A LENDA DO JAIR HONESTO

Por Philipp Lichterbeck./ D.W.

Ainda afirmar que Bolsonaro está do lado da lei e da ordem é uma piada de mau gosto. O bolsonarismo pode até ter algo contra a corrupção e a criminalidade – mas só a dos outros.

É claro que Jair Bolsonaro tem razão quando diz não poder saber tudo o que acontece nos 22 ministérios de Brasília. Consequentemente, não se pode responsabilizá-lo por cada ocorrência neles. No entanto, ele é responsável pela nomeação dos ministros, pelos aliados que procura e pelo espírito reinante em seu governo.

Além disso, Bolsonaro provavelmente não está dizendo a verdade, quando afirma nada ter sabido das irregularidades na encomenda da Covaxin. Segundo testemunhas, ele foi informado, mas não agiu. Ao que parece, tolerou e acobertou a suposta corrupção.

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O “SURTO MORALIZANTE” DO GOVERNO DERRUBA APENAS O MINISTRO NEGRO?

Assinatura do ato de nomeação de Decotelli, no dia 25 de junho (Imagem: MARCOS CORRÊA/PR )

Por Leonardo Sakamoto

Carlos Alberto Decotelli se demitiu por livre e espontânea pressão após o país descobrir que o novo ministro da Educação mentiu sobre ter um doutorado e um pós-doutorado – sem contar as acusações de plágio no mestrado. Cometeu fraude, em suma. E insistiu nela.

Jair Bolsonaro primeiro fez silêncio, depois elogiou o escolhido. Dizem seus assessores que, ao final, ficou indignado com a situação. Deveria, portanto, aproveitar este momento “moralização” e fazer um pente-fino em todas as pastas de sua administração e não apenas nos próximos candidatos à vaga que era do espalhafatoso Abraham Weintraub.

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