NASSIF: DISCURSO DE ÓDIO MATOU A ABRIL

Postado por Valentin Ferreira

“O primeiro lance foi se valer do estilo jornalismo de esgoto para infundir medo e abrir portas. Ali mostrou seu talento de captador das tendências da mídia norte-americana, ao perceber – mais do que qualquer outro grupo brasileiro – o potencial do discurso do ódio, da criação de um inimigo para a classe média, que legitimasse todas as jogadas comerciais possíveis”, testemunha Nassif.

De acordo com Nassif, Veja se antecipou aos demais veículos na exploração desse mercado de esgoto. E ganhou um poder de influência absoluto.

“A capa da Veja, contra o desarmamento, foi um marco da inauguração do pior momento da história da mídia brasileira. Nos meses seguintes, o discurso de ódio foi introduzido por Tales Alvarenga, um ex-diretor da revista, de baixo calibre, mas que trabalhava diretamente com Roberto. Com a onda pegando, outros veículos seguiram o touro-guia e vários personagens se apressaram a atender a demanda por ódio criada.”

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UMA PROMOTORA DE JUSTIÇA QUE HONRA A FUNÇÃO

Postado por Valentin Ferreira
Sandra Reimberg  4a. Promotora de Justiça de Itapevi

Por Luis Nassif / Jornalggn

A função do promotor não é a de condenar: é a de procurar a verdade. Esses tempos sombrios de Lava Jato consolidaram a imagem deturpada do procurador vingador, que define uma narrativa inicial e, depois, enfia provas a marretada, na maioria das vezes contra o réu, para satisfazer a sede de vingança de uma sociedade doente. Como o nome define, é um promotor da justiça, o que procura fazer justiça, e não sair condenando a torto e a direito,

A promotora Sandra Reimberg deu um exemplo relevante da verdadeira função do Ministério Público, à altura do seu colega Eduardo Araújo da Silva, que enfrentou uma imprensa sedenta de sangue e libertou rapazes inocentes, detidos e torturados em função do episódio conhecido como Bar Bodega.

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XADREZ DA GRANDE MANIPULAÇÃO DA LAVA JATO, Por Luís Nassif

Postado por Valentin Ferreira

Por Luís Nassif – Jornal GGN

Em mais uma de suas brilhantes análises, Nassif detalha em seu “xadrez” os descaminhos da operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro.

O blog destaca abaixo, as “peças desse xadrez” que você pode ler na íntegra, aqui.

  • Peça 1 – O livro de Tacla Duran
  • Peça 2 – Odebrecht promete entregar Lula e Dilma
  • Peça 3 – a Polícia Federal de Brasilia enxerga os furos nas delações
  • Peça 4 – o lawfare em torno dos sistemas
  • Peça 5 – O questionamento das informações do sistema
  • Peça 6 – a Lava Jato tenta manter controle total sobre sistema
  • Peça 7 – Tacla Duran fala
  • Peça 8 – Moro evita interrogar Tacla Duran
  • Peça 9 – A Polícia Federal reclama que a PGR retém os sistemas
  • Peça 10 – a defesa de Lula insiste em pedir acesso aos sistemas
  • Peça 11 – o TRF4 ajuda a blindar a Lava Jato
  • Peça 12 – a Lava Jato joga a toalha
  • Peça 13 – as narrativas possíveis

 

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GRANDE BACANAL DO PÓS IMPEACHMENT, Por Luis Nassif

Postado por Valentin Ferreira

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Esta semana dei uma palestra no encontro da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior). No encontro, a mesma dúvida: qual o prazo de validade do modelo econômico e social que está sendo implementado com a tomada do poder pela organização criminosa liderada por Eduardo Cunha?

Ouso dizer que é curto.

Acompanhe o raciocínio.

Peça 1 – a legitimação de Collor e FHC
Fernando Collor ganhou a presidência por mérito próprio, por ter entendido, antes dos demais candidatos, os novos ventos que surgiam.

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AS ENCRENCAS DA GLOBO COM OS ESCÂNDALOS DA FIFA. Por Luis Nassif

Postado por Valentin Ferreira Por 

Pimeira Encrenca

Das 11 pessoas com pedido de indiciamento à PGR no relatório da CPI da FIFA, Marco Polo Del Nero, José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Kleber Leite e J. Hawilla são beneficiários diretos do esquema que envolvia a Globo.

Antônio Osório e Carlos Eugênio Lopes tinham cargos de diretores da CBF (o primeiro financeiro e o segundo jurídico) – portanto também executavam os planos criminosos.

Outros dois são políticos: o deputado federal Marcus Antonio Vicente (PP) da bancada da bola, atuante na defesa da CBF e seus “negócios” no Congresso. O outro é Gustavo Feijó, que no relatório é apontado como recebedor de dinheiro para campanha eleitoral – nada a ver com a Globo ou algo relacionado a contratos.

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