NÃO HOUVE ARREGO E NEM ERA GOLPE

IMAGEM: Marina Gusmão, Cobra doce.

Por JULIAN RODRIGUES* / Do site A terra é redonda

O impeachment está fora do cenário imediato e a terceira via se enfraquece.

O 7 de setembro bolsonarista nunca foi verdadeiramente o dia de tomar a sede do STF ou decretar estado de sítio. Até porque, o golpe já foi dado – começou em 2016. Desde lá, vivemos um coup encours, um putsch in progress. Bolsonaro nunca escondeu seu objetivo de fechar o regime.

Bolsonaro já está no governo. E os militares também. Para que dar um golpe agora? Quem impediria um golpe bolsonarista? As Forças Armadas – que majoritariamente apoiam o ex-capitão? Ele segue tendo maioria na Câmara e não está preocupado com o agora, mas sim com 2022. Não é um governo “normal”; mas disruptivo – blefa, ameaça, alardeia golpe todo dia.

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MILITARES QUE COMANDAM ESTATAIS ACUMULAM SALÁRIOS E RECEBEM ENTRE R$ 43 MIL E R4$ 260 MIL.

(Foto: Agência Brasil)

Do Brasil247/Folha

Militares de Exército, Marinha e Aeronáutica comandam um terço das estatais brasileiras e estão recebendo salários brutos que variam de R$ 43 mil a R$ 260 mil. Os valores ficam acima do teto do funcionalismo público federal, de R$ 39,3 mil, que é o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, de 46 estatais com controle direto da União, 16 (34,8%) são presididas por oficiais de Exército, Marinha e Aeronáutica. A maioria deles está na reserva, e uma pequena parte está aposentada (reformada). E em 15 das 16 estatais há acúmulos de remuneraçõesO oficial recebe tanto o valor correspondente ao exercício militar quanto a remuneração paga pela estatal.

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TANQUE COERENTE CHORA LÁGRIMAS DE FUMAÇA

Imagem :Reprodução Olhar Digital

No “desfile” de carros militares ontem em Brasília, um deles não deixou por menos. Expeliu grande nuvem de fumaça para denunciar, com coerência, aquilo que se viu nos últimos meses. A construção de uma “cortina de fumaça” alimentada diariamente pelo presidente em favor do voto impresso ( ontem enterrado na votação da Câmara Federal) para encobrir e ofuscar os olhos da nação brasileira, sobre as rachadinhas da família e o desvio de atenção sobre os mais de meio milhão de mortos na pandemia. Parabéns ao tanque!

Valentin Ferreira

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O QUE HÁ POR TRÁS DAS “AMEAÇAS” MILITARES?

Imagem: Fernand LégerSoldados jogando Cartas

Por Leila Salim Maíra Mathias/ Outras Palavras

CRONOLOGIA DO GOLPISMO

Brasília, 7 de julho. O ministro da Defesa, Walter Braga Netto assina junto com os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica uma nota em tom de ameaça dirigida a um senador da República: “As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano”. 

Brasília, 8 de julho. O que sabíamos: diante da repercussão negativa da nota, Braga Netto e Paulo Sérgio (Exército) telefonam para Rodrigo Pacheco (DEM-MG) que, depois, divulga que ambos defenderam “ponderação” e “apreço ao Senado”. É o suficiente para que o presidente da Casa considere o assunto encerrado. No mesmo dia, o comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, concede uma entrevista ao Globo que vai estampar a manchete do jornal no dia seguinte. Sustenta que “a nota foi dura como nós achamos que devia ser”, pois seria um “alerta às instituições”. Perguntado sobre o caráter golpista do caso, diz a célebre frase: “Homem armado não ameaça“.

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A “DOUTRINA” INVENTADA PELOS MILITARES PARA ASSUMIR O PODER.

O programa político do Exército que elegeu Bolsonaro elegeu o PT como inimigo
público número 1 e se propõe a “erradicar” o partido de Lula

Por Maria Inês Nassif

Duas semanas após o dia 28 de outubro de 2018, dia em que Jair Bolsonaro foi eleito em segundo turno com 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% obtidos pelo petista Fernando Haddad, uma “alta autoridade das Forças Armadas” recebeu o jornalista argentino Marcelo Falak no seu gabinete, em Brasília, e contou a ele como “um grupo de militares” tinha cooptado, enquadrado e feito o ex-capitão do Exército – colega de turma de vários deles – presidente da República.

O GGN reportou a matéria do site NoÁmbito.com no dia 14/10/2018 (“Jornalista argentino revela como as Forças Armadas construíram a candidatura de Bolsonaro para chegar ao poder”).

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