MPF FEZ USO POLÍTICO DE REDES SOCIAIS E BENEFICIOU O BOLSONARISMO, AFIRMA ESTUDO DA FGV

Foto: Agencia Brasil

Do Brasil 247

Um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o Ministério Público Federal (MPF) se envolveu na ofensiva golpista contra a presidente Dilma Rousseff, afetando a governabilidade do país e beneficiando o bolsonarismo nas eleições de 2018. 

A pesquisa examinou um universo de 37.041 tuítes publicados pelo MPF desde sua entrada na rede social, em 2011, informa a jornalistaMônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

O estudo mostra que o MPF forneceu à rede de apoiadores da Lava Jato e de Jair Bolsonaro informações contra seus inimigos políticos. 

O estudo cita como exemplo que no mês de outubro de 2018, jornalistas e blogueiros bolsonaristas como Alexandre Garcia e Allan dos Santos foram os perfis que mais se alimentaram de conteúdos do MPF. 

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NÃO FALTAM MOTIVOS PARA O IMPEACHMENT, FALTA MORAL AO CONGRESSO

Interferência nos órgãos de estado para proteger os filhos, descaso na saúde pública em meio à pandemia, participação em atos antidemocráticos e orçamento paralelo são os crimes de responsabilidade cometidos por Bolsonaro

Por Edna Lima

Em maio do ano passado o ex-juiz Sérgio Moro pediu demissão do Ministério da Justiça e saiu do governo acusando Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal para proteger seus familiares e amigos, enrolados em rachadinhas e milícias.
Até agora o inquérito aberto para investigar as denuncias feitas por Moro não deu em nada. E não dará. Primeiro porque grande parte da elite política do País odeia o ex-juiz por ele ter sido o responsável por mandar para a cadeia muitos poderosos.

Depois, porque Augusto Aras, no comando do Ministério Público Federal, está mais preocupado em proteger Bolsonaro e sua família do que cumprir com o seu papel constitucional. Assim, garante, no mínimo, a recondução ao cargo de PGR.
No final do ano passado, seis meses depois da saída de Moro do Ministério da Justiça, mais uma vez Bolsonaro usou o Estado para beneficiar o filho 01, senador Flávio Bolsonaro, enrolado no caso das “rachadinhas”. A imprensa descobriu e noticiou que a Abin foi usada … Continue Lendo

VOLKSWAGEM RECONHECE “CUMPLICIDADE” COM REPRESSÃO DURANTE DITADURA MILITAR E FECHA ACORDO COM MPF

TAC prevê 36 milhões de reais para reparação e promoção de direitos humanos

Da Carta Capital

A Volkswagen do Brasil firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal, Estadual e do Trabalho para destinar 36,3 milhões de reais a ex-trabalhadores da empresa presos, perseguidos ou torturados durante a ditadura militar (1964-1985) e a iniciativas de promoção de direitos humanos e difusos.

O TAC é um acordo extrajudicial que estabelece obrigações à empresa para que não sejam propostas ações judiciais – no caso, processos que envolveriam a cumplicidade da companhia com os órgãos de repressão da ditadura. O acordo encerrará três inquéritos civis que tramitam na Justiça desde 2015.

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E A LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE VAI FUNCIONAR?

Procurador distorce diálogo gravado para defender interesse de colegas da Lava Jato

Por Bruno Boghossian

Denúncia contra Glenn manipula a lei para perseguir quem incomoda

A Polícia Federal ouviu as 1.285 palavras trocadas entre Glenn Greenwald e um dos hackers de Araraquara no último dia 7 de junho. O delegado não viu provas contra o jornalista e anotou que ele manteve na conversa “uma postura cuidadosa e distante”. Já o procurador Wellington Oliveira realizou a façanha de analisar o mesmíssimo diálogo e denunciar o repórter por três crimes.

O contorcionismo do Ministério Público Federal para alvejar Glenn mostra como uma corporação é capaz de manipular o sentido das leis para proteger seus próprios integrantes e perseguir quem incomoda.

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DENÚNCIA CONTRA GLENN GREENWALD MOSTRA MAIS UMA VEZ MPF AGINDO COMO POLÍCIA POLÍTICA PARA PROTEGER SERGIO MORO

Do Intercept Brasil

ESTA É UMA VERSÃO ampliada da nota que soltamos hoje sobre a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal  contra o jornalista Glenn Greenwald:

1. Os diálogos utilizados pelo MPF na denúncia são rigorosamente os mesmos que já haviam sido analisados pela Polícia Federal durante a operação Spoofing, e acerca dos quais a PF não imputou qualquer conduta criminosa a Glenn;

2. A PF concluiu: “Não é possível identificar a participação moral e material do jornalista Glenn Greenwald nos crimes investigados”;

3. A PF destaca, inclusive, a “postura cuidadosa e distante em relação à execução das invasões” por parte do jornalista co-fundador do Intercept;

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LULA ESTÁ SOLTO, MAS NÃO LIVRE

Postado por Blog do Valentin

SOLTO

Por Leandro Fortes /Era da Idiocracia

Assim como Hugo Chávez, ao sair da prisão em que lhe meteram os golpistas venezuelanos, em 2002, Lula pediu paz e preconizou que o amor há de vencer o ódio, ao deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
A comparação é exagerada, mas não descabida. Chávez voltou ao poder, com apoio das Forças Armadas e de uma população politizada, pronta para a guerra. Naquele momento, incitar um conflito levaria o país a uma guerra civil.
Lula teve essa mesma percepção, aliás, deu continuidade a ela: poderia ter conduzido as massas a defendê-lo, quando foi preso, mas preferiu se entregar e fazer da paciência uma virtude. Conseguiu.
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