MST: EM 162 COOPERATIVAS PRODUZ DE ARROZ A SUCO DE UVA

Produção de arroz da Cootap no Rio Grande do Sul: cereal, agroecológico, se tornou um cartão de visita do movimento — Foto: Divulgação

Por Marcos de Moura e Souza/ Valor Econômico.

Com o passar dos anos, o MST se converteu em um movimento formado sobretudo por pequenos e médios proprietários de terra. São famílias que obtiveram suas áreas por meio da política de reforma agrária e que, assentadas, se dedicam à produção de alimentos.

Segundo Kelli, o MST tem hoje em suas hostes mais proprietários de terra do que trabalhadores sem terra. E isso trouxe demandas e visões novas ao movimento. “São cerca de 450 mil famílias assentadas ligadas ao MST em 88 mil hectares”, diz. Já o número de famílias sem terra ligadas ao movimento e que ainda estão acampadas pleiteando terra soma 90 mil, de acordo com ela.

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NO DIA DO TRABALHADOR RURAL, BRASIL TEM JORNADA DE LUTA POR REFORMA AGRÁRIA

Postado por Valentin FerreiraManifestações em todo país reforçam a luta por terra e pela liberdade de Lula

O Dia do Trabalhador Rural, comemorado no dia 25 de julho, existe desde 1964. Em todo país, é um momento de lutas em defesa do trabalho e dos direitos daqueles e daquelas que alimentam o Brasil.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deu início nesta segunda-feira (23) à jornada de lutas, reivindicando terras para a realização da reforma agrária a liberdade do ex-presidente Lula, além de denunciar o desmonte das políticas públicas para a agricultura.

Na manhã desta quarta-feira, famílias de trabalhadores rurais bloquearam a BR-010, no trecho que passa pelo município de Irituia, no Pará.

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UMA FEIRA DE EMPREENDEDORES

Postado por Valentin Ferreira
Algumas reflexões sobre as duas grandes religiões contemporâneas e sobre o evento onde passei o fim de semana

(*)Por Denis R. Burgierman /  Nexojornal

Socialismo e liberalismo são as duas grandes religiões contemporâneas, como bem notou Yuval Noah Harari na (auto?)biografia que ele escreveu da nossa espécie, “Sapiens”. Afinal, religiões são “sistemas de normas e valores fundados na crença em uma ordem super-humana”. As ideologias da era moderna não incluem divindades, mas, de resto, são iguaizinhas a qualquer outra religião, com seus livros sagrados, seu valor identitário, suas legiões de fiéis, suas visões de paraíso, seus dogmas, seus santos, seus demônios.

Não que não haja méritos nas ideias de Karl Marx e Adam Smith, autores dos livros sagrados das duas religiões. Há, muitíssimos. Homens de seu tempo que eram (como aliás somos todos), acreditavam em ciência e se preocuparam em provar suas ideias, em vez de simplesmente exigir fé. Mas muitos dos princípios mais centrais de suas crenças são conceitos fictícios, mitológicos, coisas nunca vistas no mundo real – o comunismo perfeito com o qual socialistas sonham, ou o Estado mínimo imaginado pelos liberais, para citar dois exemplos.

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COOPERATIVISMO: CAFÉ AGROECOLÓGICO GUAIÍ TRANSFORMA A VIDA DE ASSENTADOS NO SUL DE MINAS GERAIS

Postado por Valentin Ferreira

Café é produzido sem agrotóxicos ou sementes transgênicas / Divulgação

Produção de café sem insumos químicos ocorre desde 2010 por meio de cooperativa formada por assentamentos do MST
Por Juliana Gonçalves /do Brasil de Fato
No sul de Minas Gerais, a maior região produtora de café do Brasil, nasce o café orgânico e agroecológico Guaií, fruto do trabalho de 20 famílias assentadas do MST no município Campo do Meio.O assentamento produz café desde 1996, mas há 8 anos começou a fazer a transição para produtos sem insumos químicos, livres de agrotóxicos e sementes transgênicas. Tuira Tule, da direção do setor de produção da regional do Sul de Minas Gerais, explica que a mudança foi estrutural no assentamento. “Para nós produzir de forma agroecologia é muito mais do que a troca de insumos do pacote convencional para o orgânico, é uma outra forma de se relacionar com o campo, com o trabalho”, considera.
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