OS ESTRAGOS INVISÍVEIS DA PANDEMIA PARA AS MÃES SOLO

Carlla Bianca Souza, de 21 anos, amamenta sua filha Ísis, 3, em sua casa em São Luis (Maranhão).INGRID BARROS

No Brasil, quase 8,5 milhões de mulheres deixaram o mercado de trabalho desde a irrupção da covid-19. Para quem cria seus filhos sozinha, os retrocessos foram ainda mais profundos

Por MARÍA MAGDALENA ARRELLAGA E PATRICIA MONTEIRO/ EL PAIS

Em 2020, as latino-americanas sofreram um retrocesso histórico em termos financeiros e profissionais por causa da pandemia global da covid-19. No Brasil, o oitavo país mais desigual do mundo, os impactos foram ainda profundos: quase 8,5 milhões de mulheres saíram do mercado de trabalho no terceiro trimestre, e sua participação caiu a 45,8%, o nível mais baixo em três décadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentro desse universo feminino, as mães solo, que somam mais de 11,5 milhões no Brasil, passaram não somente a enfrentar mais riscos e dificuldades financeiras em decorrência da pandemia como também sofrem uma sobrecarga mental e um maior acúmulo de tarefas devido ao fechamento de escolas e creches.

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11% DOS TRABALHADORES QUE CURSARAM FACULDADE GANHAM ATÉ 1 SALÁRIO MÍNIMO

Imagem: Brian Snyder/Reuters

Por Douglas Gavras/UOL/Estadão

Faz tempo que o diploma universitário não garante um salário mais alto no futuro. Desde a recessão, que tirou milhões de brasileiros de seus empregos e corroeu a renda das famílias, porém, só aumenta o número de trabalhadores que cursaram faculdade, mas tiveram de aceitar funções que pagavam, no máximo, um salário mínimo.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, colhidos pela consultoria IDados, apontam que 11% dos trabalhadores formais e informais que cursaram faculdade ganhavam até um salário mínimo (R$ 998) no segundo trimestre. É o maior patamar desde que a pesquisa começou, em 2012.

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“SE VOCÊ PAROU DE APRENDER, É HORA DE TROCAR DE EMPREGO”, diz Professor Britânico

Postado por Blog do Valentin
Michael Arthur defende que plano de ascensão deve partir do profissional, e não da empresa

Por Carolina Muziz / Folha

Para ter sucesso hoje, o trabalhador não pode mais esperar que a empresa trace a sua carreira. Ele precisa assumir as rédeas da vida profissional e decidir seus próximos passos antes que seja pego de surpresa pelas mudanças causadas pelos avanços tecnológicos.

É o que afirma o britânico Michael B. Arthur, professor da Universidade Suffolk, em Boston (EUA). Ainda na década de 1990, ele criou o termo “carreira sem fronteiras”, para definir o fim dos tradicionais planos de ascensão dentro das organizações.

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O “MISERÊ” DO MP, A “VERGONHA DO HELENO E A MISÉRIA DOS BRASILEIROS

Postado por Blog do Valentin

Por Fernando Brito / Tijolaço

O promotor de Minas que disse estar no “miserê” ganhando 24 mil reais líquidos (quando não tem, como quase sempre, ‘penduricalhos’ agregados) e o general do GSI, Augusto Heleno, que disse ter vergonha dos R$ 19 mil líquidos de sua aposentadoria, deveriam dar uma olhadinha na tabela aí de cima, publicada hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, um órgão do próprio governo.

Nada menos que 52% das famílias brasileira vivem com menos de R$ 1.638,70 por mês. Renda familiar, soma de todos os rendimentos de seus integrantes. Na proporção da população, isso dá perto de 110 milhões de brasileiros vivendo – melhor, sobrevivendo – com pouco mais de 13 reais por dia, no caso de famílias com quatro pessoas.

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A DESESTRUTURAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO

Postado por Blog do Valentin

Do Le Monde Dplomatique

Qualquer que seja a perspectiva em que se analise a reforma previdenciária, ela aponta necessariamente para novas formas de exclusão social e desigualdade que afetam toda a sociedade e de maneira particular as mulheres – brancas, negras, trabalhadoras rurais, as trabalhadoras domésticas e a população jovem –, condenando-as à precariedade e à desproteção social.

A proposta de desmonte despreza as desigualdades estruturais na sociedade e no mercado de trabalho, bem como os diferenciais de gênero, e promove um desmonte dos direitos e do acesso à previdência pública em um contexto em que se recriam e se expandem novas modalidades de exclusão e de segregação no mercado de trabalho com a ampliação de novas formas de contratação advindas da reforma trabalhista.

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POPULAÇÃO COM IDADE PARA TRABALHAR VAI PARAR DE CRESCER EM 2020

Postado por Valentin FerreiraConsumidores em rua do centro de São Paulo – Joel Silva – 15.nov.16/Folhapress

Por Mariana Carneiro /Folha SP

BRASÍLIA

O  Brasil vive os últimos anos de uma vantagem populacional que se esgotará, segundo projeção do Banco Mundial, em aproximadamente três anos, em 2020.

No futuro, não muito distante, a população em idade ativa (entre 15 e 64 anos) parará de crescer e, a partir daí, o número de idosos e crianças passará a subir.

“O perfil demográfico do Brasil em breve começará a assemelhar-se ao de muitos países europeus, embora o país se encontre em nível muito inferior de desenvolvimento econômico.”

A chamada taxa de dependência (proporção de crianças até 14 anos e idosos acima de 65 anos na população) parará de cair em 2020, ficando estável em 47% até 2024, quando passa a subir.

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