A ESCRAVIDÃO QUE NOS HABITA

Reclamações trabalhistas estão sendo criminalizada por decisões judiciais como forma de amedrontar ainda mais o(a) trabalhador(a) que ouse pensar em processar o seu ex-patrão (Imagem: Jorge Luiz Souto Maior)

Por JORGE LUIZ SOUTO MAIOR*

Há tempos muitos têm destacado que, no Brasil, diante de seu legado escravista, ainda não devidamente superado, a exploração da classe trabalhadora não se dá apenas na lógica econômica da extração de mais-valor do trabalho assalariado, cuja formação, em termos de relações sociais, está fincada não apenas na submissão pela necessidade, como também no processo violento de uma “disciplinação” imposta pelas estruturas jurídicas criminais da vigilância e da punição.

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WHATS APP FORA DO HORÁRIO DE TRABALHO GERA PROCESSO E CONDENAÇÃO DE EMPRESAS

Postado por Blog do Valentin 

Por Ivan Martínez /VargasPaula Soprana

Mensagens corporativas de WhatsApp fora do horário de trabalho podem gerar processo e já renderam até condenações de empresas, que precisaram arcar com pagamento de horas extras ou danos morais a funcionários.

Embora esteja incorporado à rotina de trabalho dos brasileiros —o país é um dos principais mercados do aplicativo—, o uso corporativo da ferramenta fora do ambiente laboral depende de contratos ou de termos claros entre patrão e empregado, sob o risco de virar prova contra abusos.

O país não tem uma lei específica como a França, que adotou o direito de se desconectar, mas a CLT cita “meios telemáticos e informatizados” ao tratar de trabalho remoto.

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AO CONTRÁRIO DO GOVERNO, MAIORIA DO PAÍS NÃO DEFENDE ESTADO MÍNIMO

Postado por Valentin Ferreira

Por Leonardo Sakamoto

A maioria dos brasileiros é contra privatizar o maior número de possível de estatais (60%) e reduzir leis trabalhistas (57%), de acordo com pesquisa Datafolha. Outra informação da mesma coleta de dados também mostra que 61% defende que a posse de armas deve ser proibida por representar ameaça à vida de outras pessoas.

Ou seja, desejam um Estado não apenas regulador, mas também dono de empresas; que fiscalize e corrija o mercado de trabalho; que imponha limites ao armamento da população e, portanto, à capacidade de resposta individual à violência frente à estatal. Considerando que a mesma pesquisa também mostra que metade da população defende que é problema do governo o fato de mulheres ganharem menos que homens pela mesma função, definitivamente não é Estado mínimo o que eles estão pedindo.

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“NEGOCIADO SOBRE O LEGISLADO” CAUSA EPIDEMIA DE MORTES NO JAPÃO

Por Valentin Ferreira / Via Domtotal.com.br
Yukimi Takahashi, mãe de funcionária da Dentsu morta aos 24 anos. Empresa foi denunciada na justiça pela promotoria.Yukimi Takahashi, mãe de funcionária da Dentsu morta aos 24 anos. Empresa foi denunciada na justiça pela promotoria. (Asahi Shimbun/Getty Images/AFP)
Leis japonesas permitem que empresas e sindicatos negociem horários de trabalho para além do limite legal de oito horas por dia.

Por André Campos*

O suicídio de uma funcionária da maior agência de publicidade do Japão gerou nova onda de debates sobre as mortes relacionadas ao excesso de trabalho naquele país.

Há meses Matsuri Takahashi, uma funcionária da Dentsu, vinha fazendo mais de 100 horas extras mensais, e relatava nas redes sociais uma rotina exaustiva de pressão no trabalho e poucas horas de sono.

Em dezembro de 2015, Matsuri pulou do alto do dormitório da Dentsu, onde morava.

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