É NECESSÁRIA MAIS PROTEÇÃO ÀS MULHERES NA PANDEMIA

Pandemia atingiu as mulheres de forma desproporcional, mostra relatório anual da Anistia Internacional. Por isso é importante que haja mais medidas para protegê-las, opina Manuela Kasper-Claridge.

Do Deutsche Welle

Para muitas pessoas, a terrível face do coronavírus se revela na doença, na morte e no desespero. As mulheres são confrontadas diariamente com isso, porque carregam um fardo particularmente pesado na pandemia. Elas são mais afetadas pelo desemprego, têm menos acesso aos cuidados de saúde e, muitas vezes, não recebem nenhum apoio econômico ou social.

A pandemia aumentou enormemente a desigualdade de gênero. Essa é uma conclusão deprimente do relatório anual de 408 páginas da Anistia Internacional que deveria ser enviado para a casa de todos os políticos, porque a situação é terrível para muitas mulheres.

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PANDEMIA REVERTE PROGRESSOS NA IGUALDADE DE GÊNERO

Estudos indicam que a pandemia afetou mais as mulheres do que os homens

A pandemia do coronavírus reverteu o progresso global no alcance da igualdade entre homens e mulheres, concluiu o Fórum Econômico Mundial (FEM) em seu relatório Global Gender Gap de 2021, divulgado nesta quarta-feira (31/03). As consequências, segundo o órgão, podem ser duradouras.

O índice anual, que rastreia a evolução de lacunas na paridade de gênero desde 2006, avalia o progresso na obtenção da igualdade de gênero em quatro esferas principais: participação e oportunidade econômica, realização educacional, saúde e sobrevivência e representação política.

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OS ESTRAGOS INVISÍVEIS DA PANDEMIA PARA AS MÃES SOLO

Carlla Bianca Souza, de 21 anos, amamenta sua filha Ísis, 3, em sua casa em São Luis (Maranhão).INGRID BARROS

No Brasil, quase 8,5 milhões de mulheres deixaram o mercado de trabalho desde a irrupção da covid-19. Para quem cria seus filhos sozinha, os retrocessos foram ainda mais profundos

Por MARÍA MAGDALENA ARRELLAGA E PATRICIA MONTEIRO/ EL PAIS

Em 2020, as latino-americanas sofreram um retrocesso histórico em termos financeiros e profissionais por causa da pandemia global da covid-19. No Brasil, o oitavo país mais desigual do mundo, os impactos foram ainda profundos: quase 8,5 milhões de mulheres saíram do mercado de trabalho no terceiro trimestre, e sua participação caiu a 45,8%, o nível mais baixo em três décadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentro desse universo feminino, as mães solo, que somam mais de 11,5 milhões no Brasil, passaram não somente a enfrentar mais riscos e dificuldades financeiras em decorrência da pandemia como também sofrem uma sobrecarga mental e um maior acúmulo de tarefas devido ao fechamento de escolas e creches.

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NA LINHA DE FRENTE, SÃO ELAS QUE COMBATEM A COVID 19

Enfermeira, auxiliares e técnicas de enfermagem se desdobram em jornadas
triplas para derrotar o vírus

Do Brasil de Fato

“Ninguém sabia de nada, era tudo novo. Confesso que me desesperei. Tentei lidar, de todas as formas, com o medo, para continuar trabalhando”. O relato da técnica de enfermagem Márcia de Assis, de 55 anos, retrata um sentimento compartilhado por milhares de profissionais de saúde que, de um dia para o outro, tornaram-se peças principais no combate a um vírus letal e, até então, desconhecido.

Cuidar de pacientes infectados por uma doença respiratória para a qual não havia protocolos criados, ministrar medicamentos em meio a um mar de incertezas, enfrentar colapsos do sistema de saúde, uma sobrecarga de trabalho com risco iminente de contaminação e notificar familiares sobre óbitos com uma frequência inédita. 

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ONU DIZ QUE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NA AMÉRICA LATINA É UMA PANDEMIA

Foto: Mídia NINJA

Do Brasil 247

 Organizações de mulheres denunciaram o aumento dos casos de violência e feminicídios na região latno-americana desde o início da pandemia de covid-19. De acordo com a ONU, durante a pandemia, o número de ocorrências de violência contra as mulheres aumentou porque muitas das vítimas tiveram que ficar confinadas em suas casas.

Durante a pandemia “podemos constatar que as consequências para as mulheres foram desproporcionalmente negativas”, disse a diretora regional para a América Latina e o Caribe da ONU Mulheres, María-Noel Vaeza.

María-Noel Vaeza alertou que a violência contra as mulheres na América Latina tem dimensões pandêmicas e os indícios mostram que está aumentando. A representante da ONU Mulheres afirmou que ainda não há dados consolidados, mas os “números emergentes mostram um aumento das denúncias e da procura de apoio” devido à violência contra as mulheres, informa a Telesul.

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MULHERES FORAM MAIS AFETADAS EMOCIONALMENTE PELA PANDEMIA

Por Ivanir Ferreira / Jornal da USP ( via Pensar Contemporâneo)

Elas apresentaram mais sintomas de depressão, de ansiedade e de estresse; na população como um todo, houve abusos de drogas, medicamentos e alimentos

A pandemia impactou a saúde mental de muitas pessoas, sobretudo das mulheres. Segundo um estudo realizado entre maio e junho de 2020 pelo Instituto de Psiquiatria da USP, elas foram as mais afetadas emocionalmente — 40,5% das voluntárias relataram sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse.

Ainda segundo o estudo, que abrangeu homens e mulheres de várias regiões do país, houve também maior consumo de drogas ilícitas, de cigarros, de medicamentos e de alimentos.

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