“A CAMPANHA DA FRATERNIDADE PÕE O DEDO NA FERIDA”

“Homicídios [de LGBTs] são efeitos do discurso de ódio e do fundamentalismo religioso”, diz texto-base da campanha

Ao condenar a violência contra LGBTs, texto-base da campanha deste ano despertou a ira de católicos conservadores. À DW Brasil, padre diz que polarização gerada pelo governo Bolsonaro impulsionou escolha do tema.

Por Deutsche Welle

A defesa explícita e inédita da população LGBT provocou a ira de conservadores brasileiros contra os organizadores da Campanha da Fraternidade, projeto realizado anualmente desde a década de 1960 pela Igreja Católica no Brasil.

O texto-base deste ano, cujo tema reforça a importância do diálogo frente à polarização, ainda ressalta que mulheres, especialmente as negras e as indígenas, são as maiores vítimas do “sistema de violência” no Brasil, e enaltece a importância das políticas de defesa dos direitos humanos.

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É…

Fotomontagem: Blog do Valentin

Em entrevista ao site Headline,  o vice-presidente, general Hamilton Mourão, disse que “não existe racismo no Brasil. Para sustentar as sua tese, ele citou os Estados Unidos como parâmetro e ainda argumentou que os negros norte-americanos se isolavam e se comportavam como “gueto”.

“Reafirmo que não há racismo no Brasil. Aqui não existe ódio racial. Morei nos Estados Unidos na minha adolescência, vi coisas que nunca tinha visto no Brasil. No colégio que eu eu estudava havia um número reduzidos de alunos negros. Aquele grupo andava sem se misturar com os demais alunos, coisas que eu jamais tinha visto aqui no país”, declarou. ( BRASIL 247)

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JOÃO PEDRO, MAIS UM JOVEM- NEGRO-ASSASSINADO

Por  Júlia Warken

Na tarde da última segunda-feira (18), a vida de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, foi brutalmente interrompida. Enquanto estava na casa dos primos, ele foi morto por policiais que participavam de uma ação das polícias Federal e Civil e que contava também com o apoio da Polícia Militar. O caso aconteceu no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Seis adolescentes estavam reunidos quando os policiais invadiram a casa. João Pedro foi atingido na barriga e outros diversos tiros foram disparados, como mostram as fotos das paredes da casa. O menino foi levado de helicóptero e nenhum familiar pôde acompanha-lo. A família também não foi informada sobre o destino de João e precisou procurar por 17 horas, até encontra-lo no Instituto Médico Legal (IML) de São Gonçalo.

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CORONEL DA PM: “QUANTO MENOS ARMA, MENOS VIOLÊNCIA”

Postado por Valentin Ferreira

O cidadão de bem e a bala perdida

Armar o cidadão de bem, como resposta à violência, é o argumento mais falacioso, mais inescrupuloso, que já ouvi a respeito do assunto. No ano passado, o Brasil registrou 59.103 mortes por crimes violentos letais e intencionais (CVLI). Na guerra da Síria, de 2017 a maio deste ano, portanto cinco meses a mais, morreram 43 mil pessoas. Estamos em guerra, estamos em guerra!

Daí, uma mente iluminada propõe como solução: mudar a legislação para armar o “cidadão de bem”. A primeira pergunta: quem é o cidadão de bem? Quem decide, ou escolhe, ou elege o “cidadão de bem”? Obviamente, interesses políticos e comerciais norteiam o engodo de que armar as pessoas diminuirá o número de mortes.

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BRASIL E SÍRIA: ONDE A “GUERRA” MATA MAIS?

Por Valentin Ferreira

                                                                                                           Fotos : Carta Capital

BRASIL E SÍRIA: ONDE A “GUERRA” MATA MAIS?

Por Valentin Ferreira

A exemplo de ontem, hoje, 88 jovens não voltarão vivos para casa. Amanhã essa guerra continua e continuará não sabe até quando matando por dia esses jovens entre 15 e 29 anos. Não é Iraque. Muito menos na Síria. É no Brasil.

A estupidez desses números contabiliza 318 mil (é isso mesmo 318 MIL) jovens assassinados no Brasil entre 2005 e 2015. Este é o triste retrato que mostra o IPEA em seu Atlas da Violência, também publicado no Fórum Brasileiro de Segurança Pública realizado em junho deste ano.

Desses jovens, 54% foram vítimas de homicídio. Idade? Entre 15 e 19 anos.

De cada 100 vítimas desses homicídios, 70% eram jovens negros.

                         A “guerra” no Brasil mata mais que na Síria.

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