O QUE É LEITURA PROFUNDA E POR QUE ELA FAZ BEM PARA O CÉREBRO

Ler estimula o pensamento crítico e a capacidade de análise

Da BBC BRASIL

A pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf aponta que “não há nada menos natural do que ler” para os seres humanos — e isso não é de forma alguma ruim.

“A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana”, diz a especialista. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes: “Ler literalmente muda o cérebro”.

O avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais, contudo, têm modificado profundamente a forma como lemos.

Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida “por cima”.

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O BRASIL PERDE UMA LIVRARIA A CADA TRÊS DIAS

País tem uma loja de livros a cada 96 mil habitantes – muito longe da proporção que
a Unesco considera ideal, uma a cada 10 mil
( IMAGEM : Repdrodução)

Brasil perde uma livraria a cada três dias e pequenos livreiros apostam em nichos para sobreviver nesse mercado

“Parece um chavão, mas manter uma livraria hoje no Brasil é um ato de resistência. Não é fácil.” Em tom de desabafo, a frase dita pelo livreiro, editor e escritor João Varella resume bem a situação das casas do ramo que existem hoje no Brasil. Ele próprio é um dos que nadam contra o fluxo: em 2014, ele abriu a Banca Tatuí, em São Paulo, e quatro anos mais tarde, quase em frente, a Sala Tatuí.

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EM LIVRO, A HISTÓRIA DE MULHERES JUDIAS QUE LUTARAM CONTRA O NAZISMO

Duas mulheres da resistência capturadas pelos nazistas na invasão ao gueto de Varsóvia em 1943 (DW)

Do D.W.

É um dia frio de inverno, em fevereiro de 1943, no gueto judeu de Bedzin, uma cidade na Polônia ocupada pela Alemanha nazista. Em meio a casas superlotadas impõe-se um edifício especial: o coração da organização juvenil de judeus Freiheit (liberdade, em alemão) e sede da resistência judaica contra os nazistas.

Mulheres e homens estão ali reunidos para tomar uma decisão memorável. Eles conseguiram obter documentos que lhes permitiram contrabandear algumas pessoas para fora dos territórios ocupados. Deveria então a líder do grupo, a judia polonesa Frumka Plotnicka, usar esses documentos para viajar até Haia e representar a comunidade judaica perante o Tribunal Penal Internacional (TPI)?

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23 DE ABRIL: DIA MUNDIAL DO LIVRO

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) escolheu a data do Dia Mundial do Livro em 1995, em Paris, durante o XXVIII Congresso Geral. Uma tradição catalã ligada aos livros já existia no dia 23 de abril, e parece ter influenciado a escolha da Unesco. Na tradição catalã, no dia de São Jorge (23 de abril), é costume dar uma rosa para quem comprar um livro. Trocar flores por livros já se tornou tradição em outros países também.

O dia 23 de abril foi escolhido por ser, coincidentemente, a data da morte de três grandes escritores da história: William Shakespeare, Miguel de Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega.

23 de abril é também a data de nascimento ou morte de outros autores famosos, como Maurice Druon, Haldor K.Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.

Por Claudio Gobnzales

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MEMÓRIAS DE FREDERICK DOUGLASS RETRATAM O HORROR DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

Frederick Douglass – Imagem Reprodução

Best-seller “Autobiografia de Um Escravo” revela papel da leitura na formação do líder abolicionista

Por Fernanda Mena

“Educação e escravidão são incompatíveis”, escreveu o líder abolicionista Frederick Douglass em seu mais célebre livro, “Autobiografia de um Escravo”. Lançada cerca de 20 anos antes da abolição da escravatura nos EUA, ocorrida em 1863, a obra se tornou um best-seller e influenciou sentimentos anti-escravagistas por todo o país.

Dono de uma oratória potente, Douglass se tornaria figura central do abolicionismo americano a partir de textos e discursos mobilizadores, nos quais mais tarde incluiria as causas sufragistas. Seus ouvintes, contaminados pela narrativa racista em voga, mal podiam acreditar que um ex-escravizado fosse capaz de tamanha eloquência.

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