CORTINA DE FUMAÇA: VISÕES E PENSAMENTOS TURVOS

Por Douglas H. Reginato

Cortina de fumaça é definida como “nuvem espessa de fumaça produzida pelas chaminés dos navios de guerra, ou feita artificialmente com produtos químicos, cujo propósito é encobrir a visão dos oponentes para despistar”. Em sentido mais subjetivo e amplo, pode ser entendida como qualquer atitude que iluda, engane, amenize e/ou despiste as reais intenções ou motivos acerca de um assunto ou fato.

Na sociedade atual, diante de tantas informações, conectividade e velocidade dos acontecimentos, acabamos mergulhados em um mar de incertezas e receios. A verdade nem sempre é exposta e a distorção de fatos e opiniões chega a níveis insanos. A seguir alguns destaques referentes aos principais casos de Cortina de fumaça:

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OS DANOS IRREVERSÍVEIS DAS FAKE NEWS, Por Eugênio Bucci

Postado por Blog do Valentin

Por Ubiratan Brasil /Via Era da Idiocracia

Foi a filósofa alemã Hannah Arendt (1906-1975) quem primeiro observou com mais detalhes a chamada verdade dos fatos – ou verdade factual, no entender dos jornalistas. No livro Verdade e Política (1967), ela propõe uma reflexão sobre governos que distorcem fatos ao lembrar que a extinta União Soviética simplesmente eliminou de todos os registros históricos a figura de Leon Trotsky, que foi um dos maiores protagonistas da revolução bolchevique.

Com isso, a filósofa mostra como as ditaduras preferem simplesmente eliminar as notícias factuais que as contrariam do que encontrar uma forma para tolerá-las e, muito importante, para conseguir conviver com elas. O raciocínio de Hannah Arendt é o ponto de partida de Existe Democracia Sem Verdade Factual? (Estação das Letras e Cores), livro que o jornalista e professor da ECA-USP Eugênio Bucci lança nesta segunda, 14, em e-book e versão impressa.

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NÃO SÃO PROFESSORES QUE ESTÃO DOUTRINANDO JOVENS. SÃO GURUS DE REDES SOCIAIS

Postado por Blog do Valentin

Muitos não conseguem enxergar este fenômeno: multidões de jovens idolatrando vigaristas arrogantes que fazem dinheiro a partir do tempo que os seguidores dedicam às suas ordens — seja consumindo conteúdos, seja xingando diariamente

Por Andre Azevedo da Fonseca / jornal Ggn

Queridos pais, os professores não estão transformando os seus filhos em massa de manobra para fins ideológicos. E também não estão instigando milhões de seguidores ao culto de suas personalidades. Não são eles que induzem os jovens ao vício em Internet para lucrar com o engajamento compulsivo em torno de seus conteúdos. Quem faz isso são os gurus e charlatões de redes sociais.

Professores mal são ouvidos. É uma luta para manter a disciplina! Pesquisas demonstram que cerca de 20% do tempo de aula é desperdiçado apenas para pedir silêncio. Com turmas lotadas, sempre além da capacidade adequada para a aprendizagem; e frequentemente lidando com problemas básicos de infraestrutura — como a falta de ventiladores nas salas — educadores enfrentam dificuldades diárias para despertar a atenção dos alunos, até mesmo para os conteúdos cobrados nas avaliações.

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UM BRASIL PARA OS BRASILEIROS. SEM MOLECAGEM.

Por Valentin Ferreira

Forças e setores militares que viabilizaram, avalizaram e participaram com peso graúdo na eleição e agora no governo do ex-parlamentar, devem estar coçando a cabeça com o comportamento de seu comandante em chefe, depois do que tem acontecido- nem é preciso citar – e que infelizmente como uma avalanche devastadora, só tem aumentado.

Como um falcão o vice-presidente – também militar – aproveitando as escorregadas do chefe, tem procurado se sobressair, e, claro, está pavimentando, e talvez, até encurtando seu caminho rumo ao lugar do hoje chefe capitão. O tempo corre contra o capitão, e o vice voa velozmente.

Ainda que se dê os devidos descontos com o clima carnavalesco, nenhum brasileiro ou brasileira com um mínimo de bom senso e cidadania pode aceitar e tolerar que seu chefe de estado se permita a fazer o fez e o que tem feito.

Mesmo que, segundo o professor da USP, Pablo Ortellado,  essa seja uma estratégia “para manter o estado de agitação e a necessidade de mobilização permanente de seus apoiadores” via intenet, isso só tem feito aumentar  o descrédito sobre o despreparado  mandatário.

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“O AMBIENTE DIGITAL ESTÁ ALTERANDO NOSSO CÉREBRO DE FORMA INÉDITA”, diz neurologista britânica

Postado por Valentin Ferreira

As facilidades e inovações trazidas pela era digital conquistaram adeptos de diversa gerações.

Mas, talvez haja numa proporção semelhante um grande número de críticos da internet, apontando os problemas da vida em rede.

Entre entusiastas e opositores da internet, no entanto, nem sempre há embasamento científico para o que é defendido.

Susan Greenfield, neurocientista britânica e pesquisadora sênior da Universidade de Oxford, estuda a psicologia do cérebro por um viés multidisciplinar.

Para ela, as tecnologias digitais afetaram nosso cérebro da mesma forma que qualquer elemento de interação que faça parte do nosso cotidiano.

O que a pesquisadora aponta de mais crítico é a forma como nossa vida em rede mudou a formação de nossa identidade, tornando-a dependente da visão das outras pessoas.

Segundo Greenfield, isso altera a forma como nos relacionamos com os outros e a distribuição do nosso tempo para determinadas atividades.

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MUITO POUCO DO QUE ACONTECE NA INTERNET HOJE É ESPONTÂNEO, diz estrategista

Postado por Valentin Ferreira
Da Folha S.Paulo

A maioria das pessoas não tem a consciência de que é constantemente manipulada por campanhas políticas e de marketing na internet —muito pouco do que ocorre hoje nas redes, seja um vídeo viral, uma hashtag ou foto, é espontâneo.

Esse é o alerta de P. W. Singer, autor do livro recém-lançado “Likewar: the Weaponization of Social Media” (Likewar: a ‘Armamentização’ das Mídias Sociais, em tradução livre; sem edição no Brasil).

Segundo Singer, as táticas desenvolvidas por empresas como a Cambridge Analytica para segmentar eleitores, manipular o fluxo de informações que chega até essas pessoas e alimentá-las com notícias falsas que potencializam seus medos foram disseminadas e hoje são o instrumento mais usado por líderes populistas, seja nos EUA com Trump, no “brexit”, nas Filipinas, na Itália ou no Brasil nas eleições.

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