EM LIVRO, A HISTÓRIA DE MULHERES JUDIAS QUE LUTARAM CONTRA O NAZISMO

Duas mulheres da resistência capturadas pelos nazistas na invasão ao gueto de Varsóvia em 1943 (DW)

Do D.W.

É um dia frio de inverno, em fevereiro de 1943, no gueto judeu de Bedzin, uma cidade na Polônia ocupada pela Alemanha nazista. Em meio a casas superlotadas impõe-se um edifício especial: o coração da organização juvenil de judeus Freiheit (liberdade, em alemão) e sede da resistência judaica contra os nazistas.

Mulheres e homens estão ali reunidos para tomar uma decisão memorável. Eles conseguiram obter documentos que lhes permitiram contrabandear algumas pessoas para fora dos territórios ocupados. Deveria então a líder do grupo, a judia polonesa Frumka Plotnicka, usar esses documentos para viajar até Haia e representar a comunidade judaica perante o Tribunal Penal Internacional (TPI)?

Continue Lendo

A CIDADE QUE SE RECUSOU A MORRER

Do Pensar a História

A cidade que se recusou a morrer: há 77 anos, em 27 de janeiro de 1944, chegava ao fim o Cerco a Leningrado, após quase 900 dias de resistência contra os invasores nazistas.Em junho de 1941, quase dois anos após o início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista deu início à Operação Barbarossa, codinome dado à invasão da União Soviética pelas forças militares do Eixo. Adolf Hitler considerava a União Soviética como a maior inimiga do nazismo. Além de odiar o fato do país ser um sustentáculo internacional do ideário socialista, o líder alemão enxergava os eslavos e demais etnias que compunham o povo soviético como “raças inferiores”.

Assim, Hitler pôs em prática em um plano esboçado quase duas décadas antes, como atestado por passagens do Mein Kampf: anexar a porção europeia da União Soviética ao território alemão, ampliando o “Lebensraum”, isso é, o “espaço vital” do “povo ariano”, substituindo a população nativa por colonos alemães e submetendo o povo soviético à condição de mão-de-obra escrava em campos de concentração.

Continue Lendo

A ERA DOS PSICOPATAS BEM-SUCEDIDOS

Eles compartilham o prazer em infligir o sofrimento ao outro. Violam direitos humanos e instauram o conflito permanente. Alguns são punidos por seus crimes. Outros, mais ardilosos, infiltram-se na política, na religião e nas corporações

Título original: Necropolítica, Arquétipo e Psicopatia

A partir da leitura do texto Necropolítica, do filósofo Achille Mbembe, a curiosidade me estimulou a formular algumas perguntas: quem são os necropolíticos? Quem pratica o necropoder? É possível esboçar algumas características psíquicas dessas pessoas?

Segundo Mbembe, soberania (no contexto do Necropoder) é a capacidade de definir quem importa e quem não importa, quem é descartável e quem não é. Uma forma de soberania que não é a autonomia dos povos, mas a possibilidade de destruição destes. Em última instância, soberania é o direito de matar e que na guerra isso fica explícito; e a política (Necropolítica) como expressão dessa soberania do estado de exceção.

Continue Lendo

COMO A MÁQUINA DE PROPAGANDA NAZISTA CRIOU UMA IMAGEM CASEIRA DE HITLER E ENGANOU O MUNDO

Da BBC Brasil

Em 16 de março de 1941, enquanto cidades europeias eram bombardeadas e judeus, confinados em guetos, a revista The New York Times Magazine publicava uma matéria ilustrada sobre o refúgio de Adolf Hitler nos Alpes de Berchtesgaden, no sul da Alemanha.

Em um tom neutro, o correspondente C. Brooks Peters escreveu que os historiadores do futuro deveriam dar atenção à importância do “domínio privado e pessoal do Führer”, um espaço em que as discussões sobre as frentes da guerra se entremeavam com “passeios com seus três cães pastores por trilhas majestosas pelas montanhas”.

Por mais de 70 anos ignoramos a recomendação de Peters de levar mais a sério os espaços domésticos de Hitler. Quando pensamos nos cenários de poder político do líder nazista, somos mais propensos a pensar no campo Zeppelin de Nuremberg (onde aconteciam desfiles do partido nazista) do que a sala de sua casa.

Continue Lendo

O PEQUENO-GRANDE HOMEM

Ex presidente Barack Obama e o Escritor Elie Wiesel – Com suas drásticas e
sinceras recordações, Elie Wiesel procurou dar a esperança de um futuro melhor
para o ser humano

Por Lev Chaim*

“Ontem à noite em um sonho vi o meu pai”. Com esta marcante frase, o grande Elie Wiesel (o pequeno-grande homem) inicia a sua autobiografia relembrando o seu pai querido, o qual ele não teve tempo de conhecer muito bem. Em suas memórias, Wiesel conta que dividiu os momentos mais negros de sua vida com o seu pai, passados nos campos de concentração de Auchwitz (na Polônia) e Buchenwald (na Alemanha), durante a Segunda Guerra Mundial. Ele nasceu na Romênia e morreu com o passaporte dos Estados Unidos, país onde morou durante muito tempo de sua vida adulta.

Continue Lendo

PROFESSOR JUDEU: BOLSONARISMO E HITLERISMO TEM MUITO EM COMUM

Jean Goldenbaum, Adolf Hitler e Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação)

Do Brasil 247

O músico Jean Goldenbaum, membro do grupo de judeus progressistas, disse à TV 247 que o governo Jair Bolsonaro se utiliza da linguagem e da estética implementada por Adolf Hitler na Alemanha nazista.

Para o professor, que vive em Berlim, na Alemanha, o bolsonarismo e o hitlerismo têm muito em comum, já que o atual governo se utiliza das estratégias de “eleição do inimigo”, “estética nazista” e “ferramentas nazistas”.

“Tem um linguista alemão, o Victor Klemperer, que viveu na época do nazismo e ele fez todo um estudo sobre como os nazistas se utilizaram da linguagem, como eles mexeram na linguagem e alteraram a linguagem e até mesmo o sentido de palavras e termos e como isso era essencial na propaganda.  (assista o vídeo)

Continue Lendo