O LIBERALISMO NÃO É LIBERAL

Postado por Blog do Valentin

Por Dalton Rosado 

Nada mais intervencionista, do ponto de vista estatal, do que o liberalismo quando a economia apresenta os seus entraves de crescimento e se estabelecem os impasses próprios às suas contradições endógenas e exógenas.
Por seu turno, nada mais liberal do que o keynesianismo quando se trata de necessidade de expansão econômica de uma economia estatizante (o caso da China é exemplar).
As duas doutrinas obedecem a um único critério, qual seja a necessidade de sustentação do insustentável: a lógica do capital e de suas categorias econômicas, dentre as quais o Estado figura como cidadela que se pretende inexpugnável.
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O QUE É SER DE ESQUERDA HOJE? O QUE FAZER AQUI-E-AGORA?

Postado por Blog do Valentin

Professor do IE-Unicamp, Fernando Nogueira da Costa, falou à Carta Maior por ocasião do aniversário de 18 anos de atividades.Frente a tamanha ignorância e ao permanente ataque das fake news, Carta Maior  criou a editoria Debate Maior que abordará conceitos como esquerda, direita, progressismo, liberalismo, entre outros, esclarecendo temas muito ditos, mas pouco debatidos. Eis a análise do professor:

Em país onde não há um sistema bipartidário, cada qual contendo diversas tendências, mas sim um sistema partidário muito fragmentado – e nem sempre por razões ideológicas, mas por interesses programáticos ou personalistas –, em geral, há um segundo turno eleitoral para a escolha de mandatários de cargos majoritários. Aí, então, ocorre forçosamente uma polarização binária entre “direita” e “esquerda”.

Na última eleição brasileira, seja pela incapacidade de aliar-se, seja pela necessidade de renovar-se com novas lideranças populares, a esquerda foi derrotada pela predominância do chamado “antipetismo” após três mandatos – e um golpe. Uma reação equivocada de cada ala seria buscar se distinguir mais ainda em uma autofagia com o auto isolamento partidário. Depois do filtro, terminaria tão “puro”, ideologicamente, quanto pode ser só um indivíduo.

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O QUE SIGNIFICA DIREITA E ESQUERDA NO CAMPO DA ECONOMIA?

Postado por Valentin FerreiraDiferença vai além da chamada “mão invisível” do mercado versus intervencionismo estatal. Na campanha eleitoral, candidatos adotam posições mistas quanto a questões como impostos e teto de gastos.

A economia não é uma ciência exata. Por trás de números e equações estão visões de mundo variadas, que propõem caminhos distintos para a atividade econômica, ou seja, para a maneira como um país produz bens e oferece serviços. Mas o que distingue essas visões como posições de direita ou de esquerda?

O pensamento econômico de direita se identifica com o liberalismo, que se caracteriza pela defesa da livre iniciativa e do Estado mínimo. De acordo com essa corrente, a “mão invisível” do mercado – termo cunhado pelo filósofo britânico Adam Smith para designar o equilíbrio que decorre da livre concorrência – produz as condições necessárias para o desenvolvimento econômico e social. Ao Estado cabe atuar em áreas essenciais, como saúde, educação e segurança, sem criar obstáculos à atuação da iniciativa privada.

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