O PAPEL CENTRAL DE FACHIN NA REMILITARIZAÇÃO DO PAÍS. Por Luis Nassif

Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, em foto de arquivo
Foto: Rosinei Coutinho – 20.abr.2017/SCO/STF

Originalmente publicado por Jornal GGN

Quando o general Villas Boas publicou seu tuíte, na véspera de uma votação relevante de um caso envolvendo Lula, com óbvia intenção de pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF), apenas o Ministro Celso de Mello reagiu. Relator do caso, Luiz Edson Fachin se calou. Agora se manifesta, com uma indignação tardia.

O que estaria por trás disso? Simples: a manifestação de Villas Boas vinha em apoio ao próprio Fachin, peça central da operação para tirar Lula das eleições. Visava intimidar os demais Ministros, Carmen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli.

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FORÇAS ARMADAS MANDAM OUTRO RECADO A BOLSONARO

Por Moises Mendes

Um dia depois das manifestações do comandante do Exército, Edson Pujol, de que os militares não estão a serviço de governos e de partidos, mas do Estado e do país, hoje há mais um recado a Bolsonaro.

Desta vez, uma nota em defesa da missão constitucional dos militares, com a mesma mensagem: não há como misturar as atividades dos quartéis com as do governo.

O documento foi emitido pelo Ministério da Defesa, com a assinatura de todos os chefes militares. O texto reafirma que as Forças Armadas são apartidárias.

A nota é assinada pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e pelos comandantes da Marinha (Ilques Barbosa Júnior), Exército (Edson Leal Pujol) e Aeronáutica (Antonio Carlos Moretti Bermudez).

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FIRMEZA DE MOURÃO NÃO É A DE OPINIÃO PESSOAL

Imagem: Folha/UOL

Por Janio de Freitas

O firme pronunciamento do vice Hamilton Mourão, contraposto a afirmações incisivas de Bolsonaro, suscita duas interpretações, mas é provável que as duas sejam uma só, com duas roupagens. E, como preliminar, note-se que o dito pelo vice tem mais do que o sentido de confronto, estendendo-se a importante inversão nas relações externas.

Bolsonaro vetou a compra, em qualquer tempo, de vacina chinesa contra a Covid-19: “Não vai haver compra, ponto final”. Antes, usou do mesmo tom definitivo a propósito do sistema 5G, que revolucionará as possibilidades de comunicações. Atrasados na criação do seu sistema, os Estados Unidos de Trump não admitem que o Brasil adote o sistema chinês, o qual, além da vantagem em tempo, evitaria custosas mudanças nos equipamentos de telecomunicações usados aqui, com muitos componentes chineses.

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NO ECLIPSE DO BRASIL, SUPREMO, CENTRÃO, GENERAIS, PASTORES E RURALISTAS DOMINAM A CENA

O obscurantismo é, por enquanto, o movimento social mais forte

Por Vinicius Torres Freire / Folha

Nada de relevante vai acontecer na economia até que saibamos do ritmo da despiora. Pouco vamos saber da despiora até que se conheça o efeito do fim dos auxílios e socorros, mais de meio trilhão de reais, a partir de setembro e olhe lá.

Em si mesmas, uma despiora lentíssima ou uma recaída não provocam efeito político imediato, se algum. Por exemplo, Jair Bolsonaro se cansar de Paulo Guedes ou sua popularidade baixar aos 10%.

Não há oposição do establishment a Guedes. É improvável que militares ou pastores digam outra coisa no ouvido do seu capitão, os donos do dinheiro grosso muito menos, mesmo que o ministro dê mais foras. 

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FORÇAS ARMADAS, POPULAÇÕES INDÍGENAS, GILMAR MENDES E O GENOCÍDIO

Bolsonaro e Gilmar Mendes – Foto Orlando Brito

Por Murilo Cesar Ramos / Os Divergentes

A semana de 13/07 iniciou com uma reação coordenada do ministro da Defesa e dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, pedindo à Procuradoria Geral da República que apure as circunstâncias das declarações do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, feitas no sábado, dia 11, em live promovida pela revista Isto É. Em alusão à ocupação militar promovida por Jair Bolsonaro no Ministério da Saúde, com consequências negativas para o combate à epidemia da covid 19, que ele vê como fora de controle, disse Gilmar: “Isso é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso”.

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FLÁVIO DINO: MILITARES NÃO PODEM ESTAR ATRELADOS A “UMA FACÇÃO EXTREMISTA E PASSAGEIRA”

Flávio Dino, Governador do Maranhão

O governador do Maranhão, Flávio Dino (Pc do B) criticou na noite deste domingo (12) a cúpula militar brasileira por sua reação à manifestação do ministro do STF Gilmar Mendes, que afirmara sábado estar o Exército “se associando a esse genocídio”, numa referência à ocupação militar do Ministério da Saúde. Segundo Dino, a cúpula das Forças Armadas “não pode estar atrelada ou subordinada a um lado da política brasileira. Pior quando se cuida de uma facção extremista e passageira”.

Em um tweet, Dino afirmou: “A cúpula das Forças Armadas deve entender que uma instituição de ESTADO – que exerce monopólio de uso da força em nome da NAÇÃO – não pode estar atrelada ou subordinada a um lado da política brasileira. Pior quando se cuida de uma facção extremista e passageira”.

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