRESENTANTES SÃO COMO UM “CLUBE DE CAFAJESTES”. Por Cristina Serra

Encontro de membros do “clube dos cafajestes” nas décadas de 1940/50

Um ano depois do primeiro caso de Covid no Brasil, vivemos o momento mais grave da pandemia. Um ano inteiro de sacrifícios, dor e morte não serviram para nada. Caso único no mundo. Estaca zero. Andamos em círculos. Falta vacina. Falta leito. Falta ar. E vai piorar.

Mas nada disso tira o sono do dinheiro grosso no Brasil, que só chiou com a intervenção militar na Petrobras. Para compensar a corda esticada, Bolsonaro oferece a Eletrobras e os Correios na bacia das almas.

No campeonato de canalhice da República, é difícil superar Paulo Guedes e a pressão pela aprovação da PEC emergencial, tentativa de assalto aos direitos sociais inscritos na Constituição.

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“A MERITOCRIA É UMA ILUSÃO”, DIZ EX-EMPREGADA DOMÉSTICA QUE SE TORNOU JUÍZA

Foto: Divulgação

Do Brasil 247

Antônia Marina Faleiros é uma das poucas mulheres autodeclaradas negras que compõem o quadro de juízes no Brasil. Conheça sua história.

No Brasil, há pessoas que morrem sem nunca terem tido um registro de nascimento. Antônia Marina Faleiros, 57 anos, escapou de ser uma delas, mas vê exemplos todos os dias. Conviveu com essa realidade quando trabalhava em um canavial, aos 12 anos, em Minas Gerais, e também ao se tornar juíza em comarcas do interior da Bahia, aos 40.

“Como juíza, reconheci um misto de miséria e exclusão que eu já tinha vivido. Algumas pessoas passam toda uma vida sem acesso à educação e saúde, muitas delas nunca tiveram um documento para reafirmar sua existência. Não julgo papel, eu julgo gente como eu”, relata.

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O JUGO DA ESCRAVIDÃO MACHISTA

Não foi à toa que o autor sagrado colocou a mulher como vítima dos olhos vigilantes dos mestres da Lei e não um homem (Lumo Project/Free Bible Images)

Por Solange Maria do Carmo*

A cena é comovente e sua crueldade mostra como as partes frágeis estão sempre subjugadas ao domínio dos fortes. A mulher vem trazida por um bando de machos moralistas, sem nenhum direito e nenhuma defesa. Está muda, e muda permanece. Quanto aos que a condenam, não economizam palavras: a mulher foi pega em adultério e deve morrer segundo a Lei de Moisés (v. 5). Já está dado o veredito. Levam-na a Jesus unicamente para que ele avalize a decisão já tomada. Como um judeu circuncidado e sujeito à Lei, não lhe cabia outra decisão a não ser concordar com a sentença. Estavam colocando Jesus à prova, pois a centralidade que a misericórdia ocupava em sua pregação não deixava dúvidas que a regulamentação da Torá carecia de superação (v. 6).

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O PRESIDENTE DERRUBOU UM GOVERNADOR?

É curioso que tanta gente no mundo da Justiça esteja tomando decisões claramente ilegais

Por Celso Rocha de Barros

Se o governador do Rio de Janeiro tiver caído por influência do presidente da República, a deterioração institucional brasileira deu um salto grande.

A decisão de afastar Witzel monocraticamente foi ilegal. Quem quiser saber por que, consulte o texto do professor Rafael Mafei Rabelo Queiroz, da Faculdade de Direito da USP, no site da revista Piauí. É possível que a decisão do ministro Benedito Gonçalves, do STJ, não tenha sido uma tentativa de conseguir uma vaga no Supremo.

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