IVERMECTINA NÃO FUNCIONA CONTRA COVID-19. E QUEM DISSE ISSO É A PRÓPRIA FABRICANTE MERK

A recomendação original de uso da ivermectina presente em bula é voltada para tratamento de infecções causadas por parasitas (Prefeitura de Itajaí)

Merck diz que não há evidência significativa de efeito do remédio contra o coronavírus e está preocupada sobre segurança da substância nesse contexto

Do Estado de S.Paulo/Via D.Total

A farmacêutica Merck, responsável pelo desenvolvimento do medicamento ivermectina, informou em comunicado nessa quinta-feira (4), que não há dados que sustentem o uso do remédio contra a Covid-19. A indicação da Ivermectina é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e a substância é recomendada também em um aplicativo desenvolvido pelo Ministério da Saúde com orientações de tratamento contra o novo coronavírus.

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ALEXANDRE GARCIA: EXEMPLO DE IRRESPONSABILIDADE PARA A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

Foto: YouTube/Reprodução

Por: Alexandre Freita Campos/ Observatório da Imprensa

Muito já se falou sobre o papel do jornalismo científico e dos jornalistas para a difusão de informação precisa e de qualidade, principalmente desde o ano passado, quando o enfrentamento à pandemia reforçou a discussão sobre a importância da divulgação científica. Dependendo da gravidade da situação, informações equivocadas ou mentirosas podem até matar, e, lamentavelmente, alguns profissionais do jornalismo parecem não se dar conta da responsabilidade que possuem e, em vez de combaterem as notícias falsas, são eles próprios quem as disseminam.

Mas será que agem assim somente por desconhecimento? O vídeo publicado pelo jornalista Alexandre Garcia em dezembro do ano passado já vale como um bom case do que não se deve fazer em se tratando de divulgação científica [1]. Um case de irresponsabilidade, um mau exemplo, não só pelo conteúdo do vídeo, mas pelo contexto.

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QUEM SÃO OS DEFENSORES DA CLOROQUINA E IVERMECTINA QUE FORAM VÍTIMAS DA COVID-19?

No dia 2 de outubro, cinco dias antes do primeiro turno, Luciano Hang publicou imagem
com funcionários da Havan e camiseta de Bolsonaro – Foto: Reprodução Twitter

Medicamentos não têm eficácia comprovada cientificamente contra o novo coronavírus

Do Brasil de Fato

Não há comprovação científica da eficácia do uso de cloroquina e hidroxicloroquina contra a covid-19, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as instituições de saúde brasileiras. Ainda assim, há quem defenda o uso do medicamento, entre outros não comprovados, como ivermectina, para combater o vírus. Dessas, algumas morreram pela doença ou contraíram a covid-19 em sua forma grave. 

O caso mais recente é o do empresário Luciano Hang. Dono da rede de lojas Havan, Hang foi hospitalizado em decorrência da covid-19 em uma unidade da rede hospitalar Sancta Maggiore em São Paulo (SP) .

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POR INFLUÊNCIA DE BOLSONARO, PREFEITURAS BRASILEIRAS DISTRIBUEM “KITS COVID”

Em Cáceres (MT), pacote com ivermectina foi entregue como profilaxia, ou seja, como prevenção à Covid-19. Os kits Covid com mensagens cristãs foram entregues para a população da cidade

Governos municipais oferecem ‘kits Covid’ com medicamentos ineficazes, prometendo, de forma ilusória, prevenir ou curar a doença que já matou mais de 150 mil brasileiros

Da Agencia Pública /Via DomTotal

No post do Facebook em que anunciava sua volta ao trabalho após se recuperar da Covid-19, o prefeito de Vilhena (RO), Eduardo Japonês, anunciou também um novo protocolo para tratar a doença na cidade. “Acreditamos ser importante começar a tomar o kit de cloroquina, ivermectina e azitromicina, cerca de cinco dias depois da apresentação dos primeiros sintomas, para curar ou evitar o agravamento da doença”, dizia o post, recebido com mais de 500 likes e uma centena de comentários positivos.

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“PÍLULA DO CÂNCER”: QUÍMICO DA UNICAMP CONSTATA QUE SUPLEMENTO DE FOTOETANOLAMINA NÃO CONTÉM A SUBSTÂNCIA

Postado por Valentin Ferreira

Por Carta Campinas

Após a polêmica da fosfoetanolamina, que chegou a ficar conhecida no Brasil como a “pílula do câncer”, o produto passou a ser comercializado como suplemento alimentar, o que não é proibido pela legislação.

Mas o Instituto de Química (IQ) da Unicamp confirmou que a fosfoetanolamina vendida como suplemento alimentar não traz um traço sequer da substância. Recentemente, um laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), solicitado pela Polícia Civil, também constatou a inexistência de fosfoetanolamina em cápsulas de suplemento da empresa Quality Medical Line. Ou seja, o produto é um placebo na linguagem médica. Testes já haviam comprovado a ineficácia do produto.

O dito suplemento alimentar promete melhorar a qualidade de vida, o desempenho de células de defesa do organismo e o equilíbrio das funções metabólicas do corpo, embora implicitamente explore a esperança para a cura do câncer. “Agora, o consumidor pode estar sendo vítima de fraude a partir de um mesmo produto”, diz o professor Luiz Carlos Dias, coordenador do Laboratório de Química Orgânica Sintética do IQ.

O docente foi responsável pelas análises de cápsulas do lote número 1701053, colocado à venda na internet por 99 dólares (mais de R$ 300) … Continue Lendo

ESPECIALISTAS ALERTAM: PROPAGANDA DE REMÉDIOS É ALIENANTE E PERIGOSA À SAÚDE.

Postado por Valentin Ferreira

remédios

Perigosa e alienante, a publicidade de medicamentos, na análise de especialistas

por Luiza Medeiros, no Blog do CEE-Fiocruz

Exposição a medicamentos sem eficácia comprovada, risco de submissão a tratamentos inadequados, suscetibilidade a efeitos colaterais e ao agravamento de quadros clínicos são possibilidades criadas pela preponderância do viés publicitário e mercadológico no cuidado com a saúde.

Conforme aponta o médico e pesquisador da Ensp/Fiocruz, Jorge Bermudez, trata-se de um mercado em ascensão.

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