VOLKSWAGEM RECONHECE “CUMPLICIDADE” COM REPRESSÃO DURANTE DITADURA MILITAR E FECHA ACORDO COM MPF

TAC prevê 36 milhões de reais para reparação e promoção de direitos humanos

Da Carta Capital

A Volkswagen do Brasil firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal, Estadual e do Trabalho para destinar 36,3 milhões de reais a ex-trabalhadores da empresa presos, perseguidos ou torturados durante a ditadura militar (1964-1985) e a iniciativas de promoção de direitos humanos e difusos.

O TAC é um acordo extrajudicial que estabelece obrigações à empresa para que não sejam propostas ações judiciais – no caso, processos que envolveriam a cumplicidade da companhia com os órgãos de repressão da ditadura. O acordo encerrará três inquéritos civis que tramitam na Justiça desde 2015.

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E A LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE VAI FUNCIONAR?

Procurador distorce diálogo gravado para defender interesse de colegas da Lava Jato

Por Bruno Boghossian

Denúncia contra Glenn manipula a lei para perseguir quem incomoda

A Polícia Federal ouviu as 1.285 palavras trocadas entre Glenn Greenwald e um dos hackers de Araraquara no último dia 7 de junho. O delegado não viu provas contra o jornalista e anotou que ele manteve na conversa “uma postura cuidadosa e distante”. Já o procurador Wellington Oliveira realizou a façanha de analisar o mesmíssimo diálogo e denunciar o repórter por três crimes.

O contorcionismo do Ministério Público Federal para alvejar Glenn mostra como uma corporação é capaz de manipular o sentido das leis para proteger seus próprios integrantes e perseguir quem incomoda.

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DENÚNCIA CONTRA GLENN GREENWALD MOSTRA MAIS UMA VEZ MPF AGINDO COMO POLÍCIA POLÍTICA PARA PROTEGER SERGIO MORO

Do Intercept Brasil

ESTA É UMA VERSÃO ampliada da nota que soltamos hoje sobre a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal  contra o jornalista Glenn Greenwald:

1. Os diálogos utilizados pelo MPF na denúncia são rigorosamente os mesmos que já haviam sido analisados pela Polícia Federal durante a operação Spoofing, e acerca dos quais a PF não imputou qualquer conduta criminosa a Glenn;

2. A PF concluiu: “Não é possível identificar a participação moral e material do jornalista Glenn Greenwald nos crimes investigados”;

3. A PF destaca, inclusive, a “postura cuidadosa e distante em relação à execução das invasões” por parte do jornalista co-fundador do Intercept;

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LULA ESTÁ SOLTO, MAS NÃO LIVRE

Postado por Blog do Valentin

SOLTO

Por Leandro Fortes /Era da Idiocracia

Assim como Hugo Chávez, ao sair da prisão em que lhe meteram os golpistas venezuelanos, em 2002, Lula pediu paz e preconizou que o amor há de vencer o ódio, ao deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
A comparação é exagerada, mas não descabida. Chávez voltou ao poder, com apoio das Forças Armadas e de uma população politizada, pronta para a guerra. Naquele momento, incitar um conflito levaria o país a uma guerra civil.
Lula teve essa mesma percepção, aliás, deu continuidade a ela: poderia ter conduzido as massas a defendê-lo, quando foi preso, mas preferiu se entregar e fazer da paciência uma virtude. Conseguiu.
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RAQUEL DODGE MERECE O TROFÉU BARRICHELLO

Por Bernardo Mello Franco / O Globo

Raquel Dodge não conquistou a sonhada recondução, mas merece o Troféu Rubinho Barrichello. A cinco dias de deixar o cargo, a procuradora-geral da República descobriu que a democracia brasileira corre riscos. Chegou atrasada, como costumava acontecer com o antigo piloto da Fórmula 1.

Em sua última sessão no Supremo, Dodge denunciou o avanço do autoritarismo no país. Ela pediu que os ministros “permaneçam atentos a todos os sinais de pressão sobre a democracia liberal”.

A procuradora traçou um cenário sombrio para o futuro das liberdades civis. “Se o esforço do século XX foi o de erguer a democracia liberal brasileira, o esforço do século XXI é o de impedir que ela morra”, afirmou.

Ela também alertou contra o surgimento de “vozes contrárias ao cumprimento das leis”. Em outra passagem, disse ter mandado plantar um jardim de camélias “como símbolo contra a opressão”.

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POR QUE BOLSONARO TEM TANTO MEDO DA POLÍCIA FEDERAL

Postado por Blog do Valentin

E do Coaf, da Receita Federal, do Ministério Público? Afinal, foi o trabalho eficiente de delegados, auditores e procuradores que levou à prisão de Lula, arquirrival de Bolsonaro. Ou será exatamente este o receio?

Por Itamar Garcez / Os divergentes

O presidente Jair Bolsonaro chegou à Presidência da República por uma conjugação de fatores. Um deles foi a Operação Lava-jato.

Graças às ações do Coaf, da Receita Federal, do Ministério Público e da Polícia Federal os brasilianos conheceram o talvez maior esquema de corrupção da história tupiniquim. A ojeriza à corrupção, representada pelo PT e partidos companheiros, empurrou os eleitores nativos para quem representasse o reverso do modelo petista.

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