O JUGO DA ESCRAVIDÃO MACHISTA

Não foi à toa que o autor sagrado colocou a mulher como vítima dos olhos vigilantes dos mestres da Lei e não um homem (Lumo Project/Free Bible Images)

Por Solange Maria do Carmo*

A cena é comovente e sua crueldade mostra como as partes frágeis estão sempre subjugadas ao domínio dos fortes. A mulher vem trazida por um bando de machos moralistas, sem nenhum direito e nenhuma defesa. Está muda, e muda permanece. Quanto aos que a condenam, não economizam palavras: a mulher foi pega em adultério e deve morrer segundo a Lei de Moisés (v. 5). Já está dado o veredito. Levam-na a Jesus unicamente para que ele avalize a decisão já tomada. Como um judeu circuncidado e sujeito à Lei, não lhe cabia outra decisão a não ser concordar com a sentença. Estavam colocando Jesus à prova, pois a centralidade que a misericórdia ocupava em sua pregação não deixava dúvidas que a regulamentação da Torá carecia de superação (v. 6).

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O JUIZ MORO JÁ TERIA MANDADO PRENDER O EMPRESÁRIO MORO

A corrupção à americana é mais sutil. E como esquecer o Moro dos embargos?

Por Reinaldo Azevedo

egundo os critérios com que o então juiz Sergio Moro conduziu a Lava Jato —e ele a conduziu, não é mesmo?—, o agora “sócio-diretor” da Alvarez & Marsal estaria em prisão preventiva, que seria decretada no mesmo dia em que se efetuaria um espalhafatoso mandado de busca e apreensão em seus endereços, devidamente acompanhado por ao menos uma equipe de televisão, previamente avisada. Tudo combinado com os parças do MPF.

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FREIOS E CONTRAPESOS

Postado por Blog do Valentin

Por Vera Magalhães / O Estado

Peço desculpas ao leitor acostumado às colunas das quartas-feiras, em que costumo “quebrar” os textos em várias notas, de cunho mais informativo. A escalada da retórica autoritária e sem compromisso com fatos e com a verdade do presidente da República, desde há algumas semanas, me obriga a fazer deste texto uma continuação da minha coluna de domingo, em que alertei para o crescimento do cordão dos puxa-saco que cerca Jair Bolsonaro e dos riscos que isso traz para o debate público e para o próprio ambiente democrático.

Duas perguntas têm sido repetidas nas conversas que tenho com políticos, outros formadores de opinião, leitores, ouvintes, familiares, ministros do Supremo e toda uma gama de pessoas preocupadas com as diatribes bolsonaristas: 1) qual o limite para o que ele pode dizer?, e 2) como fazê-lo parar? Nos dois casos tenho respondido, entre constrangida e preocupada: não dá para saber.

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METÁSTASE: A MILÍCIA E O ESTADO

Postado por Blog do Valentin

Por Salvino Oliveira Barbosa / Carta Capital

“Não há tirania mais cruel que a que se exerce à sombra das Leis, e com as cores da Justiça.” – Montesquieu

Formadas por ex e atuais agentes do Estado, as milícias surgem em meados dos anos 90 com um discurso de contraposição ao tráfico. Inicialmente chamada por alguns como grupos de “autodefesa comunitária”, os paramilitares foram defendidos e encorajados por políticos e empresários. Vale um destaque especial para o atual presidente da República que, no ano de 2018, já em campanha eleitoral, elogiou os grupos em entrevista à rádio Jovem Pan. “Tem gente que é favorável à milícia, que é a maneira que eles têm de se ver livres da violência. Naquela região onde a milícia é paga, não tem violência”, afirmou.

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LOJAS DE ANIMAIS SÓ PODERÃO VENDER CÃES, GATOS E COELHOS RESGATADOS. NA CALIFÓRNIA

Postado por Valentin Ferreira

Esta é  uma lei que deveria ser copiada no Brasil para disciplinar de vez  essa questão. Sabe-se que muitos “criadores” desses animais fazem verdadeiras crueldades com os bichinhos.

Leia a matéria de Suzana Camargo/ Conexao Planeta

Na semana passada, o estado mais vanguardista dos Estados Unidos passou outra legislação em que proíbe a venda em pet shops de animais, nascidos nas chamadas “fábricas de filhotes”. A partir deste momento, essas lojas só poderão comercializar cachorros, gatos e coelhos que foram resgatados, vindos de abrigos.

A intenção da nova lei é acabar com os negócios de reprodução de animais em massa, onde filhotes vivem em lugares superlotados, sem as mínimas condições de higiene e sem supervisão de veterinários.

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