A COVARDIA DA OAB DIANTE DOS ABUSOS DA LAVA JATO, por Gustavo Freire Barbosa

Postado por Valentin Ferreira
Artigo publicado no Justificando e replicado no GGN em 26 de junho de 2017. Vale a releitura principalmente pela referência ao acolhimento do TRF4 aos desmandos do juiz singular Sergio Moro e, na ocasião, Rogério Favreto como única voz a se levantar contra o arbítrio ali sacramentado. Leia o artigo a seguir.
do Justificando / Via Jornal GGN
por Gustavo Freire Barbosa
“Quem não dispõe de coragem cívica e de energia moral não deve ingressar nos quadros da advocacia”, escreveu Sobral Pinto, gigante da advocacia brasileira, em carta escrita em janeiro de 1937 a sua irmã. Na ocasião, mostrava a ela os motivos de ter aceitado defender Luís Carlos Prestes, embora permanecesse discordando das ideias do líder comunista, “erradas e funestas, é verdade, mas adotadas e seguidas com rara sinceridade”.
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A DITADURA DO PODER JUDICIÁRIO ANUNCIA QUE CHEGOU PARA FICAR

Postado por Valentin Ferreira / do Justificando/Carta Capítal

A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer.... Frase de Rui Barbosa.

A Ditadura do Poder Judiciário anuncia que chegou para ficar

Por Brenno TardellI (*)

 

No Brasil de 2017, um juiz de direito pode “suspender” as atividades de uma organização da sociedade civil e também um instituto protagonista da macropolítica brasileira sem maiores preocupações. Isso aconteceu em Brasília, na decisão do juiz Ricardo Augusto Soares Leite, o qual numa canetada determinou a suspensão do Instituto Lula, coração das decisões do Partido dos Trabalhadores nos últimos anos e, obviamente, reduto político do ex-presidente acusado por tantas vezes por essa mesma justiça.

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PROCURADOR DENUNCIA OS CRIMES DE MORO

Por Valentin Ferreira /doConversa Afiada /via Justificando
Violação de sigilo, abuso de autoridade… e tem mais!
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                                                                                                         Do portal Justificando:

Os crimes de Moro contra Lula

Concluído em primeira instância o “processo do tríplex”, de fato constata-se que crimes foram cometidos. Os do juiz. Sobre os imputados ao réu nada se pode dizer.

Trata-se de lawfare. A aniquilação de um personagem político pela via de mecanismos judiciais. A série de episódios grotescos que caracterizou a jurisdição nesse caso não deixa qualquer dúvida a respeito. Só o fato de o processo entrar para o imaginário social como um combate “Moro vs. Lula” evidencia o caráter teratológico da atuação do magistrado. Moro cometeu crimes, violou deveres funcionais triviais, atingiu direitos e garantias constitucionais do réu, feriu o sigilo de suas comunicações, quis expô-lo e humilhá-lo publicamente, manteve-o detido sem causa por horas, revelou conversas íntimas de seus familiares.

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CONDENAÇÃO DE LULA MARCA A TRANSIÇÃO DO ESTADO DE DIREITO PARA O ESTADO MIDIÁTICO PENAL

Por Valentin Ferreira / Do Brasil de FatoCondenação de Lula marca transição do Estado de Direito para o Estado Midiático Penal                                                                                                         Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Este é um texto duro – ou melhor – duríssimo. Afinal, a condenação de Lula nesta quarta-feira (12), do modo como está posta, estabelece uma nova era: a idade mídia, ou seja: a transição do Estado Democrático de direito para o Estado midiático penal.

Isto porque, na idade mídia, tudo – ou quase tudo, no fundo – pode (ao mesmo tempo) ser e não ser. Isto é, as palavras podem dizer (e ao mesmo tempo) desdizer.

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NÃO HÁ ELEIÇÃO LIMPA COM A FORÇA DO DINHEIRO

Por Valentin Ferreira / no JustificandoNão há eleição limpa com a força do dinheiro Ilustração: André Zanardo 

 

Por Luis Felipe Miguel / no Justificando/Carta Capital

Um dos principais problemas no funcionamento das democracias eleitorais é o constante transbordamento do poder econômico para a política. Embora o ideal democrático exija a igualdade entre todos os cidadãos (e cidadãs), quem controla mais recursos materiais costuma exercer uma influência maior nas decisões públicas. Parte do problema é estrutural e advém do casamento turbulento entre o capitalismo e a democracia, em particular da vulnerabilidade social às decisões privadas dos detentores do capital. Outra parte se liga às interações entre agentes do campo econômico e do campo político, tal como lobbies, corrupção e também o financiamento de campanhas.
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