REFORMA PROTESTANTE É LEMBRADA PELO SENADO

Postado por Valentin Ferreira

Gravura representa os principais reformadores da Igreja, ao lado de Martinho LuteroLutero e os reformadores

Por Deutsche Welle Lut

O Senado celebrou os 500 anos da Reforma Protestante em sessão especial realizada nesta segunda-feira (30/10). O movimento iniciado em 31 de outubro de 1517, quando o monge agostiniano Martinho Lutero divulgou as 95 teses com que criticava a conduta da Igreja Católica. Segundo a lenda, elas teriam sido afixadas na porta da igreja de Wittemberg, na Alemanha.

Martinho Lutero, o monge que revolucionou o mundo

Durante a solenidade, religiosos e senadores enfatizaram a luta de Lutero pela educação e a igualdade. “Lutero foi um visionário porque, há 500 anos, ele defendia que a mudança da sociedade viria a partir da educação”, disse a senadora Ana Amélia (PP-RS), segundo a Agência Senado.

O pastor Dalcido Gaulke, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), lembrou que uma das grandes contribuições de Lutero foi a defesa da livre interpretação da Bíblia, até então restrita a membros do clero. “O grande legado é a palavra de Deus e a alfabetização para que homens e mulheres pudessem ler a sagrada escritura”, afirmou.

Mais informações:Deutsche Welle

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“SE LUTERO VIVESSE HOJE, CRITICARIA OS PENTECOSTAIS”

 Por: D.W.com

A Rosa de Lutero humana na abertura do jubileu da Reforma no Brasil

Inicialmente discriminados e até perseguidos durante as duas guerras mundiais, os luteranos no Brasil superaram seus problemas e as divergências com os católicos e hoje celebram juntos os 500 anos da Reforma protestante.

Quando os portugueses pisaram pela primeira vez em terras brasileiras, em 1500, o monge rebelde alemão Martinho Lutero ainda não havia publicada as 95 teses que provocariam um cisma na Igreja católica. Quando os primeiros imigrantes alemães luteranos chegaram no Brasil 400 anos mais tarde, encontraram um país totalmente católico, que ainda não conhecia a Reforma de Lutero.

Nesta entrevista, o pastor luterano Cláudio Kupka fala sobre as dificuldades e os desafios de uma Igreja minoritária. Ele é pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e membro da comissão conjunta luterana do jubileu dos 500 anos da Reforma no Brasil.

Deutsche Welle:  Quando os luteranos chegaram ao Brasil no século 19 só havia católicos. Como foi chegar num país totalmente católico?

Cláudio Kupka: Além da dificuldade de se estabelecer nas colônias, pois tinham poucos recursos, os imigrantes alemães luteranos sofreram discriminação religiosa. Casamentos e batismos não eram reconhecidos. A … Continue Lendo